O presidente do MpD, Paulo Veiga, considerou insuficientes as medidas anunciadas pelo Governo para enfrentar os efeitos da subida dos combustíveis, defendendo respostas mais abrangentes para proteger as famílias, os transportadores e os setores produtivos
A posição foi assumida ontem, domingo, no encerramento da XIV Convenção Nacional do MpD, na cidade da Praia, onde o líder democrata colocou o agravamento do custo de vida entre as principais preocupações do partido.
Paulo Veiga reconheceu a dependência de Cabo Verde das importações de combustíveis e a influência dos preços internacionais, mas sustentou que essa vulnerabilidade exige maior capacidade de antecipação e resposta por parte do executivo.
Segundo afirmou, os aumentos afetam diretamente os orçamentos familiares, os custos de transporte entre ilhas e as atividades económicas, particularmente a pesca e os transportes públicos.
O líder do MpD reconheceu as medidas anunciadas para limitar a subida do gás butano, mas defendeu apoios adicionais às famílias vulneráveis, proteção dos bens essenciais e utilização dos instrumentos orçamentais disponíveis.
“Não pedimos ao Governo que faça milagres. Pedimos que apresente respostas proporcionais às dificuldades que as pessoas estão a enfrentar”, declarou.
Paulo Veiga insistiu que a capacidade de um Governo não se mede apenas pela explicação das causas dos problemas, mas sobretudo pelas soluções concretas apresentadas aos cidadãos.





