MpD considera “tímidas e inconsequentes” medidas do Governo contra custo de vida

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O MpD propõe um cheque-combustível de oito mil escudos para táxis e transportes coletivos urbanos, o financiamento estatal de metade do aumento do gasóleo para a pesca e um subsídio mensal de 500 escudos para a compra de gás pelas famílias mais vulneráveis

O Movimento para a Democracia manifestou preocupação com o agravamento do custo de vida em Cabo Verde e propôs três medidas de apoio direto às famílias e aos sectores mais afetados pela subida dos preços.

Em conferência de imprensa, o vice-presidente do partido, Celso Ribeiro, acusou o Governo de adotar medidas “tímidas e inconsequentes” perante as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias, que, segundo afirmou, sentem diariamente os efeitos da subida dos preços dos combustíveis, dos transportes, do gás e dos produtos de primeira necessidade.

O litro da gasolina passou de 163 para 197 escudos desde junho, enquanto o gasóleo subiu de 137 para 190 escudos. O preço do gás, por sua vez, atingiu os dois mil escudos.

Para ilustrar o impacto destes aumentos, o partido apontou o caso dos taxistas, que, segundo afirmou, gastam atualmente cerca de 15 mil escudos adicionais por mês em combustível, situação que terá levado a classe a aumentar em 50 escudos as tarifas por viagem.

O MpD alertou ainda para o chamado “efeito onda” da subida dos preços, que poderá refletir-se nos custos dos transportes, da alimentação, da eletricidade e da água, agravando as despesas dos agregados familiares.

Além do cheque-combustível de oito mil escudos para cada táxi e viatura de transporte coletivo urbano, o partido propõe que o Estado financie metade do aumento do preço do gasóleo destinado à pesca, incluindo a pesca artesanal. A terceira medida consiste na criação de um cheque-gás, com um subsídio mensal de 500 escudos para as famílias mais vulneráveis.

A formação política criticou igualmente a proposta do Orçamento do Estado, considerando que não apresenta medidas concretas suficientes para aliviar a pressão financeira sobre as famílias. Defendeu, por isso, a implementação de um plano de contingência e de estabilização dos preços.

Na mesma ocasião, o MpD desafiou o Governo a esclarecer como pretende garantir a estabilização do preço do gás nos meses de Novembro e Dezembro, qual o montante adicional arrecadado em impostos desde Julho, na sequência da subida dos preços, e quando serão disponibilizados os apoios anunciados aos pescadores.

O partido afirmou que continuará a exigir respostas e apelou ao Executivo para dialogar com as forças políticas na procura de alternativas para conter o agravamento do custo de vida e evitar o aumento da pobreza no país.

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