Segundo Paulo Veiga, a medida permitia ao Estado absorver cerca de 70% dos aumentos registados no mercado
O presidente do MpD, Paulo Veiga, criticou os aumentos dos preços dos combustíveis registados desde Junho e defendeu a adoção de novas medidas para reduzir o impacto dos custos sobre as famílias e os sectores de atividade.
Durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço dos primeiros 100 dias do Governo, Paulo Veiga apresentou dados da entidade reguladora segundo os quais, desde junho, a gasolina aumentou 21%, o gasóleo 39%, o gasóleo destinado à pesca 61% e o combustível utilizado na produção de eletricidade 78%.
O dirigente do MpD criticou a decisão do Governo de não prolongar, depois de 30 de junho, o mecanismo de contenção dos preços dos combustíveis implementado pelo anterior Executivo. Segundo Paulo Veiga, a medida permitia ao Estado absorver cerca de 70% dos aumentos registados no mercado.
Paulo Veiga considerou contraditória a decisão de manter um mecanismo de proteção para o gás butano sem o estender aos restantes combustíveis, defendendo que o Governo deve assumir as consequências das opções tomadas nesta matéria.
O presidente do MpD propôs, por isso, o alargamento aos restantes combustíveis do mecanismo de contenção de preços aplicado ao gás butano, como forma de reduzir o impacto dos aumentos sobre os consumidores e os diferentes sectores da economia.
Para o sector das pescas, Paulo Veiga defendeu uma compensação correspondente ao aumento do preço do combustível registado desde Junho, através de descontos diretos nas faturas.
O dirigente do MpD propôs igualmente a criação de um cheque-combustível para taxistas e profissionais do transporte coletivo. A medida prevê um apoio mensal de oito mil escudos por veículo, em contrapartida pelo congelamento das tarifas.
Segundo Paulo Veiga, as medidas propostas pretendem responder ao impacto do aumento dos combustíveis sobre os transportadores, pescadores e consumidores, num contexto em que o partido considera que os primeiros 100 dias de governação já permitem avaliar as respostas do Executivo perante os problemas que afetam a população.





