Partido que sustenta o Governo, reagiu às declarações proferidas, hoje, pelo Presidente do PAICV, Oposição, alegando que Rui Semedo “só podia estar de cabeça perdida para atacar, desta forma, a Justiça e a democracia”
O Secretário Geral do MpD, Luís Carlos Silva, observou que o PAICV, incapaz de apresentar propostas e alternativas eficazes para a governação do País, optou por uma estratégia nefasta de difamar e minar a credibilidade das instituições judiciais.
“Associando-se a Francisco Carvalho, que está a braços com um processo judicial, o Presidente do PAICV, Rui Semedo, deu a cara para proferir o mais grave ataque à Justiça realizado até hoje em Cabo Verde, pondo em causa a independência dos órgãos judiciais”, realçou.
O também Deputado da Nação ressaltou a gravidade das acusações proferidas por Rui Semedo, ao sugerir que a Justiça em Cabo Verde está ao serviço de interesses partidários.
“Ao mesmo tempo que dizem confiar na Justiça, lançam suspeição quanto ao momento em que a Procuradoria Geral da República ordenou as buscas à Câmara Municipal da Praia, sugerindo haver uma intenção política por detrás das mesmas. É o mesmo que dizer que a Procuradoria está a fazer jogo político”, disse, em jeito de contestação.
Luís Carlos Silva condenou essa postura, comparando-a ao estilo e com argumentos idênticos aos que partidos populistas e políticos extremistas fazem.
“Quando têm problemas com a Justiça e com os tribunais, atacam, lançam suspeições e acusam para desacreditar essas instituições, alegando que são manipuladas e estão ao serviço de interesses e de Partidos políticos seus opositores”, enfatizou.
O SG do MpD afirmou que o comportamento do Presidente da Câmara Municipal da Praia e do Presidente do PAICV “são graves” e atentam contra o Estado de direito democrático.
“Francisco Carvalho afirmou na entrevista Ponto por Ponto, na TCV, que a Justiça está ao serviço do MpD, lança suspeição sobre a PGR acusando que há processos que andam sobre patins e outros não”, recordou.
O Deputado enfatizou que, durante a governação do PAICV, o MpD apresentou diversas queixas por crimes de corrupção e má gestão, as quais ainda aguardam decisão judicial, sem nunca terem atacado a Justiça ou o Ministério Público.
O MpD apontou algumas queixas, como o Contrato celebrado com a Sociedade Lusa de Negócios, Gestão do Banco da Cultura (de 2013 a 2016), a gestão do HAN (2013 a 2016), a gestão da TACV (2001 a 2016), a IFH (2010 a 2016), Novo Banco e SDE (2016/2016), exemplificou, sem nunca ter feito qualquer acusação quanto a lentidão destes casos que também estão na Justiça.


