MpD desafia Gualberto do Rosário a fazer prova de suas acusações ao Partido

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É o posicionamento oficial do Partido do Governo, às acusações lançadas ontem, no Facebook, por António Gualberto do Rosário

O antigo dirigente do MpD socorreu-se da sua conta no Facebook, para atirar-se contra o Partido, com acusações de “intolerância política, de violação sistemática dos princípios e valores democráticos, das leis e da Constituição, tentativas de condicionamento, de silenciamento de cidadãos e de assassinato de caráter”.

O Partido, em reação, instou o autor das acusações a apresentar nomes que no seu entender estarão a promover tais situações.

“O Movimento para a Democracia solicita que o Dr. Gualberto do Rosário indique os nomes dos dirigentes que andam a promover esses factos graves que denuncia. Evitará assim que de forma indiscriminada atinja uma instituição política que tem dirigentes nacionais e locais, Deputados no Parlamento, Governantes e Autarcas no seu seio”, lê-se na nota publicada no Facebook do MpD.

“Com sentido de tolerância e de bom senso, o Dr. Gualberto do Rosário deverá reconhecer que aqueles a quem acusa de ‘mau exemplo, por ação e omissão’, não têm necessariamente que conhecer e ter informação sobre publicações, comentários e troca de galhardetes que se multiplicam diariamente nas redes sociais. Não têm que e não devem assumir-se como árbitros ou moderadores de publicações no Facebook”, acrescenta a mesma nota oficial, em que o MpD demarca-se de promover as “atrocidades” que Gualberto do Rosário “acusa” e diz, claramente, que “não se reconhece neles”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Ele terá de mencionar as pessoas silenciadas pelo PARTIDO. É uma acusação muito forte.

  2. Aí está providência genial do Ulisses Correia e Silva. Gualberto do Rosário foi o primeiro a trair o MpD, ao candidatar-se, contra o seu próprio partido e contra as suas próprias orientações, tudo em nome de interesses políticos até ainda não completamente explicados, expondo na altura a reputação do MpD às mais diversas conjeturas de seus adversários no meio Mindelense. Gualberto também contribui, à sua medida, pelo maior exercício linchamento político na história da nossa democracia, de que foi vítima a nossa saudosa Dra. Isaura Gomes em São Vicente, numa das campanhas eleitorais mais indecentes de que há memória em Cabo Verde. Ainda bem que o sábio povo de São Vicente soube separar o alho do bugalho. Agora o mesmo se sente ofendido com seus próprios amigos que escolheu no Facebook. Não faz qualquer sentido. O MpD, na altura, deixou ao critério do Gualberto a decisão de permanecer ou afastar-se, de livre e espontânea vontade, algo que ele não fez. Esperava ele do MpD, um processo persecutório interno, para alimentar a agenda pessoal e partidária dos adversários externos do Partido. Outra vez, agiu muitíssimo bem o MpD, deixando ao Gualberto a decisão de agir em coerência. Coerência! Gualberto fala muito em coerência, porém as suas atitudes e interesses políticos e ideológicos, na prática, traduzem muito pouco desta expressão. Como disse o Maika, problema dele! Sem muito palco e envolvido em várias contradições ideológicas, Gualberto procurou nas redes sociais, sobretudo, no Facebook o seu novo palanque político. Aceitou como amigos seus, antigos adversários, detratores e até perseguidores no antigo regime. Permitiu que no seu perfil do Facebook amigos seus, do Paicv e da sua ala maoista e terrorista descarregasse e destilasse todo o tipo de ódio e veneno sobre personagens e personalidades de cariz liberal como Casimiro de Pina, para silenciar pensamentos que pudessem, de alguma forma contrariar seus próprios pensamentos. Ele sim, deveria monitorar tudo aquilo que os seus amigos escrevem no seu próprio perfil no Facebook, e não o Ulisses ou o MpD. Há ‘posts’, no perfil do Gualberto, em que amigos dele Gualberto tratam p.e. o Casimiro de Pina por palavras inauditas e inaudíveis (como p.e. fdp). Nada fez o Gualberto para excluir esses amigos seus ou para moderar o linguajar dos debates na sua página, muito excluiu essas expressões de amigos que adotaram palavrões com arma de arremesso numa discussão que se pretendia saudável. Uma iniciativa da JpD foi o mote para o Gualberto arrebanhar a tropa de elite digital e seus amigos para destratar toda uma iniciativa perfeitamente normal em democracia. Ninguém foi forçado a participar, nem foi fichado; não se fez a apologia ao nazismo, fascismo nem de outras misóginas. Mais, ninguém pôs em causa o sistema democrático vigente em Cabo Verde. Gualberto iniciava seus debates e liberava seu espaço no seu perfil do Facebook para o Paicv e sua milícia digital apontar a sua infantaria pesada contra o MpD. De modo muito inteligente, o MpD nunca interferiu, nem poderia o ter feito contra as liberdades individuais, seja do Gualberto, seja dos seus amigos. Agiu corretamente o MpD. Afinal, não cabe ao MpD escolher os amigos do Gualberto no Facebook, muito interferir nas falas e discursos desses. Fosse o Paicv, certamente as coisas seriam bem diferentes. Pergunte às pessoas que apoiaram a candidatura independente do Aristides Lima a PR. Só que Gualberto se esqueceu pelo menos, de duas coisas: (i) quem com o Paicv dorme … acorda com pulgas, tanto mais que só a milícia digital é mutante. Seu Gabinete de Ódio, ora aparece a apoiar, e ora aparece a destratar o próprio Gualberto; (ii) Facebook é terreno de ninguém. Quem dele se aproveita e aventura-se, tem de também estar na disposição de ler, ouvir e levar tudo o que não deseja. Gualberto aparenta sinais de esgotamento ideológico claros. Recentemente disse que assinou um abaixo assinado para romper com o nosso sistema de governo, nossa democracia, nosso ordenamento jurídico-constitucional, nossa liberdade económica, etc. Hino para o Paicv que o apoiou 100%; apoiou e incentivou o voto contra o estatuto constitucional especial da Cidade Praia que o seu partido inscreveu na Constituição da República, naquilo convenhamos que é um direito inalienável dele, e dos outros que defendem posição contrária. Por fim, pede a Ulisses Silva que exerça o papel de censor político das falas que acontecem no seu próprio Facebook. Oh, meu caro: é só excluir da sua lista de amigos esses seus detratores, caro Gualberto. Você não é obrigado a ter como ‘amigos’, pessoas do MpD que o insultam ou ofendam no seu próprio perfil nas redes sociais. Apresente queixas na PGR e na PJ por insultos, difamação e ódio, injúrias e calúnias contra essas pessoas, amigas e conhecidas. Ora, que é que é isso Gualberto? Você está de brincadeira. O País a viver a mais grave crise de todos os tempos, em plena pandemia da Covid-19, com mortos a lamentar, centenas de pessoas acamadas e em quarentena, uma recessão económica galopante, de mais de 11 p.p. (5,9% para -5,5%), enfrentando três anos de seca severa; combatendo uma Oposição irresponsável, que negocia clausulas e emendas constitucionais nos bares e restaurantes do Mindelo, com garotinhos sem qualquer representatividade legitimada através voto popular, e vem agora o Gualberto pedir ao Presidente do Partido e Primeiro-ministro para exercer o papel de polícia política e vigiar os comentários dos amigos do próprio Gualberto e a seu respeito, nas redes sociais do próprio Gualberto, e por fim, mandar punir ou pedir a retratação desses responsáveis? Isto é de uma loucura sem limites, Gualberto. O Primeiro-ministro não está certamente disponível para brincadeiras desse tipo! Chama o JMN, JHA e Sokols & Cia e divirtam-se à vontade, mas por favor: eixem o Ulisses trabalhar. Disse!

  3. Assim começou a separação de 1994 , espero que os verdadeiros MPD (aqueles que sempre se mantiveram firmes no partido ) não deizem que volte a acontecer o mesmo ao partido. UCS mão firme no partido, não deixes que os ex :PCDS / PRDS / etc etc venham novamente criar instabilidade no partido que o Sr, trouxe ao de cima, com muito suor e traballho, enquanto muitos estavam em cima do murro, há espera da mama!

  4. “Pinton tchuputi nha bedja, bedja ca graba (…), pinton (literalmente!) eh ki graba” Ditado di Badiu di Fora.

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