O Partido criticou as declarações do primeiro-ministro e pediu que Francisco Carvalho se retrate publicamente e peça desculpas ao país, alegando que as acusações prejudicaram a imagem de Cabo Verde
O líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, afirmou esta hoje que o relatório do Conselho das Finanças Públicas (CFP) sobre o Orçamento reprogramado de 2026 afasta as acusações de contas ocultas, dívidas escondidas e derrapagem orçamental feitas pelo primeiro-ministro Francisco Carvalho.
Em conferência de imprensa, o dirigente explicou que o aumento do Orçamento, de 95.675 para 102.678 milhões de escudos, resulta sobretudo da integração de novos financiamentos e donativos externos durante a execução, dentro do quadro legal.
Luís Carlos Silva rejeitou a existência de derrapagem orçamental, sublinhando que o aumento do orçamento não significa necessariamente aumento da despesa executada. Segundo o CFP, até maio, a despesa executada correspondia a 33,6% do orçamento atualizado.
O líder parlamentar do MpD criticou as declarações do primeiro-ministro e pediu que Francisco Carvalho se retrate publicamente e peça desculpas ao país, alegando que as acusações prejudicaram a imagem de Cabo Verde.
O CFP recomenda, entretanto, ao Governo maior transparência nas alterações orçamentais, através da publicação de um quadro consolidado com informação sobre as modificações efetuadas, fontes de financiamento e respetivo impacto.

