MpD evoca 50 anos do 25 de Abril e ressalta avanços na democracia Cabo-verdiana

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Partido ressalta que o impacto da Revolução dos Cravos em Portugal ecoou como um chamado à esperança, à liberdade e à democracia não só em Portugal, mas também além fronteiras

Em Declaração Política hoje no Parlamento, o Grupo Parlamentar do MpD destacou o impacto libertador do 25 de Abril de 1974 em Portugal que também ecoou como um chamado à esperança, à liberdade e à democracia não só dentro das fronteiras Portuguesas, mas também além delas, incluindo Cabo Verde.

O Deputado e Vice-Presidente da bancada, Euclides Silva, ressaltou que este momento “histórico” abriu portas para um novo caminho, prometendo um futuro de desenvolvimento e prosperidade.

No entanto, lamentou que o despertar democrático tenha sido “tolhido” pela força opressiva do PAIGC, que “monopolizou o poder e sufocou” a liberdade, democracia e desenvolvimento tão almejados pela população.

“O PAIGC impôs uma ideologia ditatorial, numa mescla do que há de pior do comunismo e do fascismo e monopolizou o poder e impedindo o florescimento da liberdade, democracia e desenvolvimento tão ansiado pela população, negando-nos os direitos fundamentais e sufocando qualquer voz discordante”, afirmou.

O Deputado da Nação relembrou os anos de repressão e perseguição política, marcados pela prisão de opositores políticos em Tarrafal de Santiago, durante os 15 anos de regime autocrático do PAIGC.

Euclides Silva advogou que a constituição de uma Sociedade livre e democrática “deveria ter sido o legado partilhado por ambos os países, nutrido pela promessa de Justiça social, educação para todos e o desenvolvimento económico e social”, mas infelizmente, a influência dominante do PAIGC negou essa visão, mantendo um controlo rígido sobre a Sociedade e o Estado, em detrimento das aspirações democráticas do povo Cabo-verdiano.

Silva disse que se não fosse pelo regime de partido único estabelecido pelo PAIGC em Cabo Verde em 1975, “poderíamos hoje estar celebrando 50 anos de liberdade, como em Portugal”.

“Mas contrariando a natureza, o desejo por democracia cresceu e, pressionados interna e externamente, abrimos caminho para a verdadeira liberdade em 13 de Janeiro de 1991. Apesar da longa interrupção de 15 anos, temos motivos para comemorar o 25 de Abril, que nos conduziu ao 5 de Julho, nossa independência, e, finalmente, à liberdade em 13 de Janeiro de 1991”, sustentou.



1 COMENTÁRIO

  1. O Daniel Santos prestou uma excelente declaração ao Expresso das Ilhas. Quem quer saber a verdade que leia este artigo.
    O pior que Cabo Verde fez foi a coligação MFA/PAIGC para dar a “ independência total e imediata “, quando havia hipóteses de uma independência faseada. Isto significava que Portugal faria investimentos para viabilizar economicamente este país. Depois da independência Cabo Verde passou a viver como agora da ajuda da cooperação internacional. Em 1974 Cabo Verde estava, quanto ao desenvolvimento como Açores e Madeira. Hoje vejam onde estão estes dois arquipélagos. Com os 50 anos do 25 de Abril os arquivos vão ser abertos e muita coisa irá surgir e principalmente saber das razões por que não se fez o referendo em Cabo Verde. O PAIGC queria o poder e dominar este povo.E conseguiu

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