Deputado Filipe Santos, apontou, na sexta-feira, irregularidades nos pedidos de financiamento e na alocação de recursos após a declaração do Estado de Calamidade em São Filipe
Filipe Santos enfatizou que o Governo respondeu prontamente ao pedido do Presidente da Câmara Municipal de São Filipe, disponibilizando cerca de 90% dos fundos solicitados, o que equivale a 93 mil contos dos 105 mil contos solicitados.
“Esperaríamos que eles estivessem satisfeitos com esse montante e que a CMSF mobilizasse os 10% restantes, aproximadamente 12 mil contos”, disse o Presidente da Comissão Política Concelhia de São Filipe, observando, no entanto, que São Filipe não foi contemplada a 100%, porque deparou-se com “incoerências” nos relatórios e “desonestidade flagrante”, denunciou.
O Deputado da Nação levantou preocupações sobre o relatório de danos, que incluía projetos que já haviam solicitado financiamento ao Governo antes das chuvas e a construção de obras que não existiam na época das chuvas, classificando essas ações da Edilidade presidida por Nuias Silva como “desonestidade e manipulação dos fatos”.
“Como é possível pedir ao Governo verbas no âmbito do Estado de Calamidade para reparação de obras que ao tempo das chuvas não existiam e ainda não existem?”, questionou o político.
Filipe Santos, ainda, abordou a situação no Município dos Mosteiros, onde não foi declarado Estado de Calamidade, porque não há relatórios e não houve qualquer pedido da Câmara Municipal.
No dizer de Santos, Fábio Vieira não tem desculpa para “mais essa desonestidade”.
Nos Mosteitos “não foi declarado Estado de Calamidade porque ele não enviou relatórios dos estragos causados pelas chuvas e não fez tal pedido”, clarificou, lembrando que durante a visita da Ministra das Infraestruturas, o Autarca levou a governante apenas ao Sumbango e Atalaia “para mostrar a queda de uma parede”.
O Deputado também compartilhou informações sobre a alocação de recursos para reparação dos estragos, incluindo o montante investido em cada Município afetado.
“Convém esclarecer que dos 150 mil contos disponíveis para intervenções de reparação dos estragos, investiremos 22 mil contos em Santa Catarina do Fogo, 93 mil contos em São Filipe e 35 mil contos na Brava”, recordou.


