Partido atualmente a governar o País, diz-se disposto a “ouvir” tanto as bases como “personalidades” da Sociedade de modo a “introduzir os ajustamentos” que se revelarem “úteis” para o modo de governação e programa político
O maior Partido Cabo-verdiano vai realizar, no decurso deste ano, um ciclo de conferências, com o objetivo “muito claro” de “ouvir e recolher contributos” tanto dos militantes, simpatizantes, dirigentes nacionais e locais e da Diáspora, bem como personalidades da Sociedade. Posto isto, irá “introduzir os ajustamentos” que se revelarem “úteis” para o modelo de organização do próprio MpD, bem como o seu programa político, os estatutos e a relação do Partido com a Sociedade, “para melhor servir” Cabo Verde.
Segundo informou a Secretária Geral do MpD, Filomena Delgado, este ciclo de conferências vai acontecer em todos os Municípios e Ilhas e na Diáspora Cabo-verdiana.
Delgado diz que o Partido está “consciente” das suas responsabilidades no processo de consolidação da democracia Cabo-verdiana, que se tem afirmado como uma das “principais referências” em África e no mundo, e na preparação do País para vencer os desafios do futuro.
A primeira conferência acontece na sexta-feira, na Cidade da Praia, tendo como oradores Paulo Portas e Jacinto Santos, e a segunda conferência acontece em março, na Ilha de São Vicente.
Nas suas declarações aos Jornalistas, esta manhã, na Cidade da Praia, a dirigente partidária constatou que o contexto político, social e económico Cabo-verdiano e mundial, “é cada vez mais complexo e imprevisível”, resultante das “naturais mudanças” nas sociedades e, agora, também marcado pela pandemia da Covid-19, que veio “influenciar” o modo de vida e as prioridades das políticas públicas.
“Os Partidos políticos, mormente, aqueles que têm responsabilidades no percurso histórico das nações e, no caso concreto, o Movimento para a Democracia, que foi protagonista principal do processo de transição democrática em 1991 e que neste momento tem o privilégio mas a árdua e desafiante tarefa da governação de Cabo Verde, têm o dever de ler os sinais dos novos tempos, introduzindo inovações na sua organização e na sua relação com os cidadãos, sobretudo os mais jovens, cada vez mais ciosos dos seus direitos, condições de vida e aspirações”, enfatizou Delgado, constatando que os Partidos e as instituições democráticas “são, também, desafiados” por um “novo” sistema de relações e de comunicação, impulsionado pelas redes sociais, que, se por um lado, contribuíram para uma maior aproximação e interconhecimento entre cidadãos de diferentes latitudes, “colocam-nos, à escala global, desafios enormes, como é o do combate às ‘fake news’ e à desinformação”.



O que os militantes querem são reuniões abertas em todos bairros da Praia, onde a população poderá dizer o que sente e o que poderá ser feito para debelar a crise. Trazer Paulo Portas ? E o nível de aceitação de Jacinto Dantos perante esta sociedade ? Na Achada de Santo Antônio não chegaria a 20%. Assim, o MPD não chega lá. Se as eleições antecipadas na Praia acontecessem hoje qual seria o score do MoD ? Bem, aguardemos. Mas, tenho receio que a reunião nos bairros seja um encontro de amigo, para dizer sim, senhor.
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