Paulo Veiga propõe cuidar da nossa democracia e do nosso Estado de Direito, tendo referido sobre as profundas crises e de populismo com que o mundo atravessa
No discurso por ocasião da sessão solene alusiva ao Dia da Liberdade e Democracia, assinalado hoje, 13 de Janeiro, no Parlamento, Paulo Veiga, disse que o seu Partido quer mais e melhor Democracia e Estado de Direito para que o âmbito e nível do nosso desenvolvimento humano seja mais largo e elevado, de modo a que ninguém fique para trás.
Para que tal aconteça, Paulo Veiga reconhece que depende “largamente do nosso comportamento individual e coletivo”, como membros da Sociedade Cabo-verdiana, na sua concretização”.
“É dever de cidadania que a cada um de nós diz respeito”, disse o Presidente do Grupo Parlamentar do MpD, que parafraseou Lula da Silva, alegando que “é preciso convencer a Sociedade de que a luta pela Democracia é principalmente sua e não dos governantes, porque amanhã Cabo Verde pode ter governantes que não queiram a democracia”.
Paulo Veiga propõe cuidar da nossa democracia e do nosso Estado de Direito, tendo referido sobre as profundas crises e de populismo com que o mundo atravessa, que segundo ele, faz com que a democracia fique mais vulneráveis.
“Como também acontece hoje, a juventude que vive na e é beneficiária da Democracia e da Liberdade atuais desconhece quão negro e duro era o passado e quanta dificuldade e luta foram necessárias para o superar”, reforçou.
Na ocasião, o Deputado teceu críticas a aquilo que chamou de “inimigos” da democracia e do Estado de Direito e defensores do regime de partido único e dos seus métodos e políticas, pelo que voltou a referir sobre um “titular de um alto cargo constitucional político eleito no quadro constitucional instaurado pelo 13 de Janeiro”, que vem fazendo apologia das milícias e dos tribunais populares do regime do partido único nas redes sociais e atos públicos oficiais, como solução para os problemas de segurança urbana de uma determinada urbe.
Nesse particular, segundo Paulo veiga, a Constituição da República desde o seu artigo 1.° não permite milícias e tribunais populares, nem o contexto em que agiam, nem os métodos que usavam.
“Ver um dirigente partidário Cabo-verdiano fazer a apologia dessas milícias e tribunais, como solução de segurança nos dias de hoje, é de molde a preocupar e a alertar a Democracia Cabo-verdiana e os democratas. Mais grave e preocupante é o silêncio cúmplice com tão comprometedoras e repetidas afirmações, de partidos e entidades que têm participado, amiúde com repetido sucesso, nos pleitos eleitorais previstos na Constituição de 1992, uma emanação de 13 de Janeiro”, acrescentou.
Paulo Veiga finalizou o seu discurso sublinhado e garantindo que o MpD está atento e totalmente comprometido no combate político pela defesa da Democracia e do Estado de Direito instituídos, contra os que os queiram enfraquecer ou subverter, alertando a Sociedade, os seus militantes e simpatizantes, os democratas em geral e os poderes públicos para o significado e a gravidade do fato, no quadro da Democracia enformada pela Constituição


