Movimento para a Democracia considera que as declarações do Presidente Francisco Carvalho “insinuando” que as instituições da República “estão subjugadas” a uma suposta coligação liderada pelo MpD, representam um ataque direto aos princípios fundamentais do Estado de direito democrático
O Presidente da Comissão Política do MpD na Cidade da Praia e membro da Direção Nacional do MpD, Manuel Alves, expressou, esta segunda-feira, 4, profundo repúdio às declarações de Francisco Carvalho, sustentando que as palavras proferidas pelo Edil da Capital, insinuando que as instituições da República estão subjugadas a uma suposta coligação liderada pelo MpD, “representam um ataque direto aos princípios fundamentais do Estado de direito democrático” em Cabo Verde.
Manuel Alves destacou que essas declarações, não apenas minam a confiança nas instituições da República, como também procuram condicionar o trabalho essencial dessas instituições, comprometendo assim a transparência e a accountability na gestão da coisa pública.
O dirigente político enfatizou que o MpD reafirma o seu compromisso inabalável com os valores democráticos e com o respeito pela independência das instituições do Estado, repudiando qualquer tentativa de instrumentalização para fins políticos ou partidários.
Manuel Alves chega mesmo a desafiar Francisco Carvalho a responder às graves acusações contra sua pessoa e à Câmara Municipal, incluindo falsificação de contas, execução de despesas sem autorização da Autarquia, venda ilegal de património público e manipulação de concursos públicos.
“Enquanto ele tenta desviar a atenção lançando acusações contra o MpD e contra as instituições de Estado, é hora de prestar contas pelos seus próprios atos e explicar à população da Praia e de Cabo Verde as suas ações vergonhosas que comprometem a integridade e a transparência da gestão pública”, disse.
Alves destacou ainda que é crucial que o PAICV se demarque, firmemente, das declarações de Francisco Carvalho, admitindo que o silêncio do PAICV poderá ser interpretado como uma “concordância tácita” com as declarações prejudiciais de Carvalho, comprometendo assim os valores democráticos e a independência das instituições do Estado.


