Durante a sessão parlamentar desta segunda-feira, 29, o partido destacou a trajetória histórica recentes os avanços alcançados no Fogo
O Deputado nacional do MpD pela Ilha do Fogo, Filipe Santos, iniciou o seu discurso com um sobrevoo histórico, lembrando os desafios enfrentados pela Ilha entre 1950 e 2000.
“A partir de 2000, Djarfogo tornou-se uma Ilha de oportunidades perdidas, incapaz de responder aos anseios dos seus habitantes e, desde então, tem vindo a perder a sua população de uma forma acelerada”, disse.
O Deputado sublinhou que, desde 2016, Fogo tem visto um “desenvolvimento notável” graças a uma política de diálogo técnico e político permanente. “Hoje, os resultados são extraordinários em toda a Ilha do Vulcão”, afirmou, enumerando uma série de investimentos em infraestruturas rodoviárias, requalificação urbana e ambiental, educação, saúde, agricultura, e especialmente na formação profissional e empreendedorismo dos jovens.
O Parlamentar apresentou indicadores que demonstram o progresso da Ilha, nomeadamente a taxa de pobreza que segundo disse reduziu de 49,9% em 2015 para 27,9% em 2023, enquanto a pobreza extrema caiu de 22,2% para 6,8% no mesmo período.
“Registou-se a redução da taxa de desemprego 2 dígitos para 1 dígito, segundo os dados do INE. Aumento de empresas de 57 para 670 empresas, criando 2600 empregos diretos. Mais de 200 beneficiários do programa Start-up jovem, Fomento Empresarial e Start-up Challenge, com 400 empregos diretos”, ressaltou.
No setor social, Filipe Santos apontou a reabilitação de 486 casas para famílias necessitadas, a construção de 24 casas duplex em Fonte Aleixo, São Filipe, e a atribuição de RSI a 1.209 agregados familiares.
“O turismo é a vocação principal do Fogo, única Ilha com um vulcão ativo, que tem potencialidades reconhecidas para o desenvolvimento do turismo rural e da natureza associados ao agroturismo, turismo científico, turismo cultural, o turismo religioso e o turismo desportivo”, destacou.
A agricultura, especialmente a fruticultura, foi destacada pelo Deputado como a segunda maior vocação da Ilha.
“Os jovens do Fogo, que afrentavam desigualdades no acesso ao ensino superior, agora têm melhores oportunidades de capacitação graças ao investimento do Governo.
Filipe Santo salientou que o Governo também implementou medidas para promover e incentivar investimentos dos emigrantes, reconhecendo a contribuição da Diáspora para o desenvolvimento da ilha. “Fogo tem marcas profundas da Diáspora, dos investimentos dos seus emigrantes”, disse.


