MpD “sempre” colocou Cabo Verde “acima de tudo”  

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Sublinhado é do líder do Partido e Primeiro-Ministro, na abertura do novo ano político

Ao presidir a abertura do ano político esta noite na Cidade da Praia, num evento que reuniu, presencialmente, um expressivo número de militantes do “maior Partido” Cabo-verdiano, provenientes de todos os Municípios da Ilha de Santiago, mas também das outras Ilhas e da Diáspora, através das plataformas digitais, Ulisses Correia e Silva referiu que o MpD está na vanguarda da democracia, tendo sublinhado que o Partido “sempre” teve uma caraterística comum, que é colocar o País “acima de tudo”.

O também Primeiro-Ministro referiu-se à governação do País fazendo referência às sucessivas crises – seca, pandemia e guerra na Ucrânia – mas assegurou que o seu Governo soube estar do lado das pessoas, protegendo vidas e a economia.

“Fizemos uma boa gestão de pandemia”, autoavaliou, sublinhando que Cabo Verde é um dos países com “mais vacinação” em África e no mundo.

A situação da guerra na Ucrânia fez disparar os preços, uma situação que Cabo Verde não controla, mas o Governo, assinalou, adotou medidas muito boas que amortece os choques.

“Medidas que adotamos têm estado a evitar que preços aumentem ainda mais”, disse, lembrando que sem essas medidas os preços teriam subido ainda mais.

“Temos de estar cada vez mais atentos para poder explicar lá fora qual é a situação e quais são as respostas que temos dados”, reforçou, em jeito de pedido aos militantes.

O líder democrata iniciou a sua comunicação com reconhecimentos à antiga Secretário-geral, Filomena Delgado, e ao anterior líder parlamentar, João Gomes.

O MpD está forte e coeso, assinalou ainda, apontando para a necessidade de um contínuo combate político, e para uma maior articulação entre as Concelhias e órgãos nacionais do Partido.

A anteceder UCS, usaram da palavra o Presidente do Grupo Parlamentar e o novo Secretário-geral.

Paulo Veiga foi claro e direto. “Precisamos continuar focados no desenvolvimento do País, mas também apoiar UCS para evitar que o nosso povo sofra”.

Luís Carlos Silva, por sua vez, reconheceu que têm sido “tempos difíceis” e que “exigem” determinação de quem lidera e governa.

“Vamos estar juntos nesta caminhada que guia Cabo Verde”, assegurou, advertindo, no entanto, que para isso é necessário um MpD “mais forte, mais unido”.