MRS desfaz tabu e confirma candidatura

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No dizer do político, vêm aí tempos em que será necessário um PR “que não instabilize, antes estabilize, que não divida, antes una os Portugueses

“Temos uma pandemia a enfrentar, temos uma crise económica e social para vencer, e uma oportunidade única, para além da crise, mudar Portugal para melhor na economia, mas sobretudo no dia-a-dia e na coesão social e territorial”. É desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, esta tarde, em Lisboa, a sua recandidatura a Presidente de Portugal. E disse: fê-lo hoje “porque quis promulgar as novas regras eleitorais antes de convocar a eleição”, e “quis convocar como Presidente antes de avançar como cidadão”.

O avanço da pandemia no Outono baralhou as contas de Marcelo. Ele disse que “quis tomar decisões essenciais” sobre o novo estado de emergência, em tempos “tão sensíveis” como o Natal e o fim-de-ano.

O agora candidato afirmou ainda que não ia “sair a meio de uma caminhada exigente e penosa”. “Não vou fugir às minhas responsabilidades. Não vou trocar as adversidades e impopularidades de amanhã, pelo comodismo pessoal de hoje. Porque como há 5 anos cumpro um dever de consciência”, vincou.

No dizer do político, vêm aí tempos em que será necessário um PR “que não instabilize, antes estabilize, que não divida, antes una os Portugueses e que puxe sempre pelo que de melhor existe em Portugal”, isto porque, defende, o caminho a fazer exige proximidade e descrispação.

A primeira volta das eleições presidenciais em Portugal estão marcadas para 24 de janeiro.