As sucessivas substituições nas chefias da Administração Pública continuam a avançar a um ritmo desigual, num processo marcado por atrasos e crescente contestação, enquanto persistem relatos de divergências internas no seio do PAICV quanto à escolha dos novos titulares
Fontes conhecedoras do processo afirmam que a demora em várias nomeações resulta de uma alegada disputa entre diferentes alas do partido no poder. Segundo essas fontes, o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, tem rejeitado alguns dos nomes apresentados por estes serem identificados como próximos de Nuias Silva durante a recente disputa interna no PAICV, obrigando à reformulação de propostas para diversos cargos.
O setor da Educação é apontado como aquele onde o processo tem gerado maior tensão. Embora ainda não tenham sido publicados os despachos de nomeação dos novos delegados, já é dado como certo que há novos responsáveis em vários concelhos. Em São Filipe, o novo delegado iniciou funções na manhã desta sexta-feira, enquanto na Boa Vista a entrada em funções da nova delegada está prevista para a próxima segunda-feira.
No Porto Novo, fontes locais relatam um impasse em torno da liderança da delegação da Educação, num processo descrito como um verdadeiro braço de ferro entre diferentes sensibilidades.
Entretanto, foram publicados esta sexta-feira, 31 de julho, os despachos que confirmam a cessação de funções do Diretor Nacional de Educação e do Diretor-Geral do Ensino Superior, dando continuidade à renovação das estruturas dirigentes do ministério da Educação.
As mudanças nas chefias da Administração Pública têm sido acompanhadas por críticas devido à demora na substituição dos titulares e às alegadas disputas políticas em torno das nomeações, numa fase em que vários serviços públicos aguardam a estabilização das suas lideranças para preparar o novo ano administrativo e letivo.

