Se a mutilação genital continuar a ser praticada ao ritmo atual nos países onde a prática prevalece, 68 milhões de meninas poderão converter-se em novas vítimas até 2030
Até a presente data a prática de mutilação genital já vitimou mais de 200 milhões de meninas mulheres, recordou em Genebra a Agência das Nações Unidas, que dita as pautas de saúde a nível mundial e elegeu o dia 6 de fevereiro como o Dia Internacional de Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina.
Tendo em conta o crescimento demográfico nos locais onde a prática se encontra disseminada, “é urgente que a comunidade internacional acelere as ações para acabar com ela”, sublinhou em Genebra o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.
A região do mundo com mais casos é a África ocidental, onde se calcula que mais de 85% das mulheres entre 15 e 45 anos sofreram mutilação, mas mesmo na Europa o número de vítimas ascenderá às 500 mil vítimas em várias comunidades migrantes espalhadas no continente e cerca de 180 mil meninas correm o risco de ser mutiladas este ano.
As vítimas destas práticas costumam a ser meninas com menos de 15 anos, que depois de serem submetidas a este tipo de procedimentos sofrem com frequência hemorragias, infeções e posteriores complicações no parto, incluindo o risco de morte dos recém-nascidos.
Com Lusa


