Quem o diz é o Vice-Presidente da Câmara de Comercio de Sotavento, na abertura do workshop sobre Incentivos Fiscais e Marketing Desporto
Nuno Pires, que falava esta manhã, na abertura do um workshop realizado pelo Instituto da Juventude e Desporto, ao referir-se sobre a Lei do Mecenato, disse que as empresas pouco têm feito para ajudar os clubes e as federações. Daí ter realçado que este encontro veio “numa boa hora” para verem os aspetos da lei que precisam ser melhorados para que a lei possa cumprir o objetivo que é fazer com que as empresas possam dar o seu contributo para o desenvolvimento do desporto.
“Nós sabemos que existe uma Lei do Mecenato, mas que na prática as empresas pouco têm feito para ajudar os clubes e as federações porque também nós sabemos a situação neste momento não é a melhor”, observou.
Na mesma ocasião, Nuno Pires realçou sobre o fenómeno desportivo em Cabo Verde, realçando que hoje Cabo Verde já tem algumas participações nas competições internacionais, uma coisa que segundo ele “nem sequer sonhávamos em participar”, destacando as modalidades coletivas.
“Falo do futebol, já participamos de uma Copa de África das Nações, também falo do andebol, no masculino estivemos no campeonato do mundo”, disse.
Essas situações segundo aquele dirigente empresarial não se compadecem com o amadorismo ou com o voluntarismo com que se fazem as coisas, daí defender que é preciso organizar, planificar sublinhando que estas participações custam.
“Não basta ter vontade, nós sabemos hoje que para fazer as coisas as equipas precisam de se preparar, nós precisamos contratar bons técnicos, formar bons atletas e tudo isso custam, as equipas precisam de fazer intercâmbio, jogos com as suas congéneres”, sublinhou.


