Não constatei nada que comprove que meu filho foi agredido fisicamente

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Afirmação é do pai do recruta, falecido semana passada em São Vicente, após observar o corpo do filho, antes da perícia médica

Há um novo episódio no caso que nos últimos dias dominou a opinião pública. A morte do recruta Davidson Barros, natural dos Mosteiros, Ilha do Fogo.

Após visitar o corpo do falecido filho, e antes da perícia médica, o pai pôde constatar não haver nenhum sinal de agressão como propalado.

“Antes de fazerem a autópsia eu tive oportunidade de ver o meu filho, para ver se o corpo estava bem ou não, porque dizem, nas redes sociais, que ele foi agredido, mas durante a minha observação não constatei nada que comprove que meu filho foi agredido fisicamente” disse o pai, em declarações reproduzidas pela rádio pública, esta tarde.

Entretanto, o pai admite que a morte do jovem pode estar relacionada com “excesso de gordura” que pode ter impedido o coração de bombear sangue de forma normal.

“Tive que esperar o resultado da autópsia. Quando terminou disseram que meu filho tinha problema de excessos de gordura no coração e no fígado”, contou.

A perícia médica ainda está em curso, uma vez que parte do coração e do fígado devem, ainda, ser analisados com mais pormenores.

A morte de Davidson Barros deu-se após uma marcha, durante a qual sentir-se mal, tendo caído duas vezes, antes de ser levado ao hospital onde viria a falecer.

No Centro de Instruções do Morro Branco, para onde se deslocou na sequência do ocorrido com seu filho, Domingos confirma ter sido bem recebido pelas chefias militares e até teve oportunidade de falar, a sós, com colegas de Davidson, que, no entanto, não falaram de eventuais agressões ou maus tratos ao colega recruta.

1 COMENTÁRIO

  1. Como as redes sociais são perigosas num país como Cabo-Verde, onde ainda há gente a viver em regime de tribalismo espiritual!!
    Afinal ao que parece, tudo o que andaram a dizer com tantas certezas, não passou de invenções maldosas.
    Entretanto, há algo que não pode passar em branco:
    A origem premeditada de tudo isso!!!
    Isto é, o soldado que no anonimato, resolveu divular para a comunicação social a notícia de agressões dos superiores militares, deve ser severamente castigado. O seu castigo deve ser proporcional à importância da instituição (Forças armadas) de que faz parte e ao perigo que actos inconsequentes, levianos e irresponsáveis como este pode significar para o poaís. Mas, não é só ele, como também, o autor intelectual desta iniciativa.
    Sim, porque um humilde soldado não teria esta ideia!!

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