Posição é defendida por um porta-voz do Presidente eleito, que acusa Domingos Simões Pereira de querer subverter a verdade das urnas e de condicionar órgãos da Justiça e a própria CNE
O Embaixador Hélder Vaz, porta-voz do Presidente Umaro Sissoco Embaló, voltou a negar a existência de um golpe de Estado na Guiné-Bissau, e admitiu que o que se registou foi uma tentativa de “subverter” a verdade eleitoral das urnas, de órgãos da Justiça e até a própria Comissão Nacional de Eleições, CNE, por parte da candidatura de Domingos Simões Pereira e do PAIGC.
Em declarações à Agência Lusa, em nome de Sissoco Embaló, Hélder Vaz diz mesmo que a subversão é “completamente ilegal”, daí a reação da Assembleia Nacional Popular no sentido de “dirimirem uma situação” que a se ver estava “cada vez mais confusa e que se ia prolongando para lá do aceitável”.
Umaro Sissoco Embaló, dado pela CNE como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro de 2019, foi investido simbolicamente em funções no passado dia 27. Imediatamente demitiu o governo de Aristides Gomes e nomeou, no dia seguinte, Nuno Nabian que tomou posse no sábado.
O Parlamento investiu, por sua vez, Cipriano Cassamá PR Interino, por considerar vacatura de poder no País, mas imediatamente este renunciou ao cargo.
O porta-voz de Sissoco Embaló, recordou que nunca se registou reclamações nas assembleias de voto, nem nas comissões regionais de eleições e as que foram feitas na CNE foram rejeitadas.
A candidatura do PR eleito admite que há uma tentativa de “fazer prolongar” este processo, levando a Guiné-Bissau para uma situação de “indefinição e instabilidade”.
O Embaixador lembra que foram feitos quatro apuramentos nacionais, um dos quais na presença de representantes da CEDEAO.
“Todos os observadores internacionais consideraram as eleições livres, justas e transparentes” lembrou, admitindo que se pretende “transformar” a derrota de Domingos Simões Pereira e do PAIGC numa “vitória inexistente” e promover uma “instabilidade permanente”.
Hélder Vaz explicou, ainda que o que está em curso, no momento, é a “libertação” do homem, pois que em 1974 ocorreu apenas a libertação do solo e do território. “Hoje é a libertação do homem guineense que esteve sempre escravo do Partido que o libertou”, assegurou.



Guiné nos envergonha a todos.Como pode alguém, aparentemente culto defender a barbarie, num País que diz ser Estado de Direito ? Como é possível aceitar que em pleno processo eleitoral um candidato se auto proclama Presidente, impedindo os Tribunais de exercer a sua competência como órgão de justiça para dirimir os conflitos e manda os militares expulsar os magistrados e tomar conta das instalações ? E agora, onde estão as urnas ? Como confirmar a veracidade dos votos sem actas válidas e sem segurança das urnas ? Oh Hélder Vaz, que ma prestação ! Que vulgaridade !
Este patétinha, mesmo num português alfacinha, não se coíbe de ser tão incoerente e tão vulgar ! Essas justificações apenas passam nos imbecis e incultos. Então na Guiné só com a força das armas e matanças se pode dirimir conflitos ? Porque não recontar os votos e efectuar apuramentos nos termos legais de forma a fazer fé na justiça? Porque ter medo da justiça e do apuramento legal se os votos expressos estiverem nas urnas? Que vencedor impede a reconfirmacao ou recontagem ? Afinal, Hélder Vaz faz parte da corja que de há muitos anos vem vivendo dos lucros dos golpes que vão engendrando perante a vergonhosa ambiguidade da comunidade internacional .
Comentários estão fechados.