Secretário-geral da NATO apelou ao Presidente Vladimir Putin, que “ponha termo” a uma guerra “insensata” e se empenhe numa “solução política”
A NATO não pretende “uma guerra aberta” com a Rússia, declarou esta sexta-feira o Secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, à margem de um encontro diplomático que decorre em Antália, no sul da Turquia.
“Temos a responsabilidade de impedir que este conflito (entre a Rússia e a Ucrânia) se intensifique para além das fronteiras da Ucrânia e se torne numa guerra aberta entre a Rússia e a NATO”, disse em declarações à agência noticiosa AFP, no decurso do Fórum diplomático organizado pela presidência Turca.
Stoltenberg justificou desta forma a recusa da Aliança Atlântica em impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia para proteger a população dos bombardeamentos Russos.
Semelhante medida “significaria estar preparado para abater aviões Russos”, assinalou, sublinhando que isso, “certamente, conduziria a uma guerra aberta”.
Stoltenberg deverá encontrar-se com o Presidente Turco, Recep Tayyip Erdogan, um dia após as primeiras conversações diretas, desde o início da guerra, entre os Ministros Russo e Ucraniano dos Negócios Estrangeiros e que decorreu na estação balnear do Mediterrâneo.
O chefe da NATO, a organização militar ocidental que inclui a Turquia, apelou ainda ao Presidente Russo, Vladimir Putin, que “ponha termo” a uma guerra “insensata” e se empenhe numa “solução política”.
“A primeira medida seria garantir corredores humanitários que permitam às pessoas saírem e procurarem alimentos e medicamentos”, indicou.


