NATO responsabiliza “liderança política e militar Afegã” pela “tragédia” no País

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NATO lamenta que após “biliões de Dólares” investidos no Afeganistão, País tenha chegado ao colapso e registado uma “tragédia”

O Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, responsabilizou, esta terça-feira, “a liderança política e militar Afegã” pela “tragédia” que representa o regresso dos talibãs ao poder, admitindo que a Aliança Atlântica deve retirar lições deste “colapso” após duas décadas de investimento e sacrifícios.

Em conferência de Imprensa, em Bruxelas, Stoltenberg, disse que os aliados “nunca” tencionaram ficar “para sempre” no Afeganistão, tinham noção do risco de os talibãs tentarem recuperar o poder quando as forças ocidentais deixassem o País, mas admitiu que “aquilo a que se assistiu nas últimas semanas foi um colapso militar e político que ninguém antecipava”, sobretudo pela rapidez e facilidade com que se concretizou.

“Parte das forças de segurança afegãs lutaram com bravura. Mas a liderança política Afegã falhou, e este falhanço levou à tragédia a que assistimos hoje”, com os talibãs a assumirem o controlo de praticamente todo o território, incluindo a capital, Cabul, ainda antes de os Aliados terem abandonado por completo o País.

O responsável da NATO admitiu que, obviamente, após duas décadas em que foram investidos “biliões de Dólares” no Afeganistão, não só pela organização, “mas por toda a comunidade internacional”, com vista a capacitar as forças de segurança e as instituições, e após 20 anos de presença militar durante os quais militares da Aliança perderam a vida, “há lições a retirar” de um colapso que é, acima de tudo, “uma tragédia para os Afegãos”.

Agora, a grande prioridade da Aliança é garantir a saída segura do pessoal civil que ainda está em Cabul.