Nenhum vento favorece quem não sabe para onde ir

Dizem que a sorte protege os audazes, mas eu prefiro acreditar, tal como os estoicos como Séneca, que o vento favorece aqueles que têm um rumo definido. Afinal, na navegação é a clareza de uma rota que nos leva a bom porto, assim como um bom líder pode guiar um país à bonança ou levá-lo à deriva.

Acredito que a força de Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde advém precisamente da sua visão. Numa época de desafios globais, Cabo Verde mantém uma rota clara e firme rumo ao desenvolvimento sustentável e à estabilidade política, social e económica. Num mar de oportunidades globais, o governo cabo-verdiano tem sabido encontrar os ventos certos para impulsionar o progresso nacional.

Cabo Verde tem consolidado parcerias internacionais que estabelecem o país, não só como um ponto estratégico no Atlântico, mas como um farol de democracia e desenvolvimento no continente africano. A parceria com a Millennium Challenge Corporation tem sido um exemplo da credibilidade internacional que o país tem recebido. Nas palavras da sua CEO, Alice Albright, Cabo Verde tem demonstrado, e passo a citar: “como as democracias bem governadas prestam contas, investem no seu povo, promovem a estabilidade e defendem o Estado de direito”. Este apoio proveniente de uma instituição que valoriza a boa governança e a transparências nas contas públicas, não é acidental, é sim o reflexo do compromisso do governo cabo-verdiano com valores de responsabilidade e gestão eficientes.

Nas últimas semanas, Olavo Correia, Ministro das Finanças esteve nos Estado Unidos a participar nas reuniões anuais organizadas pelo FMI e o Banco Mundial, onde foi também empossado Presidente do Conselho de Governadores destas instituições. Cabo Verde assume assim, uma voz ativa no centro das discussões financeiras globais. Este cargo confere a Cabo Verde uma oportunidade sem precedentes de influenciar políticas e decisões que impactam o continente africano e o mundo, reforçando ainda mais a credibilidade e o prestígio internacional que o país conquistou.

A oposição poderá sempre contrapor, dizendo que as expectativas de crescimento estão aquém das aspirações nacionais. O progresso nem sempre é linear, e o país ainda enfrenta desafios significativos na economia e no combate às desigualdades estruturais.

No entanto, Cabo Verde caminha hoje com passos firmes, movido por uma visão clara e metas bem definidas. O Governo tem implementado uma série de políticas que visam atrair o investimento estrangeiro e tornar o país mais atraente para o comércio e investimento. Ao simplificar procedimentos alfandegários, permitiu a redução de barreiras ao comércio e facilitou o fluxo de bens e serviços, especialmente com parceiros europeus e africanos.  O Governo está a criar um ambiente competitivo, capaz de atrair o investimento estrangeiro em áreas fundamentais para o futuro como as energias renováveis, a economia azul e o sector tecnológico.

Num mundo cada vez mais polarizado, a visão do Governo tem sido clara, manter um equilíbrio diplomático e económico nas relações internacionais, transformando Cabo Verde num “hub” de serviços logísticos e financeiros para a África Ocidental e o Atlântico.

Por isso, deixo-vos esta questão: que futuro queremos? Porque como dizia Séneca, são os sonhos e a visão que guiam o nosso destino.