Julgamento do atentado contra antigo Presidente da Câmara Municipal da Praia prosseguiu esta manhã
Um arguido que está a ser julgado pelo atentado contra o então Presidente da Câmara Municipal da Praia, disse hoje, em mais uma sessão de julgamento, que ele foi contratado não para matar, mas para “aplicar um susto” num indivíduo, mas adianta que não sabia quem era a pessoa a quem devia aplicar o susto, como descreveu.
Segundo a RCV, o contratado confessou que teria ido umas 3 vezes ao local onde devia executar o plano, mas o ângulo que tinha não lhe permitia atirar, na primeira tentativa.
A única referência que ele tinha é que a pessoa se fazia transportar num carro preto e que estaria no local entre as 5h30 e 6 horas da manhã.
Numa segunda tentativa é que se apercebeu que o alvo era o Presidente Óscar Santos, mas disse ao Juiz que ele se arrependeu e não atirou, e que numa terceira vez faltou-lhe coragem suficiente para atirar no Óscar, tendo desistido do trabalho para o qual havia sido contratado.
Segundo a mesma fonte, numa quarta oportunidade o alvo é atingido em frente ao ginásio, mas o arguido que confirmou ser contratado para aplicar o susto, nega que tenha sido ele o autor dos disparos que acertou o então Edil da Praia, tendo mesmo desafiado o Tribunal a provar com vídeos ou outras provas que ele esteve no local e que foi ele quem atirou.
Entretanto, e segundo a RCV, um outro arguido desmentiu todo o argumento apresentado, tendo sido sucedido por um terceiro arguido. Ficou evidente muita contradição nas declarações dos arguidos.
A audiência prossegue na quinta-feira, 9.

