Campus da Justiça é um investimento no aumento da dignidade da Justiça

Primeiro-Ministro inaugurou infraestrutura no antigo edifício da Uni-CV, no Palmarejo

O Campus da Justiça foi inaugurado hoje, 14, numa cerimónia que foi presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, acompanhado da Ministra da Justiça, Joana Rosa.

O Chefe do Governo realçou a importância desta infraestrutura no qual agradeceu e reconheceu em nome do Governo o trabalho realizado pela Ministra da Justiça e os seus colaboradores, Conselho Superior da Magistratura Judicial, Conselho Superior do Ministério Público e a cooperação do Ministério da Justiça de Portugal, e diz se tratar de um investimento no aumento da Justiça.

“Trata-se de um investimento no aumento da dignidade da Justiça, na melhoria das condições do seu funcionamento, com mais salas de audiências, maior segurança e eficiência dos serviços”, referiu o PM numa publicação sua página oficial no Facebook.

Integrado dentro do Programa Justiça +, este Campus conforme UCS é um “forte compromisso” entre várias Instituições para tornar a justiça mais célere, eficaz e próxima dos cidadãos.

O PM reconheceu que assim como se deve fazer tudo para melhorar a realização da Justiça, também é preciso fazer tudo para proteger a Justiça, como instituição fundamental do Estado de Direito Democrático Constitucional.

O Campus da Justiça, cujas obras custaram cerca de 47 mil contos, nasce numa área de construção total de 1.638m2, distribuído por 3 pisos, comportando, entre outros serviços, um balcão único de atendimento que prestará apoio aos utentes, uma zona de espera com capacidade para 16 pessoas, duas Secretarias Cíveis, 6 Secretarias da Família e Menores, 3 Salas de Audiências, Secretarias do Ministério Público, além de 3 Salas de Magistrados Cíveis, duas Salas de Magistrados da Família e Menores, duas Salas de Procuradores, uma Sala de Advogados, duas Salas de Audiência de Crianças, entre outros.

Interilhas Futsal Cup’2022. Seleções de São Vicente e São Nicolau na final

Equipas apuraram ontem

O Interilhas Futsal Cup’2022 teve a sua semi-final disputada ontem, 13, num primeiro jogo disputado entre São Vicente e Sal e no segundo entre São Nicolau e Santiago.

A Seleção de São Vicente venceu Sal por 4-2 nos penaltis após empate no tempo regulamentar, e no segundo jogo a Seleção de São Nicolau venceu Santiago por 1-0.

O Interilhas Futsal Cup’2022 vai ter a sua final disputada no sábado, 15, no Pavilhão Vavá Duarte.

É uma bênção vermos o País verde

Satisfação é do Primeiro-Ministro que na quinta-feira esteve num périplo pelos Municípios de Santiago

Com o objetivo de acompanhar a evolução do ano agrícola no terreno, o Chefe do Governo percorreu ontem, quinta-feira, os Municípios de Santiago e pôde constatar o verde que cobre os campos.

“É uma bênção vermos o País verde”, congratulou-se Ulisses Correia e Silva que se fez acompanhar, de entre outros, por uma equipa de trabalho pluridisciplinar do Ministério da Agricultura e Ambiente.

Nos diversos Concelhos, o PM pôde confirmar que o cenário “é sem dúvidas animador”, concluindo que “foi bom este contacto direto para podermos apreciar, avaliar e criar maior sentido de esperança para as pessoas e para as famílias que vivem da agricultura, depois de vários anos de dificuldades”.

Com o todo o País praticamente coberto de verde, UCS admite que o ano agrícola deste ano pode se situar “entre o razoável e o bom”, e que nos lugares onde isso possa não acontecer, “contamos ter um ano razoável, com produção, pasto e água”.

Economia Azul. Ministro do Mar apresenta ao BEI oportunidades “reais” por detrás do conceito azul  

Abraão Vicente fez essa apresentação num encontro que manteve ontem, com a Missão do Banco Europeu de Investimentos

O Ministro do Mar, Abraão Vicente, recebeu na tarde de ontem, em São Vicente, uma missão técnica do Banco Europeu de Investimentos, BEI.

No encontro, o Ministro apresentou várias oportunidades “reais” por detrás do conceito azul em Cabo Verde, da construção e reparação naval, às operações portuárias conjugando a modernização com transição para portos azuis, investigação e ensino técnico e profissional, ao setor das pescas, aos projetos de transição energética que podem ser acolhidos na Baía do Mindelo e nas orlas marítimas e costeiras.

Abraão Vicente esclarece que mais do que apresentar as potencialidades, é objetivo do Governo transmitir a ideia clara de que Cabo Verde quer se posicionar como um ponto estratégico dentro da sub-região Africana, visionando uma Economia de escala.

“A economia azul e economia voltada para a economia marítima pode dar Cabo Verde a escala necessária quando juntarmos, por exemplo, os projetos ligados ao Cabo Verde Digital e a digitalização do País. Portanto, temos aqui várias oportunidades. Agora é importante que os empresários de Cabo Verde tenham ambição”, refere o Ministro numa publicação na página oficial do seu Ministério.

Este encontro reuniu a Chefe de Unidade da África Ocidental e Central, a Diretora de Empréstimos e Especialista do Setor Energético do BEI, PCA da Zona Económica Especial em São Vicente, e Diretora Interina do Gabinete de Concessões do Ministério do Mar.

A Missão do BEI, iniciada no dia 10 termina hoje, 14, e teve como propósito discutir áreas de cooperação e possíveis projetos que poderiam beneficiar do apoio do BEI em setores-chave como a economia azul, energias renováveis, os transportes, a gestão de resíduos sólidos e a digitalização.

MAA promove conferência no âmbito do Dia Mundial da Alimentação  

Conferência visa promover um espaço de discussão e troca de ideias sobre os sistemas alimentares resilientes e o seu ímpeto na redução da insegurança alimentar

Com vista a assinalar o Dia Mundial da Alimentação, o Ministério da Agricultura e Ambiente, em parceria com a FAO, promove hoje uma conferência intitulada “Sistemas agroalimentares sustentáveis para garantia da Segurança alimentar e Nutricional em Cabo Verde – Desafios e Perspetivas”.

O evento tem como intuito promover um espaço de discussão e troca de ideias sobre os sistemas alimentares resilientes e o seu impato na redução da insegurança alimentar.

A cerimónia vai contar com a presença do Ministro Gilberto Silva e da representante da FAO em Cabo Verde, Ana Laura Touza.

O Dia Mundial da Alimentação, celebrado anualmente no dia 16 de outubro, este ano é celebrado sob o lema “Não deixar ninguém para trás – Melhor produção, nutrição, ambiente e qualidade de vida”.

Sal. Hospital Regional Ramiro Figueira inaugura Sala de RaioX

Inauguração acontece esta sexta-feira, 14, e será presidida pelo Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário

O Hospital Regional Ramiro Figueira, na Ilha do Sal, inaugura hoje, 14, a sala de Raio X, que marca a fase de transição de instalação em todas as Ilhas do novo equipamento de RaioX.

O Ministério da Saúde, conforme uma nota informativa do Governo, iniciou nos últimos 3 anos o processo de substituição dos reveladores bem como dos meios de obtenção de imagens transitando gradualmente da digitalização por chassis de ecrãs de fósforo para os sistemas de digitalização direta com o objetivo de melhorar os meios de diagnóstico por imagem em todo o País.

Desde 2016 que se está a implementar um upgrade em todos os equipamentos de imagiologia, principalmente nos dois hospitais Centrais do País, com vista a uma transição profunda das imagens para digital direto (DR).

A Ilha do Sal é a penúltima do País onde foi instalado o novo aparelho de RaioX digital, financiado pelo Banco Mundial, sendo que as outras Ilhas já dispõem de equipamentos modernos e digitais de radiologia instalados para darem melhores respostas em termos de diagnóstico.

A inauguração da nova sala de RaioX na vai ser presidida pelo Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário.

PM inaugura Novo Campos da Justiça

Antiga Uni-CV acolhe, doravante, Campus da Justiça

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, acompanhado da Ministra da Justiça, Joana Rosa, inaugura hoje, o Novo Campus da Justiça, em Palmarejo, Cidade da Praia, parte do Programa do Governo que o elegeu como uma das ações a implementar nesta Legislatura.

Tendo a obra avaliada em mais de 47 mil contos, o Campos da Justiça visa melhorar as condições de funcionalidade da administração da Justiça, criar economias de escala e melhorar a segurança e as condições de atendimento dos serviços e dos utentes, além de permitir ampliar e aumentar o número de salas de audiências devidamente equipadas.

Em nota informativa, o Governo informa que o Campos da Justiça nasce numa área de construção total de 1.638m2, distribuído por 3 pisos, comportando, entre outros serviços, um balcão único de atendimento que prestará apoio aos utentes, uma zona de espera com capacidade para 16 pessoas, duas Secretarias Cíveis, 6 Secretarias da Família e Menores, 3 Salas de Audiências, Secretarias do Ministério Público, além de 3 Salas de Magistrados Cíveis, duas Salas de Magistrados da Família e Menores, duas Salas de Procuradores, uma Sala de Advogados, duas Salas de Audiência de Crianças, entre outros.

Ilha do Sal e Tábua assinam Geminação

Este acordo a ser rubricado visa abrir caminhos para que ambos os Municípios estreitem os laços de amizade e cooperação, fomentando ações de desenvolvimento para ambos os Concelhos

Uma comitiva Portuguesa do Município de Tábua, chefiada pelo seu Presidente, Ricardo Cruz, que se encontra em missão institucional e empresarial na Ilha do Sal, desde o dia 9, até o dia 15, vai aproveitar a deslocação para rubricar um acordo de Geminação com o Município do Sal.

Este acordo visa abrir caminhos para que ambos os Municípios estreitem os laços de amizade e cooperação, fomentando ações de desenvolvimento para ambos os Concelhos.

A comitiva do Município de Tábua, liderada pelo Presidente, integra empresários daquele Município Português, de diferentes áreas de atuação a saber, farmacêuticos, imobiliária, construção civil, saúde (análises clínicas) informática, energias renováveis, recolha e tratamento de resíduos sólidos, formação profissional e empresários com interesse em vários setores económicos.

A Câmara Municipal do Sal organiza um leque de encontros entres empresários dos ramos acima com os empresários do Município de Tábua visando a organização a oportunidade de Networking, partilha de conhecimento e a possibilidade de estabelecimento de parcerias, negócios e cooperação.

Uni-Piaget inaugura Núcleo de Acessibilidade e Inclusão

Inauguração é presidida pela Secretária do Estado da Inclusão Social

A Universidade Jean Piaget inaugura esta sexta-feira, 14, o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, no Bloco E, no Campus na Cidade da Praia.

Este evento tem como intuito a apresentação das ações do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, NAI, voltado para a eliminação ou redução de barreiras pedagógicas, instrumentais, arquitetónicas, de comunicação e informação, impulsionando o cumprimento dos requisitos legais de acessibilidade na Uni-Piaget.

O plano de ação desse núcleo inclui a capacitação de linguagem gestual e intérpretes, salas de aula e materiais/equipamentos adaptados para pessoas com deficiência, consultoria, pesquisa, formação especializada na área, entre outros.

O estranho “iluminismo” revolucionário do dr. José Maria Neves

José Maria Neves possui um raciocínio deveras confuso e NÃO consegue perceber a essência da actual Constituição.

“Defeito de fabrico”, diria um dilecto amigo meu!

Sua excelência, admiravelmente, confunde alhos com bugalhos. E aposta, claro está, na mistificação como método preferencial de acção política.

Continua, por isso, a insistir na ladainha da CONTINUIDADE do processo político-constitucional cabo-verdiano, um dos pontos nevrálgicos, aliás, da caduca ideologia do PAICV.

Não, senhor José Neves. É preciso DISTINGUIR.

Não se pode falar, com alguma ligeireza à mistura, “nestes quase 50 anos desde a independência nacional”, etc. e tal.

Há que distinguir, isso sim, dois períodos básicos, que representam, dir-se-ia, dois mundos completamente antagónicos, do ponto de vista das ideias e das instituições, e da noção de ordem que (diversamente) encarnam.

De 1975 a 1990, ou seja, na chamada “I República”, tivemos em Cabo Verde uma DITADURA inspirada nas teses marxistas-leninistas.

umma laica destruiu a sociedade civil, bloqueou a iniciativa privada, estabeleceu, com um toque de violência, o pensamento único e forjou, à la Althusser, um forte aparelho ideológico e de propaganda, cujos tentáculos perduram até hoje.

Os cabo-verdianos foram praticamente reduzidos à condição de párias na sua própria terra.

Podiam ser perseguidos impunemente, presos, legalmente, durante 3 meses sem qualquer culpa formada e sujeitos, em sede de investigação policial, a choques eléctricos, com essa ignóbil máquina proveniente da União Soviética e cuja imagem, luciferina, consta de um célebre livro do Doutor Onésimo Silveira.

As pessoas podiam ser punidas por “delito de opinião” e havia uma Lei do Boato cuja gestação só podia partir da cabeça de fanáticos e sátrapas terceiro-mundistas.

Era um período triste e em que a ARBITRARIEDADE fazia escola.

As ditas “organizações de massas” (que englobavam também a JAAC-CV, presidida durante um certo período pelo jovem e implacável José Maria Pereira Neves, algoz de estudantes, dissidentes e adversários políticos…) recebiam rios de dinheiro directamente do orçamento do Estado e não prestavam contas a ninguém.

Aliás, não havia, nesse tempo aziago, um instituto chamado “prestação de contas”, tal como é gizado nos países civilizados e regidos pela lei.

A coisa descambou de tal ordem ao ponto de ser o Governo, através do Ministro da Justiça, a nomear os “juízes” dos tribunais comuns!!!

Os funcionários públicos tinham que prestar, igualmente, no momento da respectiva tomada de posse, um triste e humilhante juramento, no qual declaravam a sua total lealdade ao PAICV. O partido comandava totalmente o Estado e exercia, com a força inabalável dos dogmas, o seu catecismo distópico de “força dirigente da sociedade e do Estado”, preceito que compunha a trave-mestra da Constituição semântica de 1980 e foi directamente importado do constitucionalismo soviético.

Ora, isso tudo acabou, definitivamente, em 1992, quando se aprovou (com a inesquecível ABSTENÇÃO do PAICV de José Maria Neves), nesses dias de inteira mudança de paradigma, uma nova Constituição, a qual inaugurou a II República e rompeu, em todas as dimensões, com as teses totalitárias da ditadura anterior, de feição nacional-socialista.

O regime de Partido Único representava um autêntico Estado contra o Direito, para usarmos um símile de Gustav Radbruch.

Foi, pois, a Constituição de 1992 que instituiu, pela primeira vez na nossa história, o Estado de Direito Democrático e sintonizou Cabo Verde com a cristalina frequência da Civilização, mediante a plena assumpção da separação de poderes e da força normativa, aliás supra-legal, dos direitos, liberdades e garantias, à semelhança da Grundgezetz alemã de 1949.

A dignidade da pessoa humana passou a ser a base fundante da República.

Isto porque “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e de consciência devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, tal como se proclama, de forma sublime, na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

É tudo isso que o dr. José Maria Neves não consegue ver, nem tampouco perceber. Temos um mau Presidente da República. Que continua a elogiar as instituições da DITADURA e nunca se demarcou da perigosa narrativa do PAICV.

Alguém, no seu perfeito juízo, imagina o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a elogiar, na comunicação social, Oliveira Salazar e os restantes símbolos da ditadura em Portugal? Claro que não. Seria ridículo e provavelmente custar-lhe-ia o prestígio, e até o cargo.

Mas é o que faz, basicamente, o nosso José Maria Neves, em bicos de pés, todos os dias. Prócere da tirania. Assumidamente.

aggiornamento ficou, entre nós, pela metade!

Temos, é um facto indesmentível, um arremedo de Presidente, que nem sequer sabe, infelizmente, o significado preciso do veto político, como ficou cabalmente demonstrado na recente trapalhada à volta do Fundo Soberano.

O sr. José Neves “devolveu” (num lance que faz recordar, no mínimo, a ira de um qualquer caixeiro-viajante desagradado com algum produto defeituoso!) o diploma à Assembleia Nacional SEM que tivesse exercido, previamente, o direito de veto previsto no artigo 137.° da CRCV! É um caso de estudo.

Falta, sim, CUMPRIR a Constituição.

Mas cumprir, ó sua excelência, significa, antes de mais, HONRAR, compreender e estimar. Taking Constitution seriously.

São os fundamentos e os arcanos, esteios da legitimidade, que norteiam, desde sempre, a prática justa e esclarecida. Causa e consequência.

Trata-se de verdadeira fidúcia. A função de um verdadeiro Presidente da República é, não por acaso, a de vigiar e garantir o cumprimento da Constituição. Isto implica uma certa atitude cognitivo-axiológica. Ou se tem, ou não se tem.

Falta-lhe, sua excelência, aquela fundamental “vontade de Constituição” de que falava Konrad Hesse. Sem isso, pode crer, tudo soará a falso.

Vossa excelência nunca percebeu a diferença crucial entre as duas Repúblicas. E por isso nivela por baixo.

Não alcança, convenientemente, a dialéctica entre o Direito e o Poder. Desconhece a gramática irrenunciável do Estado constitucional de direito e o próprio imperativo categórico kantiano.

Coloca, ainda, traindo a sua missão, a famigerada “legitimidade histórica” acima da supremacia da Constituição da República, como se viu, muito recentemente, no seu atormentado discurso de 5 de Julho.

Quem quiser perceber a dilemática psicologia de José Maria Neves tem de ver, com atenção, esse belo filme intitulado Dr. Jivago, de 1965.

double standard povoa toda a sua imaginação.

É por isso que, diariamente, subverte a II República, animado pela canga bárbara da primeira, na qual se deu, de resto, a sua curiosa formação política e moral.

Vossa luminária confunde, alegremente, as palavras e as coisas!

Leia, ao menos, Michel Foucault.

Au revoir!