Não dá para acreditar. Depois de um trabalho de anos, com envolvimento forte da União Europeia, do governo de Cabo Verde e da CMP, o Aterro Sanitário de Santiago, situado em Monte dos Bodes no Concelho de S. Domingos começou a funcionar com sustentabilidade, recebendo os resíduos sólidos de todos os concelhos de Santiago à exceção do concelho do Tarrafal.
Destacando a quantidade de lixo do concelho da Praia, comparada com outros concelhos de Santiago, pois cerca de 70% dos resíduos sólidos que chegavam ao Aterro Sanitário eram provenientes do Concelho da Praia o que é perfeitamente compreensível.
Para a satisfação geral é fechada ou selada a lixeira da Praia, condição importante para o funcionamento pleno e com condições de salubridade mínimas que garantisse, a qualidade da saúde pública dos corpos, docente e descente e restantes trabalhadores da UNICV, universidade pública.
Foram gastos milhões de escudos cabo-verdianos para que em Santiago tivéssemos as condições de funcionamento de um Aterro Sanitário, o primeiro no país. Mas logo que entra a equipa de Francisco Carvalho as coisas começam a complicar-se nessa área.
Com a palavra “revolução” palavra que ele adora gritar aos 4 ventos, na área de saneamento, foi, meus senhores e minhas senhoras, praienses, ressuscitar a lixeira da Praia que já estava selada, e não recebia resíduos sólidos urbanos há já muito tempo.
Para além das obras de construção civil, foi necessário resolver os problemas de dezenas de pessoas que viviam da “reciclagem” do lixo, em condições subumanas.
A maioria passou a trabalhar como varredeira ou na recolha de lixo, portanto como trabalhadores do poder local.
A ex-lixeira recebia restos de demolições de construções que serviam para cobrir os poucos focos de lixo ainda existente e o objetivo era num futuro próximo, com o apoio da UNICV digo dos alunos alunas dessa instituição, transformá-la num espaço verde.
A “Revolução Amarela” desse presidente da CMP que faz precisamente aquilo que não devia fazer e que os praiense certamente vão exigir o retorno à normalidade, que significa, funcionamento pleno do Aterro Sanitário de Santiago e o fim de depósitos de lixo na ex lixeira situada a poucas centenas de metros da maior universidade de Cabo Verde.
O que é mais doloroso é saber que o aterro sanitário está sendo usado por outros municípios, o que constitui gastos maiores ainda para a CMP.
O Francisco Carvalho tem o direito de parar obras públicas importantes e estruturantes do concelho da Praia, pois a visão dele é outra.
Pode passar o tempo que quiser a passear pelas Europas, Américas, Continente Africano com projetos que ficaram até então na apresentação. Pode até sonhar com o que bem entender, mas não tem o direito de pôr a saúde pública dos munícipes, dos estudantes universitários, professores e de pessoal que trabalha em outras áreas na Uni-CV em perigo, mormente os moradores dos bairros como Caiada, Palmarejo Grande, Cidadela etc.
É uma exigência de cidadania. Todas e todos temos de nos envolver e dizer ao vencedor do Prémio da LIXOFONIA, que já basta de brincar com coisas sérias, que já basta de discursos e de políticas populistas e demagogas.
Queremos ou melhor, EXIGIMOS uma Praia limpa, e com um nível de saneamento no mínimo como encontrou aquando da tomada de posse em 2020.
Exigimos que a lixeira à frente da UNI-CV seja novamente desativada, selada e que nem um camião de lixo seja autorizado a despejar o seu conteúdo nessa área e por fim exigimos que o Aterro Sanitário de Santiago, infra-estrutura importante para a saúde pública e o bem estar ambiental dos santiaguenses, volte a funcionar em pleno, Aterro Sanitário esse que recebia diariamente cerca de 130 toneladas RSU, só do concelho da Praia, que representava 70% do total diário que esse aterro poupava as nossas cidades e vilas.
Pois caros munícipes é essa quantidade (130 toneladas) de RSU (lixo urbano) que a CMP, hoje, diariamente, deposita na antiga lixeira já selada nas proximidades da maior universidade de Cabo Verde.
Obs; prémio de melhor autarca da Lusofonia, não sabemos quem foram os jurados e quais os critérios usados, mas o prémio de melhor autarca da Lixofonia, este ele ganhou-o, e merecidíssimo, pois é um prémio dado pelos praienses. É só sair na Praia e pior ainda, ir à lixeira que já estava selada e ver o que está acontecendo à nossa cidade.