Violência em Nampula. Religiosa é assassinada

Irmã de nacionalidade Italiana foi atingida com tiros no rosto

Uma religiosa de origem Italiana, em missão na Província de Nampula, Moçambique, foi morta na última terça-feira, 6, confirmou um Sacerdote que escapou, ileso, quando “insurgentes” invadiram e incendiaram uma Igreja, dois lares, a casa dos Padres e das Irmãs, um Centro de Saúde e outras estruturas.

A religiosa assassinada é identificada como Maria de Coppi, e foi morta na sequência de um ataque à comunidade Comboniana, em Chipene.

Ela foi atingida com tiros no rosto. “Não havia nada a fazer”, lamentou o Padre Loris Vignandel, citado pela Renascença.

Outras 4 irmãs, duas Espanholas, uma outra Italiana e outra Togolesa, conseguiram fugir.

Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, também citado pela RR, admitiu que é “muito provável” que os autores do ataque sejam terroristas islâmicos, mas sublinhou não ter a certeza sobre a identidade dos mesmos.

Nos últimos meses, e à semelhança do que se passa em Cabo Delgado, a Província de Nampula tem sido procurada por grupos terroristas ligados ao Daesh que têm causado instabilidade no território.

Amadeu Oliveira acusado de desrespeitar Tribunal

Arguido teve mesmo que ser retirado da sala de audiências e devolvido à cela

O julgamento do advogado e Deputado da Nação, com mandato suspenso, prosseguiu ontem, quarta-feira, com o Tribunal Coletivo a acusar o arguido de desrespeitar aquele órgão.

O caso deu-se quando o Tribunal inqueria um Agente da PN, na qualidade de testemunha, sobre a saída de Amadeu Oliveira e seu cliente Arlindo Teixeira do País para a Europa, a partir do aeroporto de São Vicente.

“Não massacrar a testemunha” terá sido a expressão que a Juíza-Presidente do Tribunal Coletivo utilizou, e que não agradou o arguido, que terá manifestado.

Advertido no sentido de não se manifestar, o arguido desafiou a Juíza a prendê-lo.

A Presidente do Tribunal Coletivo disse não admitir o que considerou de falta de respeito àquele órgão da Justiça, tendo, assim, dado ordens para a retirada de Amadeu Oliveira da sala de audiências.

A sessão prosseguiu e segundo a Agência Inforpress com a audição de 6 testemunhas, afetos à Unidade de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia Nacional, em São Vicente.

A Juíza-Presidente constatou “contradição com relevância” nas declarações de três das testemunhas, nomeadamente, o Supervisor de serviço naquele dia e Sub-chefe da PN, José de Morais, e as Agentes Lucibela dos Santos e Maria Arcília Rodrigues.

Assim, o Tribunal pediu a acareação das testemunhas José de Morais e Lucibela dos Santos, uma vez que a testemunha Maria Arcília Rodrigues já tinha sido dispensada e não se encontrava nas instalações do Tribunal.

Basicamente, a Juíza-Presidente queria saber com esta diligência, que o próprio Tribunal entendeu levantar, se a Agente Lucibela dos Santos confirmava perante o Supervisor de Turno, José de Morais, que foi ele quem se dirigiu naquele dia da viagem do arguido Amadeu Oliveira e do seu constituinte ao guichê, onde as duas Agentes se encontravam, avisando-as de que Arlindo Teixeira iria viajar naquele dia e que não havia impedimento no sentido de este sair do País. O Supervisor negou esta versão.

Outra contradição, segundo a Juiz-Presidente, prende-se com o fato de a testemunha José de Morais afirmar “com afinco” que se tratou de uma decisão conjunta, ou seja, sem influência dele enquanto Supervisor, sobre a saída de Arlindo Teixeira do País, quando as duas Agentes dizem o “precisamente o contrário”.

Feita a acareação, as testemunhas mantiveram o mesmo sentido das declarações prestadas anteriormente, tendo a testemunha Lucibela dos Santos acusado o Supervisor de “faltar à verdade de forma grosseira e por má-fé”, enquanto este denunciou “um complô das duas para falar a mesma linguagem”.

O julgamento prossegue nesta quinta-feira, 8, a partir das 15 horas, com a audição de mais seis testemunhas arroladas pela defesa do arguido.

Horizonte 2025. Enapor prevê aumento de tráfego de 100 mil passageiros

Previsão foi feita hoje, pelo PCA, durante inauguração do novo Porto Inglês

A obra ora inaugurada conforme o Presidente do Conselho de Administração da Enapor, Irineu Camacha, consiste num envestimento que vai gerar novas oportunidades, e não só, também vai promover uma melhor circulação de pessoas, impulsionando assim o crescimento do tráfego de passageiros e de cargas.

Irineu Camacho frisou que para o horizonte 2025, a Enapor prevê triplicar o número de passageiros.

“Estima-se o aumento do tráfego de passageiros pois estamos a prever, em 2025, um tráfego em torno de 100 mil passageiros, prevemos triplicar o que é que nós temos neste momento”, avançou.

Camacho aproveitou a ocasião para sublinhar sobre a gare marítima, uma gare que conforme descreveu, com 800 metros quadrados e com capacidade de albergar até 300 passageiros.

Para além desta obra também citou a construção de um escritório para os colaboradores da Enapor e outras entidades portuárias.

“Pretentendemos ainda iniciar este ano ainda mais, focando no objetivo de melhorar a performance deste Porto”, acrescentou.

O PCA finalizou destacando a “firme aposta” no sentido de capacitar e especializar todo o capital humano em áreas de formação ligadas ao setor marítimo que proporcionam o acesso dos jovens ao mercado do trabalho.

Cabo Verde regista um caso de Covid-19, nas últimas 24 horas

Há, entretanto, mais 5 recuperados. Casos ativos estão em 8. Praia e Boa Vista entram na lista dos Municípios sem nenhum caso ativo

O único caso positivo, em 414 amostras analisadas, nas últimas 24 horas, foi registado na Ilha de São Vicente, que passa a ter 1 caso ativo.

Nas últimas 24 horas, o número de recuperados foi de cinco. Praia teve 2, Ribeira Brava de São Nicolau também teve 2 e Boa Vista teve 1.

Neste momento, o País conta com 8 casos ativos, 61.858 casos recuperados, 410 óbitos, 46 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 62.331 casos positivos acumulados.

UCS. Tempos difíceis não duram para sempre

Primeiro-Ministro pede confiança no País e diz que novo Porto do Maio é um investimento que abre “portas de esperança e de confiança”

A partir da Ilha do Maio onde se encontra nesta terça-feira, 7, o Primeiro-Ministro renovou a sua mensagem de confiança no País, e alertou que apesar da crise, há motivos para se ter esperança.

Ulisses Correia e Silva lembrou que nenhuma crise dura para sempre, mas que depois “havemos de ser felizes, novamente”.

Falando diretamente para os jovens, o Chefe do Governo vincou que o seu Executivo está a “recuperar” e a “relançar” a economia.

“Vamos ter que tornar este País muito mais resiliente, com uma economia muito mais diversificada e com o sentido do futuro”, apontou, enfatizando que “tempos difíceis não duram para sempre”.

Sobre o novo Porto da Ilha, inaugurado esta terça-feira, na presença do Presidente do BAD, có-financiador, e de outros membros do Governo, o PM sublinhou ser um investimento que abre “portas de esperança e de confiança”.

Mais adiante, afirmou que “não há razões para (os jovens) sair” do País, para o que considera de “emigração forçada” ou por “falta de oportunidades” em Cabo Verde.

“Temos que criar todas as razões para os nossos jovens ficarem em Cabo Verde e investirem em Cabo Verde, acreditarem neste País e fazerem este País acontecer”. E concluiu que a Ilha do Maio “pode fazer a diferença” neste particular.

Ilha do Maio/Novo Porto. PM fala em empreendimento que aumenta valor económico da Ilha

Ulisses Correia e Silva fez essa abordagem ao presidir a inauguração da requalificação e expansão do Porto da Ilha

O Primeiro-Ministro considerou a obra realizada no Porto da Ilha do Maio, inaugurada hoje, como sendo um empreendimento que “aumenta” o valor economico para a Ilha do Maio.

“É uma obra estruturante esperada há muito tempo por várias gerações de Maienses” constatou.

Na ocasião, UCS assegurou que uma segunda fase de construção vai abarcar uma gare marítima para que os passageiros possam ter “maior comodidade” nas suas viagens.

PM ainda deu a garantia que vão continuar a trabalhar para que a Ilha do Maio possa aumentar ao todo o seu potencial de desenvolimento e assegurou mais atividade económica para a Ilha, destacando o escoamento dos produtos, da agricultura e da pesca.

BAD pretende apoiar Cabo Verde fortemente no setor da agricultura

Montante a ser investido é de 40 milhões de Euros

O Banco Africano de Desenvolvimento prevê um investimento a Cabo Verde, no setor da agricultura.

O Presidente do organismo, Arkinwumi Adesina, deu esta garantia de financiamento hoje, na Ilha do Maio, à margem da inauguração das obras de expansão e requalificação do Porto do Porto Inglês.

São 40 milhões de Euros a ser investido neste setor que conforme o representante do BAD, vai permitir ao nosso País entrar no mercado dos produtos alimentícios.

Para além desse investimento, anunciado, o Presidente do BAD fez referência a outros projetos para Cabo Verde, como é o caso do plano de investimento jovem, no qual deu a garantia de já estarem a trabalhar nele.

Governo disponibiliza mais de três milhões para apoiar comunidades piscatórias

O apoio destina-se à concessão de créditos ao subsetor da pesca artesanal em condições diferenciadas de taxas, com carácter de empréstimo reembolsável em 50% dos valores concedidos visando adquirir kits de mergulho, arcas frigoríficas e conservação de botes

O Governo disponibilizou 3.500.000 Escudos às Instituições de Microfinanças, IMF, para apoiar as comunidades piscatórias na aquisição e reparação de motores fora de borda, malas térmicas e kits de segurança.

O apoio destina-se à concessão de créditos ao subsetor da pesca artesanal em condições diferenciadas de taxas, com carácter de empréstimo reembolsável em 50% dos valores concedidos visando adquirir kits de mergulho, arcas frigoríficas e conservação de botes.

Na ocasião, o Ministro do Mar, Abraão Vicente, considerou o ato “extraordinário”, uma vez que vai alavancar o setor, mas também comunicá-lo como um setor eminentemente económico de combate à pobreza e com autorresponsabilização.

Para o governante, trata-se de uma estratégia de poupança financeira, um ato de empoderamento de cortar os subsídios como algo gratuito e sem consequências fazendo com que as comunidades piscatórias possam ter relações perenes, objetivas, e pragmáticas com a máquina do Estado.

Por um lado, acrescentou, o Ministério livra-se da logística de comprar e distribuir motores e fazer disso quase que campanhas políticas permanentes e também faz com que o ato de adquirir um motor, bote ou acesso a crédito para pescas sejam um ato de empoderamento consciente por parte daqueles que digerem as IMF.

Maio. Inaugurado hoje a obra da requalificação e expansão do Porto Inglês

Inauguração do Porto aconteceu esta manhã e também incluiu a inauguração da estrada que dá acesso ao Porto

A primeira fase da inauguração da obra de requalificação e expansão do Porto Inglês, no Maio, foi inaugurada hoje, 7, pelo Governo, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva.

O Edil Maiense, Miguel Rosa, no seu discurso, destacou a importância desta obra para a comunidade da Ilha no qual sublinhou que este feito irá “marcar a inversão da tendência”.

“A partir de hoje se inaugura uma nova era no que tange ao desenvolvimento da Ilha do Maio, com mais mobilidade, mais conetividade às outras Ilhas, mais concretamente, a Ilha de Santiago, e ao mundo”, afirmou Miguel Rosa, acrescentando que também é algo que marca o início da maior dinâmica económica do crescimento da Ilha do Maio.

Na ocasião, o Autarca fez referência às dificuldades que a Ilha tem enfrentado principalmente no que tange à capacidade de gerar empregos e o fato de a Ilha estar também a perder população e não ter capacidade de atrair mais pessoas.

“Temos uma Ilha que correnponde a 1% a nível da contribuição para a estrutura do PIB a nível do fluxo dos turistas, da oferta turística, uma Ilha que não tem tido capacidade de gerar emprego, tem estado a perder muita população e não tem tido a capacidade de atrair gentes”, realçou.

PIB Cabo-verdiano aumentou 23% no 1.º trimestre de 2022

Informação consta no relatório apresentado pela Unidade de Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado, UASE, indicando a recuperação económica das empresas

No primeiro trimestre do corrente ano o PIB foi de 51.332 mil Escudos, traduzindo-se num aumento de 23% face ao período homólogo, que se fixou nos 41.704 mil Escudos.

Informação consta no relatório apresentado pela Unidade de Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado, UASE, indicando a recuperação económica das empresas.

Em relação à dinâmica do volume de negócios, o relatório informa que houve um aumento na ordem de 27% no primeiro trimestre de 2022 face ao período homólogo, e uma taxa de realização de 97% face à previsão, fixando-se nos 8.373.706 Escudos.

Neste particular, ressalta que as empresas ligadas ao setor dos transportes e logísticas, “bastante afetado pela pandemia”, registaram um aumento nos seus volumes de negócios.

Por outro lado, o relatório do Ministério das Finanças, reporta que a eficiência operacional no primeiro trimestre de 2022, refletiu uma “melhoria significativa” traduzida pela dinâmica positiva do resultado operacional (+70%) e do resultado líquido (+33%).

O relatório aponta ainda que o resultado líquido do Setor Empresarial do Estado no primeiro trimestre é resultante de 12 empresas analisadas com valor positivo de 617.620 mil Escudos e de 20 empresas com valor negativo de 1.527.901 mil Escudos.