5 Julho. MpD considera conquista da independência primeiro passo para a edificação de um Estado credível

Líder do Grupo Parlamentar fez essa consideração no discurso proferido na sessão Solene do 47.° aniversário da Independência Nacional

João Gomes sublinhou que a conquista da Independência Nacional constitui o primeiro passo para a edificação de um Estado credível, reconhecido internacionalmente e integrado no concerto das Nações soberanas.

De acordo com o Deputado, passados 47 anos da data da proclamação da Independência, Cabo Verde é um Estado “que se funda nos princípios políticos e do direito, onde todos se submetem às Constituição e todos os cidadãos são iguais perante a lei”.

João Gomes realçou que o Governo tem implementado medidas de mitigação e de proteção contendo os impactos negativos da crise nas famílias e nas empresas, mas exercem uma pressão “muito forte” sobre os parcos recursos do Estado.

Relativamente aos desafios que o País tem passado desde a Independência e que ainda está a enfrentar, os representantes dos partidos tanto do PAICV, do MpD como da UCID reconheceram os desafio que Cabo Verde tem enfrentado no contexto da crise a nível sanitário, energético e da seca prolongada, e acreditam que é preciso encontrar as melhores soluções para fazer face a essas crises.

De um modo geral, o Deputado do PAICV, Rui Semedo, considerou os discursos proclamados na sessão como sendo relevantes e importantes e reconheceu os desafios de Cabo Verde para “enaltecer o País dos sonhos”, dizendo ser preciso socorrer as famílias que vivem em dificuldades porque conforme explica, “a Independência é fazer com que chegue a todos”.

5 Julho. Casa Parlamentar assinala 47 anos de Independência Nacional

Cerimónia foi presidida pelo Presidente da República

Cabo Verde celebra hoje, 47.° aniversário e para assinalar a efeméride, a Assembleia Nacional acolheu uma sessão Solene, contando com a presença de várias entidades com destaque para o Presidente da República, o Presidente do Parlamento, o Primeiro-Ministro, de entre outras.

No seu discurso, o Presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, destacou a importância da data e rendeu homenagem a todos os combatentes da pátria, com destaque para Amílcar Cabral.

O Presidente da República, por sua vez, assinalou que o 5 de Julho “marca o ponto de inflação” das Ilhas. José Maria Neves aproveitou a ocasião para render “justa” homenagem a Amílcar Cabral e demais colegas e combatentes de Amílcar Cabral que se encontravam presentes na cerimónia.

Tanto o PR como o PAN referiram sobre as dificuldades que o País está a enfrentar neste momento devido aos impactos da tripla crise, e ambos consideram ser uma fase difícil para o País e que tudo deve ser feito para o bem de Cabo Verde.

Neste sentido, o PR finalizou reiterando total disponibilidade para colaborar junto com a nação principalmente para fazer face a essas crises.

“Respostas para as atuais crises é coletivo, deve ser feito tudo para garantir a coesão social”, sublinhou.

Países membros da NATO assinaram protocolos de adesão de Suécia e Finlândia

Protocolo foi assinado pelos 3 Embaixadores da NATO, na presença dos Chefes da diplomacia desses dois países

Os protocolos de adesão da Suécia de da Finlândia à NATO foram assinados hoje em Bruxelas pelos três Embaixadores da NATO, na presença dos Chefes da diplomacia da Suécia, Ann Linde, e da Finlândia, Pekka Haavisto.

Conforme anunciou a organização, os documentos em questão assinados na sede da NATO terão de ser ratificados por cada um dos membros da Aliança.

O pedido desses dois países à adesão à NATO aconteceu na sequência da invasão da Rússia à Ucrânia, a 24 fe fevereiro.

Segundo o Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, esta Aliança será mais forte com 32 membros, numa altura em que enfrenta a “crise de segurança mais grave das últimas décadas”.

Os processos de ratificação dos protocolos de adesão variam de um País para outro, enquanto os Estados Unidos precisam da aprovação de dois terços do Senado, no Reino Unido não é necessária uma votação formal no Parlamento.

5 de Julho. PM felicita Cabo-verdianos

Ulisses Correia e Silva congratulou-se hoje com o Dia da Independência Nacional e felicitou a todos os Cabo-verdianos, afirmando que mesmo em situações muito difíceis, “devemos celebrar o País resiliente que Cabo Verde é, muito valorizado a nível internacional”

Ulisses Correia e Silva disse que Cabo Verde nesses 47 anos de Independência deve orgulhar-se do seu percurso e ainda mais por ser uma democracia referência no mundo.

“É reconhecido como País resiliente, que produz resultados, com dinamismo económico, muito bem cotado e que atrai muita procura externa, quer de investidores quer de parceiros” enfatizou o Chefe do Governo, num texto publicado esta manhã na rede social Facebook.

Mesmo com os seus problemas, no entender de Ulisses Correia e Silva, há perspetivas de desenvolvimento, e acrescenta que os próprios Cabo-verdianos devem valorizar muito mais aquilo que é o seu País, acreditar no seu futuro.

É só vermos a história de todo o percurso até agora, para, de fato, vermos que temos condições e que há um potencial enorme de crescimento, vincou.

Ao estabelecer um paralelo do percurso histórico do País, UCS disse que a resiliência da nação é antiga fazendo referência aos 500 anos do regime colonial e dos 15 anos de Partido Único. “Ultrapassamos várias fases e adversidades e muitas dessas adversidades foram transformadas em soluções”, enfatizou.

O PM enfatiza ainda o facto de a emigração ser hoje um sucesso e que o sol e o vento que representavam estiagem, hoje são fontes de transformação em energias renováveis, assim como o mar que simbolizava partida e saudade, hoje é turismo, pesca, água dessalinizada, economia azul.

“A localização que nos colocava longe do mundo, hoje é estratégica pela proximidade da África, Europa e das Américas” realçou para quem tudo isso mostra a nossa história de resiliência, de ultrapassar constrangimentos e de transforma-los em soluções.

O Chefe do Governo afiançou que 47 anos depois, mesmo em situação de crises, o País tem conhecido um processo de desenvolvimento e é uma referência muito boa em África.

TAP aborta voo entre Lisboa e Praia

Um avião da TAP com destino a Cabo Verde regressou ontem à origem cerca de duas horas após descolar em Lisboa

Segundo consta, o aparelho “esteve às voltas” no ar quase duas horas, na última segunda-feira à noite, “aparentemente a fazer queima de combustível” sobre o Oceano Atlântico, perto de Lisboa.

O voo que havia descolado por volta das 21 horas, devia aterrar no Aeroporto da Praia depois das 23 horas, mas foi abortado, acabando por regressar ao Aeroporto de Lisboa.

Não são conhecidos os motivos desta inversão de planos.

Foco do Governo está na proteção das pessoas

Primeiro-Ministro afasta qualquer possibilidade de aumento salarial, enquanto durar a guerra na Ucrânia

Na base desta posição do Governo estão as reivindicações dos sindicatos que pedem aumento salarial na função pública.

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, voltou a afastar qualquer possibilidade de um aumento salarial, e explicou que o foco do Governo, neste momento, deve ser na proteção das pessoas.

UCS lembrou não haver margem para qualquer aumento salarial, sobretudo neste contexto em que a guerra da Ucrânia “agravou significativamente” a situação de crise do País.

O Chefe do Governo falava aos Jornalistas após uma declaração conjunta com o Diretor das Operações do Banco Mundial, que se encontra de vista a Cabo Verde, quando foi instado a reagir às declarações dos sindicatos que exigem aumento salarial para repor o poder de compra dos trabalhadores.

UCS salientou que as crises que o País e mundo vivem, neste momento, não se trata apenas de um problema de finanças públicas, sublinhando que as mesmas têm impacto no sector privado, gerando uma espiral inflacionista.

Júlio Lopes inaugura relevante arruamento de Chã de Matias

Obra insere-se no programa municipal de requalificação e revitalização urbanas

A Câmara Municipal do Sal inaugurou um troço de estrada na localidade de Chã de Matias, que faz a interface entre Chã de Matias e Alto Santa Cruz.

A obra insere-se no programa municipal de requalificação e revitalização urbanas, com vista a levar conforto, melhoria das condições de vida, segurança e melhores acessibilidades às populações.

A infraestrutura inaugurada abrange arruamento, zonas de parqueamento e áreas verdes.

Os moradores da localidade mostram-se satisfeitos com a realização da obra, que conforme sublinharam lhes garante melhores condições de salubridade, uma vez que antes a área beneficiada era toda de “terra batida”.

O Presidente Júlio Lopes avança que a construção de arruamentos em Chã de Matias é uma obra “muito relevante” não só porque traz melhores condições de higiene e segurança como também é estruturante para a Ilha, na medida em que faz a ligação da localidade de Chã de Matias com outras zonas, sobretudo Alto Santa Cruz, na Cidade de Espargos.

O Autarca afirmou ainda que o seu Executivo está comprometido com o desenvolvimento da Ilha e, por isso, não obstante a conjuntura adversa, que se vive, a Edilidade tem em curso aproximadamente 24 frentes de obras.

Olavo Correia em Marrocos para reunião do Caucus Africano

O Vice-Primeiro-Ministro, Olavo Correia, participa, a partir de hoje, na quarta edição da Caucus Africano de 2022 (African Caucus), que decorre até quarta-feira, 6, em Marakech

Segundo o Vice PM, trata-se de uma importante reunião anual que agrega os Ministros das Finanças, Planeamento e Governadores dos Bancos Centrais Africanos junto do Fundo Monetário Internacional e Grupo Banco Mundial.

A reunião de Caucus deste ano é organizada pelo Reino de Marrocos, sob o tema “Rumo a uma África Resiliente”, com discussões focadas no endividamento como catalisador do crescimento, integração regional e a crise climática.

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Trata-se de um evento que representa uma excelente oportunidade para o Governo na promoção da agenda de desenvolvimento de Cabo Verde junto dos altos representantes do FMI, do Banco Mundial e dos vários governadores dos países Africanos.

Estabelecido em 1963, o Caucus tem como principal objetivo fornecer aos Governadores Africanos do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, um mecanismo para coordenação e harmonização das suas ações, de modo a salvaguardarem efetivamente os interesses dos países membros junto das instituições Bretton Woods.

Temos um mau PR, que viola reiteradamente a Constituição do país e nunca abandonou a subversiva cultura revolucionária

O homem é o estilo, ensinava o sapientíssimo Pascal.

O estilo do sr. José Maria Neves é, fundamentalmente, o de um político formado nas entranhas da JAAC-CV e na cultura de intriga, maquiavelismo e subversão que isso significa.

José Neves nunca abandonou a lógica revolucionária que aprendeu nos dias da juventude. E nunca fez, também, o “aggiornamento” ideológico que se impunha após a queda do muro de Berlim.

Ostenta, nos mais pequenos gestos, os defeitos de fabrico do “centralismo democrático” da era leninista.

É um politicante ambíguo que não percebe o alcance do Estado de direito democrático e os seus fundamentos normativos e axiológicos.

O legado dos seus 15 anos enquanto Primeiro-Ministro é deveras sofrível: um crescimento económico raso, uma alta taxa de desemprego e uma dívida pública estrondosa.

Numa conjuntura internacional bastante favorável, não conseguiu, mesmo assim, reformar o país e lançar as bases para um desenvolvimento sustentável. Falhou no essencial.

A miopia detecta-se, por mais que se diga o contrário, nos fracos resultados alcançados.

O pior, contudo, foi a erosão sistemática dos valores, critérios e axiomas do Estado constitucional.

Em Janeiro de 2006, num acto sem precedentes na história da nossa democracia, cometeu meia dúzia de crimes e pôs em causa os alicerces da sã concorrência eleitoral, ao proferir, via Rádio Nacional, uma célebre declaração (proibida, de extrema gravidade) no dia das eleições legislativas.

Queria ganhar a todo o custo!

Os fins justificam os meios, tal como defendia o autor florentino do mefistofélico “O Príncipe”, o manual preferido de Gramsci e dos adeptos do comunismo totalitário.

A Neveslândia é um mar de enganos e de golpes de secretaria.

Já antes, em 2001, em conluio com o então Presidente da República, tomara posse ANTES do fim da legislatura e com uma Assembleia Nacional ainda dominada pelo MpD. É absolutamente inacreditável!

A golpaça está, todavia, documentada nas folhas solenes do Boletim Oficial. Os factos são teimosos.

JMN é um perigo público e actua, quase sempre, à margem da Constituição da República.

Recentemente, apontei-lhe, com rigor, mais uma falha gravíssima, a propósito da trapalhada à volta do diploma sobre o Fundo Soberano.

É vergonhoso aquilo que o actual PR diz e faz.

Não respeita a “rule of law”, tem tiques de ditador de província e sufraga, publicamente, o regime ditatorial do partido único.

Querem ver a triste natureza de José Neves? Perguntem-lhe sobre a “guera na Ucrânia” (sic), como ele disse numa recente entrevista televisiva.

O homem é incapaz de condenar a brutal invasão perpetrada pela Rússia de Putin e os crimes de guerra que têm sido cometidos nesse território. O mundo inteiro (e Cabo Verde não é excepção) entrou numa crise energética e alimentar por causa dessa aventura tresloucada e imperialista.

Não, a democracia não pode ser sequestrada pelos caprichos de Humpty Dumpty, segundo o qual “as palavras significam aquilo que eu quero”.

O ocupante do palácio do Plateau tem de perceber que a cultura revolucionária é a antítese perfeita do actual Estado constitucional e que não há democracia fora da Constituição.

A cultura revolucionária é uma doença de alma que corrói os fundamentos da Constituição e não reconhece, por uma obsessiva inversão dos valores, que a dignidade da pessoa humana é mais importante que o “sentido da história” proclamado, na esteira da utopia marxista, pelos profetas do totalitarismo.

É o berço da tirania e da “vontade de poder” sem limites.

Atenção!

É uma história que nunca teve um final feliz.

TACV negocia redução de pessoal e salários com sindicatos

Empresa continua no vermelho e com salários por pagar. Folha salarial mensal aproxima-se dos 40 mil contos

A companhia aérea de Bandeira, que esta segunda-feira, 4, inicia o incremento de voos para Portugal, continua a operar no vermelho, mas acusa excesso de pessoal e uma folha salarial mensal na ordem dos 40 mil contos. Factos que levam a administração liderada por Sara Pires a encetar contatos com os sindicatos para negociar a redução dos salários e a rescisão de trabalhadores.

Atualmente com cerca de 200 colaboradores, a TACV terá a necessidade de dispensar, pelo menos, mais 50 funcionários, e ao mesmo tempo reajustar os salários, sob pena de nunca mais poder equilibrar as contas “sobretudo nestes tempos difíceis” conforme observa uma fonte ouvida pelo OPAÍS.cv.

A pandemia da Covid-19 fez paralisar a companhia, e esforços para a manter a voar estão a ser gigantescos, estando o Estado “praticamente a assumir” todas as despesas correntes da companhia.

“A TACV precisa reduzir uns 50 trabalhadores, reajustar a folha salarial e assim poder ganhar algum fôlego”, comenta a nossa fonte que dá conta da existência de um grupo de cerca de 20 pilotos com salários que ascendem aos 550 mil Escudos.

Segundo consta, na vigência da gestão da Icelandair, os salários dos pilotos foram atualizados em alta, uma situação que afeta “grandemente” a tesouraria da companhia que ainda não está a faturar para pagar sua cabeça.

O que se propõe, avança a fonte que vimos citando, é um reajuste de salários, temporariamente, variando de categoria por categoria, de modo a “salvar” a TACV.

“É possível recuperar a TACV, está a ser negociada a aquisição da segunda aeronave, mas tudo vai depender de um consenso entre a administração e os sindicatos”.

Redimensionada, a TACV poderá iniciar uma nova fase, perspetiva a fonte.