Campus da Justiça estará concluído no final de fevereiro de 2026

Projeto representa um investimento superior a 700 mil contos, assegurado através de financiamento do Cofre Geral da Justiça

O Governo anunciou que o Campus da Justiça de Cabo Verde deverá estar concluído e operacional no final de fevereiro de 2026, concentrando num único espaço várias instituições-chave do sistema judicial nacional.

Conforme o Executivo, o novo complexo vai integrar serviços ligados à administração da justiça, à formação, à inovação, à mediação e à medicina legal, com o objetivo de reforçar a eficiência, a articulação institucional e a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

O projeto representa um investimento superior a 700 mil contos, financiado pelo Cofre Geral da Justiça, e insere-se na estratégia governamental de modernização do setor, visando uma justiça mais célere, qualificada e alinhada com as exigências do desenvolvimento de Cabo Verde.

 

Nicolás Maduro é julgado hoje em Nova Iorque

Maduro é acusado pela justiça Norte-americana de narcoterrorismo, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas

O Presidente Venezuelano deposto Nicolás Maduro vai comparecer hoje perante um juiz de Nova Iorque às 12h locais, confirmou o Tribunal Federal do Distrito Sul, em Manhattan.

Durante a sessão, serão oficialmente comunicadas as acusações contra o Líder Venezuelano.

Maduro é acusado pela justiça Norte-americana de narcoterrorismo, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o Líder Venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.

Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.

Transação municipal sem autorização: Jurista aponta nulidade insanável e alerta para violação grave da legalidade democrática

Uma análise jurídica rigorosa e sem ambiguidades, assinada pelo jurista Olavo Freire, lança sérias dúvidas sobre a validade de transação judicial celebrada pelo presidente de câmara municipal da Praia sem autorização dos órgãos colegiais do município. Em linguagem clara: o acordo pode ser juridicamente nulo, por ter sido feito por quem não tinha poderes legais para o fazer.

A leitura jurídica é profunda, mas a conclusão é simples e preocupante para qualquer cidadão: ninguém pode dispor do património público à margem da lei, muito menos de forma solitária.

O problema central: quem pode decidir em nome do Município?

Segundo a análise, o erro está na origem do ato. O presidente da câmara, enquanto órgão singular, não pode sozinho transigir sobre direitos do município, sobretudo quando estão em causa bens ou interesses públicos.

Como recorda o jurista, citando ipsis verbis o professor Diogo Freitas do Amaral, referência maior do Direito Administrativo lusófono:

O princípio da legalidade não é apenas negativo (não violar a lei), mas positivo: a Administração só pode agir se a lei lhe conferir poder.”

Ou seja, não basta não infringir a lei,  é preciso que a lei autorize expressamente o ato. Quando isso não acontece, estamos perante um vício grave.

Usurpação de poderes e incompetência absoluta

A análise é clara: ao celebrar uma transação sem deliberação da Câmara Municipal e sem autorização da Assembleia Municipal, o presidente usurpou competências que a lei reserva a órgãos colegiais.

Este entendimento é reforçado por outro nome maior do Direito Municipal cabo-verdiano, Eurico Pinto Monteiro, citado igualmente de forma direta:

“A autonomia local não é um cheque em branco para os executivos.”

E mais: a violação das regras de competência “fere a substância da democracia local” e torna inválidos os compromissos assumidos em nome do município.

O que diz a lei cabo-verdiana?

O Estatuto dos Municípios (Lei n.º 134/IV/95) é inequívoco:

O presidente tem poderes de gestão corrente e representação,

Mas não pode decidir sozinho sobre transações que envolvam direitos do município;

A Câmara Municipal deve deliberar previamente;

A Assembleia Municipal deve autorizar expressamente qualquer transação em juízo.

Sem estes passos, o ato não é apenas irregular,  é juridicamente ilegítimo.

Ética democrática e proteção do dinheiro público

Olavo Freire sublinha que estas regras não são meros formalismos. Têm uma finalidade clara: proteger o património público e garantir transparência.

A chamada “transação-salto”, feita à margem do procedimento legal, é descrita como:

Um acto contra a ética democrática, visando subtrair ao escrutínio público a disposição de bens ou dinheiros de todos.

Em termos simples: decisões que afetam o bolso dos munícipes não podem ser tomadas em segredo nem a solo.

E o tribunal? Pode homologar?

Aqui surge um ponto ainda mais grave. Segundo a análise, uma sentença judicial não pode validar um negócio jurídico onde falta a vontade legalmente válida da pessoa coletiva.

Se o tribunal homologou a transação sem que existisse autorização dos órgãos competentes, então:

A sentença é nula porque o tribunal foi induzido em erro sobre a capacidade de disposição do representante municipal.”

Ou seja, o problema não é apenas político ou administrativo, é jurídico e estrutural.

O papel do Ministério Público

A conclusão é categórica: a sentença homologatória está ferida de nulidade insanável.

Perante isso, defende Olavo Freire, o Ministério Público deve agir em três frentes:

1. Impugnar a sentença, através de recurso ou ação de anulação;

2. Apurar responsabilidades civis e financeiras do presidente da câmara pelos danos causados ao erário público;

3. Restabelecer a legalidade, fazendo o processo regressar à fase anterior, para que os órgãos colegiais decidam — como manda a lei.

Em suma

Esta análise jurídica deixa um aviso claro: o poder local existe para servir o interesse público, não para o contornar.

Quando as regras da competência são ignoradas, não está apenas em causa um acordo mal feito.  Está em causa a legalidade democrática, a transparência e o respeito pelos cidadãos.

E nisso, a lei é clara: ninguém, por mais cargo que tenha, está acima dela.

Guarda-redes do FC Praia Branca sofre fratura exposta durante jogo do campeonato

Nhá, teve lesão grave ontem, quando defendia no jogo contra o Belo Horizonte, a contar para a 4.ª jornada

O guarda-redes do FC Praia Branca sofreu uma lesão grave na tarde de sábado, ao fraturar de forma exposta a perna direita, durante o jogo frente ao Belo Horizonte, a contar para a 4.ª jornada do campeonato de futebol de São Nicolau.

Em nota oficial, o FC Praia Branca confirmou a gravidade da lesão sofrida pelo atleta Nhá, que ocorreu num lance da partida vencida pela sua equipa por 2-1.

Segundo o clube, o jogador deverá ser submetido a uma intervenção cirúrgica, sendo necessária a sua evacuação da Ilha de São Nicolau, antes de iniciar o processo de recuperação.

O FC Praia Branca, um dos líderes do campeonato regional, manifestou solidariedade com o atleta e desejou-lhe uma rápida recuperação.

Campeonato de futebol em São Nicolau com duas equipas na liderança

FC Praia Branca e Atlético somam 10 pontos e seguem na frente da competição

O campeonato regional de futebol da Ilha de São Nicolau entrou na 4.ª jornada com duas equipas a partilharem a liderança da prova. FC Praia Branca e Atlético somam 10 pontos cada, após os triunfos alcançados nas partidas disputadas este sábado.

O Praia Branca venceu o Belo Horizonte por 2-1, enquanto o Atlético aplicou uma goleada de 4-0 ao Chã de Poça.

No outro encontro da jornada realizado ontem, o campeão em título, FC Ultramarina, venceu o AJAT-SN por 4-0, resultado que lhe permite manter-se na terceira posição, agora com 9 pontos.

A 4.ª jornada fica concluída este domingo, com o jogo entre Ribeira Brava e Mancha Verde.

Futebol/São Vicente. Mindelense inicia defesa do título com goleada ao Derby

Soncent Superliga arrancou ontem, sábado, nos relvados do Centro de Estágio da FCF

O Mindelense iniciou, no sábado, a defesa do título de campeão de São Vicente em futebol, de forma convincente, ao vencer o Derby por 5-2, em jogo a contar para a 1.ª jornada da Soncent Superliga, disputado no Centro de Estágio da FCF.

Ainda ontem, Castilho levou a melhor sobre os Falcões do Norte, vencendo por 2-1.

A ronda de abertura da competição prossegue este domingo, com a realização de mais dois encontros: Amarante recebe o Ponta d’Pom, seguindo-se o confronto entre Académica e Batuque.

A democracia cabo-verdiana não está em crise, tão-pouco em risco!

Suporto a minha afirmação, com base nos seguintes pressupostos:

1. Nesses 35 anos de vida democrática tivemos um sistema de dois partidos, portanto um bipartismo perfeito porque os dois partidos dominantes detém quase 80% dos mandatos parlamentares.

2. No processo de institucionalização da democracia, o povo cabo-verdiano, isto é, a esmagadora maioria dos eleitores, com sabedoria deu a um só partido o poder de dotar o país de uma nova Constituição (liberal e democrática) nas legislativas (eleições fundadoras da democracia) de 13 de janeiro de 1991, e mais uma maioria superior à de 91 em 1996 porque entendeu que o MpD era a garantia da institucionalização do sistema político com base na Constituição de 1992.

3. Pode-se afirmar que a transição democrática iniciada em fevereiro de 1990 se consolidou em 2001, com a efetivação da primeira alternância de governo.

4. Mesmo com o surgimento de 2 partidos, resultado de duas cisões do MpD (PCD em 1993/4 e o PRD em 1999/2000), a legalização da UCID em 1992 e a fundação de três novos partidos de fraca institucionalização (PSD, PTS e o PP), o sistema de partidos manteve-se inalterado, o que tem garantido a estabilidade política porque nenhum partido detém a maioria que lhe permite sozinho mudar a Constituição. Portanto, não temos um parlamento fragmentado ou seja temos um parlamento dominado por dois partidos fundadores da democracia. O sistema está tão bem

Implementado que sobre questões de regime tem acontecido a minoria de bloqueio. Portanto, não há ditadura da maioria sobre matérias que exigem votos favoráveis de 2/3 de deputados em efetivados de funções.

5. De 1991 a 2019, nenhum partido político pôs em causa a Constituição de 1992, e todos tem participado do jogo democrático no respeito pelas instituições democráticas da República, sem que nenhum dos partidos tenham sido impedidos de aplicar na governação as suas orientações políticas e ideológicas.

6. As medidas de políticas macro econômicas e sociais são discutidas em sede da Concertação Social. Há reclamações, críticas e reivindicações mas não houve nesses 35 anos convulsões sociais.

7. Os sindicatos têm desempenhado o seu papel em defesa dos interesses dos trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados, tendo influenciado decisões de governo em matéria de politica laboral. Conseguem tudo? Não, assim como o Governo não consegue tudo.

8. Os cidadãos tem praticado a liberdade de expressão e de manifestação.

9. Os três poderes- legislativo, executivo e judicial- tem cumprido na plenitude as suas funções, apesar das dificuldades e desafios. Mesmo com os ti
tulares de órgãos externos ao Parlamento com mandatos caducados não se verificou a descontinuidade do Estado ou paralisação de nenhum órgão de soberania. Com dificuldades, erros , desacertos, tensões politicas, mas somos um Democracia que FUNCIONA.

10. Nesses 35 anos de democracia não surgiu nenhuma figura nacional que se projetou para além dos seus partidos e isto tem um fundamento histórico. É que nenhum dos partidos políticos criados em Cabo Verde resultaram de movimentos inorgânicos e fora dos partidos políticos.

Em Cabo Verde, até à presente, um Líder só é forte no quadro do partido que lidera. Fora do partido, isto é, sem poder no partido torna-se fraco porque os eleitores são do partido, porque o corpo politico está ligado ao partido. A instituição-partido transcende os seus lideres por mais importantes que são ou que tenham sido.

Nenhum líder partidário ganhou as eleições sem a máquina partidária que o suportou, e isto é válido também em eleições presidenciais.

E chego ao ponto:

Se não existe nenhuma força política exterior aos partidos tradicionais (MpD e o PAICV); se apesar da pressão direta e indireta sobre a Justiça, em nenhum momento o Estado de direito entrou em crise e a crise do COVID-19 é a maior prova da capacidade de reação da democracia liberal perante situações de crise; se durante esses 35 anos o poder político não anulou nenhuma sentença dos tribunais e nenhum acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, onde está a crise do sistema político, tanto nos seus fundamentos como nos seus procedimentos?

O facto de um titular de cargo político estar a enfrentar a Justiça por causa de atos praticados no exercício das suas funções não têm absolutamente nada a ver com uma crise política e nem pode significar um risco para a democracia. Pelo contrário, está-se perante o funcionamento do Estado de direito, quaisquer que sejam as decisões dos Tribunais.

Também não significa, de todo, uma crise politica ou a “podridão” do sistema o facto do atual líder do principal partido da oposição defender publicamente o regime político que o seu próprio partido, há 36 anos, juntamente com o MpD, pôs fim com a queda do famigerado Art. 4 da Constituição de 1980.

Se há crise politica e risco para a democracia, a instituição onde se processam é o PAICV, pois a liderança atual e a linha oficial do partido entraram em rota de colisão com todos os seus antecessores e com uma prática politica que se pautou, entre outras coisas, pelo autolimite institucional.

O que está em jogo é o regime tal como está estabelecido na Constituição cujas revisões de 1999 e de 2010 contaram com a participação ativa do PAICV.

Espero que a mudança do regime publicamente assumida seja formalmente inserida na Plataforma eleitoral do PAICV para as eleições legislativas deste ano, em nome da transparência política que define o debate eleitoral, ou seja: a redução do poder da Justiça quando titulares de cargos políticos entram em conflito com a lei, a defesa das instituições de repressão da ditadura (Tribunais Populares, Milícias Populares (força paramilitar) e Comissões de Moradores (órgãos de base do Poder Local), etc. Convenhamos: mudar a Justiça para que Poder Político funcione sem limites é a negação do Estado de direito e do primado da lei. Para qualquer democrata o Estado de direito é a linha vermelha numa democracia liberal e inegociável!

Não há crise politica e nem risco para a democracia. Esta está a ser testada, mas caberá ao povo-eleitor em debate democrático decidir se quer manter o sistema político que lhe permitiu, apesar das dificuldades, alcançar níveis de desenvolvimento nunca antes visto em toda a história de Cabo Verde ou um outro tipo de regime e de forma de governo nos antípodas da Constituição e com os elementos que defiram o sistema repressivo de má memória. Isto é, passar da democracia liberal para o autoritarismo competitivo ou uma autocracia eleitoral.

As campanhas eleitorais deste ano são, antes demais, o momento de clarificação politica fundamental, tanto sobre o sistema político em vigor como sobre a forma de governo e do exercício do poder político de representação!

Cabo Verde tem de confirmar os seus compromissos com a democracia liberal, reforçando as instituições, aperfeiçoando os procedimentos, promovendo a participação politica dos cidadãos, a transparência, a integridade, a probidade e a moral na gestão dos recursos públicos e, sobretudo, satisfazendo, em crescendo, as necessidades dos cidadãos e protegendo os mais pobres e vulneráveis com políticas públicas que funcionem como elevadores sociais.

Quem acredita e tem fé na democracia tem uma soberana oportunidade de defendê-la com o seu voto.

Melhorar, aperfeiçoar e reforçar a democracia e o Estado de direito SIM!
Utilizar as fragilidades e imperfeições da democracia liberal para introduzir formas autoritárias e autocráticas do poder através do sufrágio NÃO!

Cabo Verde não pode andar para trás!

PA FRENTE KE KAMINHU!

Governo e Câmara Municipal investem na remodelação da relva do Estádio João Serra

Novo relvado sintético, num investimento superior a 32 mil contos, é inaugurado este domingo e marca o arranque da nova época desportiva em Santo Antão Norte

O Governo e a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santo Antão investiram cerca de 32 mil contos na renovação e substituição da relva sintética do Estádio João Serra, localizado na Ponta do Sol.

A inauguração da nova infraestrutura desportiva está marcada para este domingo, às 13 horas, seguindo-se de imediato a realização da edição 2026 da Taça da Região, competição que assinala oficialmente o início da nova época desportiva em Santo Antão Norte.

O jogo inaugural colocará frente a frente as equipas Foguetões e Solpontense, enquanto a segunda partida será disputada entre o Santo Crucifixo e o Beira Mar. A equipa Rosariense fica de fora desta jornada, numa temporada marcada ainda pela ausência do campeão em título, Paulense, bem como do Torriense.

Picos. Acidente de viação na descida da Babosa provoca danos materiais

Não se registaram feridos graves nem vítimas humanas

Um acidente de viação foi registado, este sábado, na descida da Babosa, nos Picos, Concelho de São Salvador do Mundo, Ilha de Santiago.

Segundo consta, o sinistro causou danos materiais nas viaturas envolvidas, mas não se registaram feridos graves nem vítimas humanas.

As circunstâncias do acidente ainda não foram oficialmente esclarecidas pelas autoridades.

Cabo Verde entre os países menos corruptos do mundo

Arquipélago ocupa a 31.ª posição num ranking liderado pela Dinamarca. Em África, apenas as Seychelles estão à frente do País

Cabo Verde integra o grupo restrito dos países menos corruptos do mundo, de acordo com o Índice de Perceção da Corrupção 2024, elaborado pela Transparência Internacional.

O Arquipélago ocupa a 31.ª posição no ranking global, liderado pela Dinamarca, seguida da Finlândia, Nova Zelândia, Noruega e Singapura, que completam o topo dos cinco países melhor classificados.

No contexto Africano, apenas as Ilhas Seychelles surgem à frente de Cabo Verde, ocupando a 22.ª posição a nível mundial.

Para efeito de comparação, a França aparece na 21.ª posição, enquanto Portugal surge no 35.º lugar do ranking.