Alemanha relata recorde de novos casos, com 236.120 contágios diários

O País regista ainda mais 164 vítimas mortais e um novo máximo na incidência a sete dias, com 1283,2 casos por 100 mil habitantes

Nas últimas 24 horas, a Alemanha contabilizou mais 236.120 casos e 164 mortes associadas à Covid-19, de acordo com os dados revelados pelo Instituto Robert Koch. O número de contágios supera o anterior recorde registado na quarta-feira, dia em que se somaram 208.498 novas infeções.

Em termos globais, o País reporta 10.422.764 contágios e 118.334 óbitos desde o início da pandemia.

Também a incidência a sete dias sofreu um aumento, situando-se, agora, nos 1283,2 casos por 100 mil habitantes – por si só também um novo máximo.

O RKI deu o número de pessoas recuperadas na manhã de quinta-feira como 7.869.200.

Embarcação com três pescadores desaparece no mar quando fazia travessia de Santiago para Boa Vista

“Patrícia” foi dada como desaparecida na segunda-feira, 31. Informação foi avançada pela Guarda Costeira

Uma embarcação de boca aberta de nome “Patrícia” com três pescadores a bordo está desaparecida, desde segunda-feira, 31, anunciou a Guarda Costeira, num comunicado.

De acordo coma mesma fonte, essa embarcação fazia a travessia entre as Ilhas de Santiago e Boa Vista, quando foi dada como desaparecida.

A Guarda Costeira disse que receberam uma chamada telefónica da Delegação da Ilha do Maio, na tarde de segunda-feira, a dar a conhecer o sucedido, sublinhando que a referida embarcação perder a sua propulsão durante a referida travessia.

De momento, foi colocado à disposição das buscas, o navio da Guarda Costeira NP Djéu, que se deslocou ao local indicado, mas até por volta das 17h30 não tiveram sucesso nas buscas. Contudo foram informados que a embarcação foi avistada por volta das 22:30 com destino a zona de Varandinha, na Ilha da Boa Vista, tendo alegadamente resolvido a falha no motor.

A Guarda Costeira indicou que as buscas continuam através do apoio das autoridades locais da ilha da Boa Vista e do Maio para confirmar a situação dos três pescadores.

 

Última hora. Adeptos assobiam nova derrota do Benfica

Equipa encarnada perdeu para o Gil Vicente e fica a 12 pontos do líder FC Porto, na Liga Portuguesa

O Sport Lisboa e Benfica continua em maré de má sorte. Esta quarta-feira, 2, encaixou nova derrota para a Liga, ante o Gil Vicente, por 1-2. O resultado motivou uma enorme assobiadela tanto a jogadores como a dirigentes encarnados, incluindo o Presidente Rui Costa.

Os adeptos do Benfica não esconderam o seu descontentamento no Estádio da Luz, com o clube praticamente arredado das contas do título.

O árbitro do jogo pode ter tido influência no resultado ao anular um golo ao Benfica, por volta do minuto 7.

Guiné-Bissau. Tentativa de assalto ao poder saldou em 11 mortos

Números são confirmados pelo Governo que garante ter recuperado a “autoridade total” em todo o território nacional

A tentativa de subverter a ordem constitucional na Guiné-Bissau, ocorrida ontem, saldou na morte de 11 pessoas, entre civis, militares e paramilitares. A informação é avançada, há instantes, pelo porta-voz do Governo, Fernando Vaz, numa coletiva à Imprensa, na Capital Bissau-guineense.

Entre os civis abatidos, estão, de entre outros, um motorista do Ministro da Defesa, um Inspetor-geral do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. Foram também mortos 2 seguranças do Presidente da República e um segurança do Primeiro-Ministro.

O Governo já lamentou estas perdas de vidas humanas, segundo Fernando Vaz “sacrificadas” em defesa da legalidade democrática no País. Eles foram “valentes heróis”, elogiou Vaz.

Nas suas declarações, o Ministro do Turismo que lamentou este “atentado” contra a democracia na Guiné-Bissau, revelou que as autoridades do País foram “subitamente surpreendidos” por um ataque “armado, violento e bárbaro” perpetrado por “pessoas desconhecidas” trajadas à paisana.

“O modo da força opressora revela claramente que o propósito do ataque era o assassinato de todas as autoridades presentes na reunião do Conselho de Ministros e a decapitação do Estado, com o assassinato do Presidente da República”, denunciou Vaz, que admite que por detrás desta tentativa abortada estarão “interesses inconfessáveis”.

Segundo o governante a “robustez” dos meios e munições usados pelos agressores demonstra que o atentado à ordem constitucional no País “foi planeado ao rigor, tendo contado com financiamento de setores com capacidade financeira para mobilização de meios logísticos e humanos”.

Fernando Vaz elogiou a “reação louvável” das forças de segurança e defesa nacional que “com prontidão, estoicismo e sentido de dever constitucional e republicano conseguiram abortar” uma “hedionda e maldita” tentativa de assassinato coletivo dos dirigentes do Estado.

Covid-19. Cabo Verde com mais 18 positivos e 52 recuperados, nesta quarta-feira, 2

País conta nesse momento com 319 casos ativos, 54.975 recuperados, 396 óbitos e 55.739 casos positivos acumulados

O Ministério da Saúde acaba de anunciar os dados de Covid-19, relativamente às últimas 24 horas.

De acordo com os mesmos, o País passa a contar com mais 18 casos positivos em 470 amostras analísadas, e 52 recuperados.

Os casos foram diagnosticasos na Praia 5, Santa Catarna de Santiago 2, Santa Cruz 1, São Filipe 1, Ribeira Grande de Santo Antão 1, São Vicente 6, e Ribeira Brava 2.

Relativamente aos casos recuperados, os dados indicam que o Município da Praia teve mais 11, Santa Catarina 6, São Salvador do Mundo 1, São Miguel 1, São Felipe 1, Santa Catarina de Fogo 3, Ribeira Grande de Santo Antão 2, Paúl 2, Porto Novo 1, São Vicente 4, Sal 11, Ribeira Brava 4, Tarrafal de São Nicolau 2 e Maio 3.

São Vicente. Emigrantes e agentes turísticos optimistas com retoma dos voos internacionais

CVA retoma amanhã voos internacional na rota Lisboa-São Vicente

Os emigrantes dizem-se satisfeitos com a retoma da Cabo Verde Airlines, CVA, das operações internacionais na rota Lisboa-Mindelo, agendada para amanhã, quinta-feira, 3.

De acordo com RCV, as agências de viagens e empresários, mostram-se esperançosos no impulso que a medida possa dar à tão almejada dinâmica turística esperada para a Ilha de São Vicente, depois da paralisação devido à pandemia da Covid-19.

Um mês depois da retoma dos voos internacionais na rota Lisboa-Praia, a CVA vai reiniciar as operações semanais na rota Lisboa-Mindelo, com o primeiro voo previsto para amanhã, 3.

Um emigrante ouvido pela rádio Pública, disse estar satisfeito, mas pediu mais empenho aos trabalhadores para que a companhia nacional possa reerguer-se.

Também as agências de viagens vêem com bons olhos a retoma dos voos internacionais da CVA para o Aeroporto Cesária Évora. Vitor Rocheteau, da Tropictour, acredita que a concorrência irá provocar uma baixa de preço, o que poderá aumentar o fluxo de passageiros.

Recorde-se que desde a suspensão dos voos da CVA para São Vicente, somente a TAP está a ligar Lisboa-São Vicente, com preços considerados exagerados.

Uma lufada de ar fresco. É assim que o empresário no ramo da hotelaria, Alexandre Novais, vê a retoma dos voos internacionais para a Ilha do Monte Cara. Uma necessidade premente para a dinâmica que se quer para o turismo, diz Novais.

 

Ziguezagues do Presidente da Câmara da Praia

A decisão, unilateral, do Presidente da Câmara Municipal da Praia para desmantelar o Mercado do Coco é um erro estratégico que contraria tudo o que são as regras elementares de racionalidade e de objetividade na gestão. É, também, mais um ato ilegal. Pois a decisão devia sair do coletivo da Câmara Municipal da Praia. O Presidente tem de compreender que não gere sozinho a Câmara, mas sim existe um coletivo, eleito para este efeito.

A obra teve (e tem) dificuldades, mas antes de qualquer decisão final devemos fazer a devida ponderação das diferentes hipóteses ou cenários que se têm em cima da mesa: designadamente, tentar concluir o processo em andamento ou reformulá-la e continuar.

Existe, sim, neste momento um processo em andamento orçamentado em 350 mil contos para terminar a obra, destes já foram executados 102 mil contos. Faltam cerca de 250 mil contos para se finalizar a obra.

Sem rumo e sem direção

Decidir pela destruição de todo o caminho até aqui construído é no mínimo irracional, irresponsável e vai lesar ainda mais os cofres do município.

Como disse anteriormente, existem compromissos e responsabilidades assumidos, nomeadamente, com o empreiteiro, com os financiadores e sobretudo com Praia capital de todos nós. Mas este tem sido a imagem da nova liderança da Câmara Municipal. (Estamos em quer que ele não é estulto e nem tão pouco está escaldado!) Para além do mercado do coco, várias outras obras que estavam em andamento, muitos executados a mais de 50%, foram teimosamente bloqueadas – não constam do orçamento da Câmara Municipal para 2022.

A título de exemplo destas obras temos: as drenagens de Tira-Chapéu; Calabaceira, Moinhos, Ponta d’Água e Safende (obras estruturantes que podiam mudar a face destas zonas); a pedonal do Paiol; o mercado do Paiol; a estrada de acesso a Jamaica; a pedonal da rua de tabanca que terminava no Djila; e o miradouro em ASA. Todas, obras em andamento, que estão bloqueadas sem rumo e sem direção.

Uma Visão

Voltando ao mercado do coco, convém revisitarmos os propósitos que levaram a anterior Câmara a tomar a decisão política de implantar um Mercado Central da Praia no antigo estádio do coco: como é do conhecimento de todos, Praia tem (de entre outros) dois problemas estruturantes: uma crescente demanda por venda ambulante; e o facto de o mercado do sucupira estar manifestamente ultrapassado e não reunir as mínimas condições de qualidade, dignidade e salubridade para os vendedores e para os clientes que ali vão.

A intenção era criar não só criar uma zona comercial que dignifique a Praia, qualificasse o espaço e desse uma nova dignidade as vendeiras e vendedores do Sucupira, mas também contribuir para um melhor ordenamento da cidade. O espaço foi pensado numa lógica multifuncional onde, para além dos espaços comerciais, tinha zonas de alimentação, parques de estacionamentos, parques infantis onde os feirantes podiam deixar os seus filhos, etc…

Não nos parece que estas necessidades deixaram de existir. Muito pelo contrário, hoje são ainda mais prementes. Praia precisa de um centro de comércio capaz de acolher, com qualidade e dignidade, a população do Sucupira, bem como toda a venda ambulante que prolifera pela cidade. A zona do Sucupira (que pode ser nobre) precisa de uma nova orientação, um novo charme e uma nova roupagem.

Foi nesta perspetiva que se viabilizou alguns investimentos nesta zona, nomeadamente no Centro Social 1º de Maio, o Centro Comercial que nasce perto do Sucupira, os investimentos no memorial Amílcar Cabral, o Templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, o espaço de diversão dentro do Parque 5 de Julho e, brevemente, o Liceu da Várzea e a construção da Embaixada dos EUA que tanto ruído causaram.

Existe também a necessidade de transferir o terminal de hiaces para perto da Jean Piaget e Achada São Filipe para descongestionar a baixa da cidade, tudo ações que seguramente trariam mais desenvolvimento à cidade da Praia. Existia uma visão de futuro para aquela zona porque houve um pensar grande e estratégico.

Em vez de resolver, atabalhoadamente, com esta decisão pensamos que vai se agravar ainda mais os problemas. Não vamos conseguir libertar sucupira para novas funcionalidades, muito menos estamos a criar condições para acolher a venda ambulante que prolifera exponencialmente pelas principais artérias da cidade, nem estamos a qualificar o ordenamento de aquela zona baixa da cidade.

Fakenews azedas

Relativamente ao valor investido na obra, existe uma falácia que temos de desmontar: o PAICV de forma mentirosa tem comunicado que já se gastou mais do que 1 milhão de contos nesta obra. Uma grande falsidade. Já se investiu no mercado de coco perto de 450 mil contos. O fakenews “azedas” bem à moda do PAICV tenta transformar valores dos sucessivos projetos contratualizado em valores investidos.

JMN alerta para instabilidade na África Ocidental

Em 18 meses a região da África Ocidental já assistiu três golpes de Estado, no Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, e uma tentativa de golpe registado ontem na Guiné-Bissau

O Presidente da República, José Maria Neves, alertou hoje para a instabilidade na África Ocidental e pediu soluções à CEDEAO, após três golpes de Estado em 18 meses e uma tentativa falhada na terça-feira na Guiné-Bissau.

“Preocupa-nos a instabilidade que se verifica na região. Em 18 meses tivemos três golpes de Estado e uma tentativa falhada, mas que não deixa de mostrar instabilidade, insegurança e tentativa de fragilização, ainda mais, das instituições democráticas”, começou por dizer o chefe de Estado, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, reproduzidas pela Agência Lusa.

Para o chefe de Estado, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental deve avaliar “com profundidade” as causas dessa instabilidade na região e procurar soluções que levam à maior segurança, maior estabilidade e consolidação democrática. “Evitando assim mais golpes ou tentativas de golpes de Estado que poderão levar à deterioração da nossa comunidade e da democracia e à crise da política na nossa região”, afirmou, lembrando que a África Ocidental ainda tem outros desafios, como o terrorismo e o narcotráfico, que entendeu devem ser considerados.

“E também, globalmente, a melhoria da governança para que haja políticas públicas consistentes, orientadas para a solução dos problemas das pessoas, para o desenvolvimento sustentável da nossa região e se garantir a paz, a tranquilidade, em toda a região e em todo o Continente Africano”, completou.

De realçar que em 18 meses a região da África Ocidental já assistiu três golpes de Estado, no Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, e uma tentativa de golpe registado ontem na Guiné-Bissau.

 

Lourenço Lopes visita Ilha do Fogo

Esta visita enquadra-se o âmbito do lançamento do Fogo Business a ter lugar na próxima sexta-feira, 4

O Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro desloca-se esta quinta-feira, 3, à Ilha do Fogo, onde irá cumprir uma visita de dois dias.

De acordo com informações do Gabinete de comunicação e Imagem do Governo, remetidas ao OPAÍS.cv, essa visita de Lourenço Lopes enquadra-se no âmbito da cerimónia de lançamento do Fogo Business – Jornal de Negócios, a ter lugar na sexta-feira, 4 de fevereiro, num dos hotéis em São Filipe.

Durante a sua deslocação, o Secretário de Estado aproveita para cumprir visitas de cortesia aos Presidentes das Câmaras Municipais dos Mosteiros e Santa Catarina, encontro com o Presidente da Câmara Municipal de São Filipe, no âmbito da apresentação do programa comemorativo dos 100 anos da Cidade de São Filipe e algumas visitas aos Órgãos de Comunicação Social.

Guiné-Bissau. Golpistas queriam matar o Presidente, o Primeiro-Ministro e os Ministros

Afirmação é de Umaro Sissoco Embaló, precisando que Guiné-Bissau está de luto pelo que ocorreu ontem, no País

O Presidente Guineense disse ontem que o País está de luto porque “alguns valentes filhos” tombaram “por causa da ambição de duas ou três pessoas, que entendem que o País não tem direito a viver em paz”.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse ainda que as pessoas que atacaram o Palácio do Governo, enquanto decorria a reunião de Conselho de Ministros, queriam matar o Presidente, o Primeiro-Ministro e os Ministros.

“Eles não queriam apenas dar um golpe de Estado, queriam matar o Presidente da República, o Primeiro-Ministro e os Ministros”, afirmou Umaro Sissoco Embaló, na Presidência da República, em Bissau, depois de uma declaração à imprensa, seguida de perguntas.

“Custava-me acreditar que um dia poderíamos chegar a este ponto. Ou que os filhos da Guiné poderiam voltar a perpetrar outro ato de violência. Nem podem imaginar este ato de violência. Preferiria que as pessoas me atacassem pessoalmente”, lamentou.

Nas declarações aos Jornalistas, Umaro Sissoco Embaló salientou que não nasceu para ser “eternamente Presidente” e que está no lugar pela “confiança da maioria do povo Guineense”, por isso apelou à comunidade internacional a continuar a apoiar a Guiné-Bissau porque “este povo precisa”, disse.