Morreu o homem mais velho do mundo

Saturnino de la Fuente morreu a menos de um mês de completar 113 anos. Nasceu durante o reinado de Afonso XIII, viveu o período da ditadura de Primo de Rivera, viveu a Segunda República e a Guerra Civil

O homem mais velho do mundo desde setembro de 2021, Saturnino de la Fuente, morreu terça-feira na sua residência na província Espanhola de Leão, a menos de um mês de completar 113 anos, informaram fontes familiares à agência EFE.

Saturnino de la Fuente completaria mais um aniversário em 12 de fevereiro.

De acordo com o genro, Bernardo Marcos, De la Fuente morreu “cerca das 11 da manhã, logo após o pequeno-almoço, quando começou a respirar com intensidade e em poucos se apagou como uma vela”.

O Espanhol recebeu em 10 de setembro de 2021, aos 112 anos e 211 dias, o reconhecimento do Guinness World Records como o homem mais velho do mundo, depois de o Porto-riquenho Emilio Flores ter morrido alguns dias antes com a mesma idade.

Covid-19. Cabo Verde com 2 mortes e 254 casos, nesta quarta-feira,19

Boletim epidemiológico indica ainda que foram reportados mais 298 recuperados

Cabo Verde registou nesta quarta-feira, 19, mais duas mortes provocadas pela pandemia da Covid-19, nomeadamente, em São Lourenço dos Órgãos e na Praia.

Os dados de hoje, indicam ainda que mais 254 novos casos positivos foram registados em 1.351 amostras analisadas, e 298 recuperados.

Os casos foram diagnosticados na Ilha de Santiago, 98, sendo 76 na Praia, Fogo, 12, Brava, 6, Santo Antão, 19, São Vicente, 84, Sal, 19, São Nicolau, 9, Boa Vista, 3 e Maio, 4.

Quanto aos recuperados, Praia teve 88, Santa Catarina 4, São Salvador do Mundo 3, Tarrafal 1, São Miguel 5, Santa Cruz 5, São Lourenço dos Órgãos 4, São Filipe 4, Santa Catarina do Fogo 2, Brava 4, Ribeira Grande de Santo Antão 18, Paul 2, Porto Novo 10, São Vicente 53, Sal 47, Ribeira Brava 26, Tarrafal de São Nicolau 5, Boa Vista 15 e Maio 2.

O País passa a contabilizar 2.066 casos ativos 52.406 casos recuperados, 380 óbitos, 30 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 54.891 casos positivos acumulados.

Detalhes do plano de retoma económica serão anunciados nos próximos dias

Garantia é do vice Primeiro-Ministro. Olavo Correia que cumpre uma “intensa” agenda de trabalho na Ilha de São Vicente esteve hoje a auscultar as questões que preocupam o setor privado da região norte do País e de Cabo Verde no geral

O vice Primeiro-Ministro, Olavo Correia, garantiu hoje, em São Vicente, que os detalhes do plano de retoma económica serão anunciados nos próximos dias, mas antes, de acordo com o governante, é preciso ouvir e auscultar a opinião das Câmaras de Comércio na linha do que são as expetativas das empresas.

De acordo com Olavo Correia, é nesse sentido que esteve hoje reunido com a Câmara de Comércio de Barlavento, com objetivo de auscultar as questões que preocupam o setor privado da região norte do País e de Cabo Verde no geral.

“As Câmaras do Comércio têm sido parceiras por excelência do Governo, por isso esse diálogo é muito importante nesta fase, para que possamos, nos próximos dias, poder apresentar ao País o Plano”, precisou.

O referido plano, continuou o vice-PM, vai possibilitar que as empresas continuem a investir e a operar, com confiança em Cabo Verde. “Temos tido um quadro de diálogo profícuo com a Câmara de Comércio de Barlavento e vamos, neste novo contexto de novos desafios, aprimorar esse quadro para pormos em marcha, no mais curto espaço de tempo possível, o Plano de retoma”, vincou.

Conforme disse Olavo Correia, o Governo quer que o plano seja um instrumento do País, neste contexto difícil da pandemia, onde as empresas precisam de um grande suporte do Executivo, mas também usando da sua própria criatividade para que se possa contornar os desafios e continuar com os investimentos que são “fundamentais” para promover a dinâmica do desenvolvimento de Cabo Verde.

 

Terminal de Cruzeiro. Governo está a cumprir um compromisso importante com São Vicente

Observação é do Primeiro-Ministro, que presidiu o lançamento da referida obra, precisando que se trata da realização de uma das principais vocações de São Vicente

O Primeiro-Ministro lançou hoje as obras de Terminal de Cruzeiro de São Vicente, um momento que marca uma nova virada para a Ilha. Durante a cerimónia, Ulisses Correia e Silva disse que o Governo está a cumprir um compromisso “importante” para a Ilha, assumindo ainda se tratar da realização de uma das principais vocações de São Vicente.

“Hoje é um dia importante para São Vicente e nós estamos a cumprir um compromisso importante com a Ilha, a realizar uma das suas principais vocações porque São Vicente é uma Ilha com uma tradição e vocação secular no domínio do mar, dos transportes marítimos e a ligação com a sua economia”, precisou em declarações reproduzidas pela Agência Inforpress.

São Vicente, na opinião do PM, é uma Ilha com uma tradição e vocação secular no domínio do mar e dos transportes marítimos, defendendo que com o lançamento dessa obra, financiada em mais de 2,6 milhões de contos, está-se a realizar um percurso que “bebe na história” e também mostra o  “espírito  de fazer subir” a Ilha.

“Agora estamos numa fase em que temos que subir. Fazer São Vicente acreditar e ser um elemento importante do processo de desenvolvimento do País, fazer investimentos que sejam assertivos e que façam  com que a economia seja de facto um fator que  modere as condições de funcionamento e de desenvolvimento da Ilha em termos do impulsionamento do emprego, do crescimento e  da redução da pobreza”, acrescentou.

Esse empreendimento é “importante” para a Ilha de São Vicente e para o País, tendo em conta o seu impacto no sentido de posicionar São Vicente como o destino turístico de referência no País, na região Africana e no Atlântico médio.

A obra, lançada hoje, tem um prazo de 22 meses para a sua execução.

Covid-19. Portugal regista mais 52.549 casos e 33 mortes

Nas últimas 24 horas, o País contabilizou ainda mais 28.825 recuperados da doença

Portugal soma esta quarta-feira mais 52.549 casos e mais 33 mortes relacionadas com a Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo os dados publicados pela Direção-Geral de Saúde.

Com o boletim desta terça-feira, o País ultrapassa a marca dos dois milhões de casos (2.003.169) e chega às 19.413 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia.

O número de internados voltou a aumentar, mas o aumento foi ligeiro. Estão agora internadas 1959 pessoas, mais quatro em relação ao dia anterior. Dessas, 153 estão em cuidados intensivos (menos sete do que na terça-feira).

Recuperaram da doença mais 28.825 pessoas desde terça-feira, aumentando assim o número de recuperados para 1.627.279. Há, assim, mais 23.691 casos ativos no País.

Robinho condenado a nove anos de prisão por violação sexual

Justiça Italiana recusou o recurso apresentado pelo internacional Brasileiro

OTribunal de Cassação de Roma, a última instância da justiça Italiana, condenou, esta quarta-feira, Robinho e o amigo, Ricardo Falco, a nove anos de prisão por violação sexual de grupo, segundo adianta o portal Brasileiro Globoesporte.

A equipa de defesa do internacional Brasileiro de 37 anos apresentou, ao início da manhã, o recurso à decisão inicial, que acabou por ser rejeitado, sendo que, acrescenta a mesma publicação, a sentença final será emitida no prazo de 30 dias.

Ainda assim, quer o antigo avançado do Real Madrid (que se encontra livre de contrato desde outubro de 2020, quando começou a ser julgado neste caso e rescindiu com o Santos), quer Ricardo Falco, não poderão ser extraditados para Itália.

Isto porque, não só a Constituição Brasileira não permite a extradição de cidadãos nacionais, como também o tratado de cooperação judicial assinado com Itália, em 1989, não prevê que as penas aplicadas num País sejam cumpridas noutro.

Em causa, recorde-se, está um episódio que teve lugar na madrugada 22 de janeiro de 2013, quando Robinho, à altura jogador do AC Milan, e outras cinco pessoas terão participado na violação sexual de uma mulher de origem albanesa, no Sio Café, em Milão.

De todos os envolvidos, apenas o jogador e Ricardo Falco acabaram por ser acusados, uma vez que os restantes deixaram Itália durante o período da investigação.

Com Notícias ao Minuto

Jovem de 26 anos “dribla” desemprego com venda de gelados

Élvio Freire, natural da Ilha do Maio, deslocou-se à Capital do País para juntar os poucos que consegue para preparar a chegada do seu filho que está prestes a nascer

Élvio Freire, conhecido hoje por “mucin de gelado”, de 26 anos, natural da Ilha do Maio, tem na venda de gelados o seu ganha pão.

Este jovem, contou ao OPAÍS.cv, que teve de deixar a sua Ilha para se fixar na Cidade da Praia, em busca de melhores oportunidades, e segundo disse encontrou, porque hoje é vendedor assíduo nas zonas de Bela Vista, Palmarejo, Sucupira, Achada Santo António e Tirá Chapéu.

Antes, conforme avançou, trabalhava numa das empresas de construção, na Ilha do Maio, mas por motivos pessoais teve de deixar aquele trabalho.

Desempregado, viu um anúncio no Facebook, em que uma empresa procurava vendedor de gelados, na Cidade da Praia, e não pensou duas vezes. candidadou-se de imediato.

“Estava desempregado e com um filho a caminho, vi um anúncio e como já tenho experiência, porque já vendi peixe e também tenho formação de atendimento ao cliente, candidatei-me de imediato”, revelou, realçando ainda que, estava em seus planos deslocar-se à Ilha de Santiago para procurar trabalho, com a contratação para vender gelados antecipou a viagem.

Élvio mora na zona de Achado Santo António, com o pai, todos os dias faz a trajetória para Terra Branca, em busca dos gelados para vender. “Já tenho os meus clientes fixos que compram de seis ou mais gelados por dia, em média vendo 46 a 100 gelados por dia”, contou orgulhoso, revelando ainda que está a poupar o que ganha para poder preparar a vinda do seu filho que está prestes a nascer.

Élvio frisou ainda que por razões de segurança não vende em algumas zonas. Teme mesmo ser assaltado e ficar sem a sua carteira e mala de gelados.

Aos jovens desempregados, Élvio deixou uma mensagem de confiança e de não escolherem um trabalho. “Trabalho tem. Há várias formas de driblar o desemprego nesse tempo de pandemia que complica um pouco, mas temos que ir em busca do sustento”, sublinhou, indicado que também vende peixe, frutas e verduras, tudo para poder arrecadar algum dinheiro de forma honesta.

“Mucin de gelado”, como é chamado, faz entregas a domicílio e para quem quiser os seus produtos é só entrar em contato pelos números 597 2657 e 988 3291.

AIE revê em alta procura de petróleo em 2021 e em 2022

Isto significa que a procura em 2021 será de 96,4 milhões de barris por dia, mais 5,5 milhões do que em 2020, e em 2022 aumentará mais 3,3 milhões para 99,7 milhões de barris por dia

A AIE reviu em alta de 200.000 barris por dia as estimativas da procura de petróleo em 2021, tendo em conta os números elevados do último trimestre, e prevê que o consumo em 2022 seja consideravelmente superior ao estimado.

No relatório mensal sobre o mercado petrolífero publicado hoje, a Agência Internacional de Energia, AIE, observa que entre outubro e dezembro o mundo absorveu 99 milhões de barris por dia, ou seja, mais 1,1 milhões do que no trimestre anterior e mais 345.000 do que os seus peritos tinham estimado em dezembro.

Estes números, explica, mostram que as medidas postas em prática pelos governos devido à explosão de contágios da variante Ómicron foram menos restritivas do que em vagas anteriores e o seu impacto na atividade económica e na procura de petróleo bruto “relativamente contido”.

Por este motivo, a AIE corrigiu as suas projeções em alta, em mais 200.000 barris por dia, tanto para o ano passado como para este ano.

Uma mudança notável que justifica com o argumento de que a incerteza nas previsões tem aumentado com as sucessivas vagas da Covid-19, mutações de vírus, ruturas na cadeia de fornecimento e problemas na recolha de dados.

Isto significa que a procura em 2021 será de 96,4 milhões de barris por dia, mais 5,5 milhões do que em 2020, e em 2022 aumentará mais 3,3 milhões para 99,7 milhões de barris por dia.

A correção significativa dos dados da procura por parte da agência, que reúne os principais países consumidores membros da OCDE, surge depois dos preços do petróleo terem subido desde o início deste ano para níveis máximos desde 2014.

Voos domésticos movimentaram mais de 18 mil passageiros em dezembro de 2021

Este movimento compara com os 9.317 passageiros em dezembro de 2020, e com os quase 16.500 já em novembro de 2021

Os voos domésticos em Cabo Verde movimentaram mais de 18.000 passageiros em dezembro, em máximos de 2021.

Segundo os dados da Agência de Aviação Civil, compilados hoje pela Agência Lusa, em dezembro foi registado um movimento global de 36.073 passageiros em voos domésticos, em embarques e desembarques, nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos do País.

Como cada passageiro é contado no embarque e no desembarque (aeroportos diferentes), trata-se de um movimento equivalente a 18.036 passageiros em voos domésticos.

Este movimento compara com os 9.317 passageiros em dezembro de 2020, período ainda afetado pelas restrições impostas devido à pandemia, e com os quase 16.500 já em novembro de 2021.

Estes voos eram operados desde 17 de maio de 2021 apenas pela Angolana BestFly, em regime de concessão emergencial de seis meses atribuída pelo Governo. Desde 24 de outubro que a BestFly opera apenas com a Transportes Interilhas de Cabo Verde, terminando o regime de concessão emergencial.

Desde o início da pandemia, o movimento mensal mais elevado registou-se em agosto passado, com 18.233 passageiros transportados nas ligações domésticas, semelhante ao movimento registado em dezembro.

Apesar de continuar a evidenciar a recuperação do movimento aéreo – e da procura turística -, o total de passageiros transportados em dezembro passado (18.036) está ainda longe dos mais de 35.700 transportados em dezembro de 2019, antes dos efeitos da Covid-19.

O movimento de dezembro de 2021 contabilizou ainda mais de 350 voos domésticos, contra os cerca de 215 no mesmo mês de 2020 e os quase 800 no último mês de 2019.

PM defende diplomacia inteligente, audaz e capaz de responder aos desafios

Ulisses Correia e Silva falava durante o encerramento da primeira Conferência Anual sobre Política Externa, na Cidade da Praia

O Primeiro-Ministro reconheceu ontem o “importante papel” da diplomacia, sobretudo em tempos de pandemia da Covid-19, e defendeu que deve ser inteligente, audaz e capaz de dar respostas aos desafios de desenvolvimento do País.

“Gostaria de salientar os esforços e os ganhos já obtidos com a nossa diplomacia. O contexto que vivemos requer uma diplomacia inteligente, audaz e capaz de dar respostas aos desafios de desenvolvimento do País”, defendeu o Primeiro-Ministro, no encerramento da primeira Conferência Anual sobre Política Externa, na Cidade da Praia.

Na sua intervenção, o Chefe do Governo lembrou que Cabo Verde foi dos países mais afetados economicamente pela pandemia da Covid-19, mas já vislumbra “sinais de retoma”, num ano ainda marcado por incertezas e de transição.

Neste quadro, reafirmou que o País deve dar “especial atenção” ao alívio da dívida e ao financiamento climático, e voltou a pedir “foco” numa atenção especial aos pequenos Estados insulares e em desenvolvimento.

“As dimensões económicas, sociais e ambientais para o aumento da resiliência e o alcançar dos ODS através de transformações estruturais, devem ter respaldo na nossa diplomacia de cooperação, de parceria para o desenvolvimento e económica”, salientou Ulisses Correia e Silva.

Defendendo o multilateralismo, o Primeiro-Ministro sublinhou que a segurança é outro “ativo de alto valor” para Cabo Verde, tal como a Diáspora, defendendo uma maior proximidade, assertividade e sentido de estratégico nas relações com as comunidades emigradas. “É importante para a atração de competências e de investimentos, alargamento do mercado interno e para a notoriedade do País”, sustentou.

Organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, a primeira Conferência Anual da Política Externa, CAPE, foi instituída pelo Governo para discutir questões pertinentes à política externa e à diplomacia do País.

Entre as conclusões apresentadas pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryam Vieira, está a mobilização de recursos, defesa do multilateralismo, integração do País em grupos regionais e internacionais e um apelo para uma “atenção especial” aos pequenos Estados insulares. Também recomendou uma diplomacia voltada para a ciência, conhecimento, academia, além da vertente económica e política, e uma aposta na diáspora, com a secretária de Estado a anunciar a criação de uma base de dados com associações na diáspora e mais aposta nos recursos humanos.

Na sua intervenção final, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Figueiredo Soares, disse que a CAPE cumpre com os objetivos preconizados e anunciou para breve a criação de um Instituto Diplomático, como lugar e instrumento para recolha e recuperação da memória do ministério e do património construído pela política externa Cabo-verdiana.