Governo quer digitalizar sistema de ensino em Cabo Verde

Esta é uma das grandes prioridades do Executivo, indicou o PM que fala na reforma da educação, desde o básico até ao superior

O Primeiro-Ministro disse hoje, no Parlamento, que o Governo quer digitalizar todo o sistema de ensino em Cabo Verde, sublinhando ser esta uma das grandes prioridades do seu Executivo.

“A alfabetização digital e a reconversão digital do sistema de ensino são por isso prioridades absolutas para este Governo. A reforma da Educação – do básico ao superior – tem que estar alicerçada na reconversão digital, no sistema educativo, nas dimensões curricular, métodos e tecnologias de ensino/aprendizagem, competências na língua Inglesa e no fomento da ciência, tecnologia e investigação”, disse.

Ulisses Correia e Silva que falava durante a abertura do debate sobre a “Transformação Digital e a Economia Digital em Cabo Verde”, precisou ainda que apesar de o País ter uma das taxas de alfabetização e de escolarização das mais elevadas de África, nos dias de hoje só isso não é suficiente. “Nesta aldeia global o conceito de alfabetização já está a ser redefinido e Cabo Verde deve liderar o novo conceito na sua região”, vincou.

Num País arquipelágico como Cabo Verde, disse o governante, o digital é um instrumento para fazer chegar o ensino superior a todas as Ilhas, criando ofertas de proximidade e reduzindo as assimetrias regionais. “É o que irá acontecer com a implementação do projeto de ensino superior no Fogo e em Santo Antão no próximo ano, que irão utilizar sistemas híbridos com forte suporte digital”, sustentou, indicando ainda que milhares de jovens beneficiam de programas de desenvolvimento de competências digitais através da formação, estágios profissionais formação, participação em eventos tecnológicos internacionais.

Cabo Verde é uma referência nas TIC, quer na região Africana, quer a nível internacional

Posição é do Chefe do Governo, que discursava no Parlamento, no âmbito do debate sobre a “Transformação Digital e Economia Digital em Cabo Verde”, sublinhando que vários são os indicadores que sustentam a sua afirmação

O Parlamento encontra-se reunido para o debate mensal com o Primeiro-Ministro, cujo tema escolhido foi a “Transformação Digital e a Economia Digital em Cabo Verde”.

Ao introduzir o debate, Ulisses Correia e Silva disse que Cabo Verde é uma referência nas TIC na região Africana, como também a nível internacional, indicando que há vários indicadores que justificam a sua posição.

Conforme disse, estes resultados são frutos da “boa governança”, de políticas públicas e empresariais e de investimentos no capital humano, na organização e nas telecomunicações e na Internet. Contudo, precisou que ainda há desafios pela frente que precisam ser ultrapassados. “Somos agora estimulados a abraçar um novo desafio: assumir a transformação digital como um acelerador do desenvolvimento sustentável do País. Numa abordagem integrada e holística que abrange: a reconversão digital do sistema educativo e de formação; políticas de info-inclusão e de coesão territorial; a consolidação e o aprofundamento de um ecossistema favorável ao investimento e ao empreendedorismo digital; o desenvolvimento do mercado, de infraestruturas de telecomunicações, de Internet e de conectividades”, precisou.

Ainda, conforme disse, trabalho estão sendo feitos numa abordagem integrada e holística para posicionar Cabo Verde como um Hub Digital em África com capacidade de atrair investidores de referência, atrair nómadas digitais, exportar bens e serviços, criar oportunidades de empreendedorismo e de emprego qualificado para os jovens e potenciar a centralidade da diáspora.

Melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços públicos num País arquipelágico e aberto ao mundo ao nível dos serviços de administração pública, da educação, da saúde, da energia, dos transportes, da segurança, da Justiça, da informação e comunicação, de cidades inteligentes são outros desafios alcançáveis do País.

O Governo, precisou ainda o PM, quer melhorar o ambiente de negócios, a eficiência e a qualidade dos produtos e serviços empresariais no turismo, no comércio, na indústria, na agricultura inteligente, nos serviços financeiros, nas indústrias criativas e de entretenimento e lazer, tudo isso com o Digital.

Rúben Semedo vai chegar por empréstimo ao FC Porto

Dragões pagam 250 mil Euros pela cedência do jogador, faltando apenas definir a opção de compra

O FC Porto está a um passo de fechar a contratação de Rúben Semedo, e aumentar, assim, para cinco o número de defesas-centrais à disposição de Sérgio Conceição, cumprindo um desejo do técnico do FC Porto.

Segundo escreve esta sexta-feira o jornal O Jogo, o negócio está muito bem encaminhado para ser selado pelos azuis e brancos. O clube portista vai pagar 250 mil euros pela contratação a título de empréstimo do jogador do Olumpiacos, faltando apenas definir o valor da cláusula de opção de compra, que poderá ser ativada no final da presente temporada desportiva.

O internacional Português já deu a luz verde para a mudança para os azuis e brancos, mas os dois clubes continuam sem chegar a um acordo sobre o valor dos direitos económicos do jogador, de 27 anos, com os Gregos a tentarem puxar ao máximo essa cláusula de opção de compra e o FC Porto a fazer o inverso. O acordo deverá ser selado entre os cinco e os seis milhões de Euros.

Recorde-se que, nas últimas horas, o Olympiacos anunciou a contratação de Kostas Manolas, que regressa ao clube Grego depois de rumar a Itália, e foi recebido em festa pelos adeptos helénicos.

Com NM

Rapariga gritava para “grupo de quatro rapazes de cor” ir embora

Advogado de defesa surpreende, durante o julgamento, apresentando testemunha ocular que nunca tinha sido ouvida no caso Giovani. Morador diz que não viu ninguém a ser espancado no chão, nem paus, soqueiras ou outros objetos

Um morador na rua onde ocorreram os confrontos, na madrugada de 21 de dezembro de 2019, foi hoje a tribunal dizer que tem “conhecimento visual do que aconteceu” e que não viu ninguém a ser espancado no chão, nem paus, soqueiras ou outros objetos.

A testemunha Humberto Rocha contou que os cenários de confusão “são mais que usuais, são o dia-a-dia”, nesta zona da cidade de Bragança, com concentração de espaços de diversão, e que noutras situações que presenciou “de gravidade grande, “de imediato” ligou para a Polícia.

Não lhe pareceu o caso na madrugada dos confrontos que a acusação diz que levaram à morte do jovem cabo-verdiano de 21 anos, que tinha chegado há pouco tempo a Bragança para estudar no politécnico.

A testemunha disse que foi à varanda e viu “um grupo de quatro rapazes de cor” e “outro grupo de quatro rapazes e duas ou três raparigas brancos”, sendo que principalmente uma das raparigas gritava para os cabo-verdianos irem embora dali.

Segundo o relato, “dois dos rapazes de cor começaram a subir a rua e um dos outros dois tentava levar o mais encorpado pela rua acima”, enquanto este último “ia olhando para trás numa atitude desafiadora ia dizendo: “mano a mano” para o grupo de brancos que ficou ao fundo da rua.

A testemunha contou que se seguiu depois “grande confusão” no cimo da rua entre os cabo-verdianos e mais três portugueses, que não conseguiu perceber de onde chegaram.

“Lembro-me de os ver todos embrulhados e de andarem ao estalo, murros e pontapés”, afirmou, garantindo que “estavam todos de pé” e que não viu “pau nem objetos metálicos” na contenda.

A testemunha afirmou que “foi tudo muito rápido” e que “os rapazes negros fugiram a correr e os brancos seguiram-nos” pelo bairro de Santa Isabel.

Nessa altura, continuou, o grupo de rapazes e raparigas que permaneceu ao fundo da rua começou a subir a mesma e seguiu na direção dos restantes.

Humberto Rocha disse que só associou este episódio à morte de Luís Giovani mais tarde, quando soube que um dos suspeitos de crime de homicídio detidos era um conhecido, que na noite dos incidentes reconheceu por ter um problema de saúde num braço.

A testemunha disse ter contactado a família para se disponibilizar a contar o que viu e que tentou fazer o mesmo junto das autoridades, mas que lhe disseram que não podia ser ouvido.

“Apareci quando o tribunal me notificou”, respondeu à pergunta de só agora, na reta final do julgamento ter surgido como testemunha.

O advogado Américo Pereira explicou à Lusa que quando a defesa teve conhecimento de que esta testemunha poderia ser conhecedora de factos foi numa fase em que processualmente já não era possível ser inquirida porque já tinha saído a acusação do Ministério Público.

A defesa deste arguido decidiu arrolá-la no julgamento e considerou que foi “esclarecedora, credível e objetiva” e que “vai ao encontro do conjunto da prova produzida e principalmente corrobora a prova chamada técnica-científica”.

“Os pareceres técnicos e os peritos que foram ouvidos foram absolutamente contundentes em afirmar que o que está na acusação não pode ter acontecido. O que esta testemunha veio dizer foi exatamente isso”, declarou.

O Ministério Público acusou sete homens de Bragança de homicídio qualificado, considerando que o ferimento na cabeça que levou à morte do cabo-verdiano resultou de ter sido “brutalmente agredido a murro, pontapé, com paus e soqueiras” em grupo e mesmo depois de prostrado no chão.

A acusação entende que as agressões ocorreram na rua que sobe da av. Sá Carneiro para o bairro Santa Isabel e que terão sido desencadeadas por uma escaramuça entre cabo-verdianos e portugueses num bar das redondezas.

Luís Giovani morreu a 31 de dezembro de 2019, dez dias depois de ter sido encontrado sozinho caído no chão e inconsciente, a centenas de metros do local dos incidentes.

Peritos, o médico da urgência que assistiu a vítima e o relatório da autópsia descrevem apenas um ferimento, um traumatismo cranioencefálico que a própria autópsia deixa em aberto se foi homicida ou acidental.

O julgamento prossegue a 14 de fevereiro com o início das alegações finais.

com CM

Cabo Verde com mais 14 casos de Covid-19

Há, entretanto, mais 8 recuperados, nesta quinta-feira, 16

Cabo Verde registou nesta quinta-feira, 16, mais 14 casos positivos de Covid-19, em 563 amostras analisadas, e 8 recuperados, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.

Os casos foram notificados na Ilha de Santiago, 3, Santo Antão, 5, São Vicente, 1, Sal, 2, São Nicolau, 2 e Maio, 1.

Já os recuperados foram reportados na Praia, 1, São Filipe, 1, São Vicente, 1, Tarrafal de São Nicolau, 1 e Sal, 4.

Desde o início da pandemia, o País já registou 38.092 recuperados e 351 óbitos em 38.541 casos positivos acumulados.

Há ainda a registar mais 73 casos ativos.

São Vicente. Homem de 63 anos detido na pose de arma de fogo

Trata-se de uma pistola de calibre 6,36mms contendo no seu carregador quatro munições do mesmo calibre

Um homem de 63 anos de idade foi detido em flagrante, esta quarta-feira, 15, pela Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público por posse ilegal de arma de fogo.

Segundo um comunicado da PJ remetido ao OPAÍS.cv, o indivíduo residente em Cruz João Évora, tinha na sua posse uma pistola de calibre 6.35mms, contendo no seu carregador quatro munições do mesmo calibre.

Presente ao Tribunal da Comarca de São Vicente, para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação pessoal, foi-lhe aplicado apresentação periódica.

Covid-19. Agência Europeia do Medicamento admite uso de tratamento oral

Estes devem ser usado em tratamento de pessoas que não estão ventiladas e que estejam em risco de desenvolver doença grave

A Agência Europeia do Medicamento aprovou hoje a possibilidade de o medicamento para a Covid-19 Paxlovid, da farmacêutica Pfizer, ser usado em tratamento de pessoas que não estão ventiladas e que estejam em risco de desenvolver doença grave.

A agência salienta que o medicamento “ainda não tem autorização de uso na União Europeia”(UE), mas admite que as autoridades nacionais poderão autorizar o uso daquele fármaco oral, de preferência “o mais cedo possível após o diagnóstico, até cinco dias depois do início dos sintomas”.

“As autoridades nacionais poderão decidir sobre a possibilidade de uso do medicamento antes da autorização de introdução no mercado, por exemplo em situações de uso de emergência”, refere a agência, apontando “as taxas crescentes de infeção [pelo coronavírus SARS-CoV-2] e mortes com covid-19” na UE.

Covid-19. Hoje é um dia importante no processo de vacinação em Cabo Verde

Consideração é do Primeiro-Ministro, que falava do arranque da imunização de adolescentes dos 12 a 17 anos, que aconteceu hoje

O Primeiro-Ministro disse esta manhã que “hoje é um dia importante” no processo de vacinação contra a Covid-19, em Cabo Verde, porque iniciou-se a imunização dos adolescentes dos 12 a 17 anos.

Segundo Ulisses Correia e Silva, que presidiu o ato de lançamento da campanha, esta manhã, no Liceu Domingos Ramos, na Cidade da Praia, “isto significa que vamos estar muito mais protegidos”.

No total, são mais de 49 mil adolescentes que andam nas escolas que vão ser contemplados com as vacinas da Pfizer, doadas pelos Estados Unidos de América. Entretanto, a nível nacional são cerca de 60 mil pessoas nessa faixa etária e o Governo estabeleceu como meta imunizar até final de janeiro de 2022 pelo menos 70% do total com essa vacina, cujo intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 21 dias.

“Esperamos que dentro de pouco tempo possamos ter a totalidade das crianças, adolescentes e jovens dos 12 aos 17 anos vacinados”, vincou, sublinhando ser importante a vacinação dos adolescentes porque têm pais, avôs e alguns idosos em casa, e ao estarem imunizados todos estarão mais protegidos.

O Chefe do Governo voltou a apelar à vacinação, principalmente nessa época festiva, sublinhando que “o vírus circula e nós estamos integradas no mundo, onde há a mobilidade e este combate só será ganho quando o mundo ganhar este combate, em termos de pandemia”.

Este Natal, prosseguiu, vai ser um bocadinho diferente do Natal de 2020, mas, segundo disse “temos de ter os cuidados necessários para podermos passar para o próximo ano em boas condições”, considerou, apelando aos promotores de eventos a exigir o certificado de vacinação ou teste negativo à Covid-19, na entrada às atividades.

Novo avião da TICV chega ao País na próxima semana

Informação foi avançada pelo Ministro do Turismo e Transportes, que falava hoje no Parlamento

O Ministro Carlos Santos garantiu hoje que o segundo avião da TICV chega ao País já na próxima semana para a ligação interilhas.

“Há um avião que vai chegar ainda durante a próxima semana para dar garantia daquilo que está escrito no contrato de concessão”, precisou o Ministro durante o debate parlamentar.

O governante adiantou ainda que neste momento a TICV, que é operador nacional, está a fazer os voos e por isso cessaram as operações da BestFly Angola, sublinhando que a TICV é de direito Cabo-verdiano, que submeteu todo o processo à AAC.

No que toca às ligações internacionais, o Ministro reiterou o compromisso da TACV voltar a voar ainda neste mês. “O Primeiro-Ministro já disse que a companhia está a trabalhar arduamente para que o primeiro voo aconteça ainda neste mês, e estamos a fazê-lo, para que possamos ligar Cabo Verde ao exterior”, disse.

Parlamento une-se ao apelo à vacinação contra Covid-19

Numa declaração política, a Deputada do MpD, Isa Gandira, congratulou-se com o bom combate que o País tem dado à pandemia e com o arranque da vacinação dos adolescentes

O Movimento para a Democracia, MpD, congratulou-se hoje com o “bom combate” que o País tem dado à Covid-19, apelando ainda à vacinação para uma retoma em plena das atividades económicas.

Isa Gandira que leu a declaração política do MpD, precisou ainda que devido ao combate do País contra a pandemia, Cabo Verde é reconhecido pelas mais prestigiadas instituições internacionais, como sendo um dos melhores em África na resposta assertiva à Covid-19.

“Exemplo claro é que já conseguimos atingir a meta estabelecida dos 70% da população elegível vacinada, com a 2.ª dose contra e mais de 83% já tomou a primeira dose. É obra! Vale a pena ser celebrado com muito orgulho”, disse.

Cabo Verde iniciou hoje a campanha de vacinação dos adolescentes dos 12 a 17 anos, um marco importante para o País, considerou Gandira. “Neste sentido, façamos um apelo a todos os pais e encarregados de educação que permitam que os seus adolescentes menores sejam vacinados, imunizados, de modo a protegerem a si e aos seus familiares”, referiu.

Ora esse apelo foi corroborado por todos os sujeitos parlamentares, que apelaram também à vacinação dos adultos que ainda não receberam nenhuma dose.

“Apelamos a todos os Cabo-verdianos que continuem a aderir à campanha de vacinação para que possamos retomar, o quanto antes, a normalidade, o crescimento económico e sanar os males deixados pela pandemia”, assinalou Isa Gandira.

Também numa declaração política, o PAICV chamou atenção à violência contra mulheres e crianças pedindo a revisão e regulamentação “urgente” do Estatuto da Criança e do Adolescente, assim como reforçar e investir nos mecanismos e sistemas de proteção à infância, porque como disse Carla Carvalho “estamos em guerra”. “Uma guerra que exige de todos nós uma posição firme na proteção das nossas crianças e famílias, sem as quais não poderemos falar do futuro”, vincou.