China aprova resolução que consolida poder de Xi Jinping

Xi deve ser reeleito para um terceiro mandato de cinco anos como Secretário-Geral do Partido Comunista no próximo ano, tornando-se assim no líder mais poderoso da China desde Mao Tsé-Tung

O Partido Comunista Chinês, PCC, que comemora neste ano um século de existência, adotou nesta quinta-feira, 11, uma resolução histórica, que consolida a influência do Presidente Chinês, Xi Jinping.

“O Partido e o povo lutaram durante um século, escrevendo a epopeia mais magnífica da história da nação Chinesa em milênios”, afirma a resolução adotada a portas fechadas pelos membros do Comitê Central do PCC. Desde a chegada ao poder de Xi Jinping no final de 2012, “o socialismo entrou em uma nova era”, de acordo com um trecho do texto divulgado pela agência oficial de imprensa Chine Nouvelle.

Analistas políticos consideram que a resolução, a terceira do tipo na história do partido, ajudará Xi a consolidar ainda mais seu poder, ao definir sua visão sobre a China antes do congresso do partido, no próximo ano. A plenária deste ano prepara o terreno para o encontro, que deve confirmar a permanência de Xi Jinping à frente do Governo. Com três mandatos consecutivos, ele será o líder mais poderoso da China desde Mao Tsé-Tung.

Presidente JMN recebe Primeiro-Ministro

Trata-se do primeiro encontro formal, entre os dois, depois da investidura do novo Chefe de Estado

O Presidente da República recebe hoje, sexta-feira, em audiência, o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, no Palácio do Platô.

Trata-se do primeiro encontro entre os dois estadistas, depois da investidura de José Maria Neves, como Chefe de Estado.

Vários assuntos poderão estar sobre a mesa, nesse encontro agendado para as 12h00. É expectável que a situação epidemiológica em Santiago Norte seja um deles.

Complexo Educativo de Boa Esperança, na Boa Vista, inaugurado na próxima segunda-feira

Informação foi avançada pelo Ministro da Educação, Amadeu Cruz, sublinhando que a cerimónia será presidida pelo Primeiro-Ministro, UCS

O Complexo Educativo do Ensino Básico, construído de raiz, no bairro de Boa Esperança, na Boa Vista será inaugurado na próxima segunda-feira, 15, anunciou o Ministro da Educação.

De acordo com Amadeu Cruz, a cerimónia será presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva que se desloca à Ilha.

“Trata-se de uma Escola construída em regime de emergência para acolher alunos do 1.⁰ ao 8.⁰ ano de escolaridade até agora a frequentar aulas em salas, com parcas condições, cedidas pela Paróquia de Santa Isabel da Boa Vista”, escreveu o Ministro, numa publicação na sua página da rede social Facebook.

Segundo a mesma fonte, o Ministério da Educação programou e está a executar o plano de reabilitação das infraestruturas escolares, tendo beneficiado, neste ano de 2021, acima de 60 escolas em quase todos os Concelhos do País, com recursos do Tesouro Nacional e mobilizados através da Cooperação Internacional, nomeadamente do Luxemburgo.

O Governo, acrescentou, está também a cumprir em outros domínios do desenvolvimento do sistema educativo nacional, com destaque para a reforma curricular do ensino secundário, desenvolvimento institucional do ensino superior, consolidação dos resultados da revisão curricular do ensino básico e normalização paulatina das carreiras dos professores e demais funcionários do Ministério da Educação.

Criada nova linha de financiamento para empreendedores

Anúncio foi feito pela Pró-Empresa, sublinhando que a nova linha de financiamento tem o objetivo de criar oportunidades a nível do mercado, com mais regulação e fiscalização

A Pró-Empresa anunciou hoje, que o Governo está a criar “uma nova linha de financiamento” para apoiar os jovens empreendedores com assistência técnica e bonificação de juros.

Essa medida, diz a mesma fonte num comunicado, vai permitir os empreendedores a ter acesso a financiamento dos seus projetos, a custo mais baixo.

De sublinhar que essa linha de financiamento tem o objetivo de criar “oportunidades a nível de mercado, com mais regulação e mais fiscalização”, para que os operadores possam “empreender num quadro de normalidade e de competição sadia”.

 

Cabo Verde com mais 8 casos de Covid-19 e 2 recuperados, nesta quinta-feira

País passa a contabilizar 73 casos ativos, 37.840 casos recuperados, 349 óbitos, 16 óbitos por outras causas e 9 transferidos, perfazendo um total de 38.287 casos positivos acumulados

Cabo Verde registou, nesta quinta-feira, 11, mais 8 casos positivos de Covid-19, em 461 amostras analisadas, e dois recuperados, nomeadamente, no Tarrafal de Santiago e São Vicente.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, as novas infeções foram notificadas na Praia, 4, Santa Catarina de Santiago, 2, São Vicente, 1 e Porto Novo também 1.

 

Cabo Verde precisa “acelerar o passo” na vacinação contra Covid-19

Afirmação é do Presidente da República, JMN, considerando que a vacinação é fundamental para a retoma do crescimento económico

O Presidente da República afirmou hoje, no Município de Santa Catarina de Santiago, que o País precisa “acelerar o passo” na vacinação contra a Covid-19.

José Maria Neves, que efetuou a sua primeira visita enquanto Chefe de Estado à Santiago Norte, para se inteirar do processo de vacinação contra a Covid-19, nomeadamente em Santa Catarina e Tarrafal, precisou que essa intensificação deve ocorrer principalmente naquela região, onde a taxa é ligeiramente inferior à média nacional.

“Precisamos acelerar o passo de vacinação. A vacinação é fundamental para a retoma do crescimento económico, para garantir a retoma da economia e temos de fazer um esforço para que Santa Catarina e Santiago Norte, onde as taxas são mais baixas, possam atingir níveis mais elevados de vacinação”, disse.

Recorde-se que Cabo Vede tem nesse momento cerca de 82% da sua população adulta vacinada com a primeira dose e pouco mais de 62% com a segunda dose.

 

 

Parte “essencial” do OGE2022 está alocada à dimensão social

Afirmação é do vice-PM. Olavo Correia falava hoje no Parlamento, considerando que o Governo tem uma “enorme preocupação social”

O vice Primeiro-Ministro garantiu hoje no Parlamento que parte “essencial” do Orçamento Geral do Estado para o ano económico de 2022 está alocada “exatamente” à dimensão social. Olavo Correia falava no período de Questões Gerais, onde elencou as medidas sociais tomadas pelo Executivo.

Conforme disse, o Governo tem aumentado, “de forma substancial”, a dimensão do Estado Social, passando de 24 milhões de contos em 2016 para cerca de 40 milhões de contos em 2021. Trata-se de um aumento a ordem dos 71%.

“Isto demonstra em como o Estado Social está assim a crescer a ponto de a proposta do Orçamento do Estado para 2022 reservar cerca de 8 milhões de contos às transferências sociais”, vincou.

O também Ministro das Finanças, enfatizou ainda a gratuitidade da educação até ao 12.º ano e o mesmo na formação profissional ou superior para as pessoas com deficiência; a garantia do Rendimento Social de Inclusão a cerca de 4.500 famílias e da pensão social a cerca de 23.825 beneficiários.

Tudo isso, segundo disse, “são evidências” de que o Governo, “tem uma enorme preocupação social”.

Morreu Frederik de Klerk, último Presidente Sul-africano do Apartheid

Frederik Willem de Klerk tinha 85 anos e foi Nobel da Paz em 1993, junto Nelson Mandela

Frederik Willem de Klerk, o último Presidente da África do Sul nos tempos do Apartheid, morreu aos 85 anos, anunciou esta quinta-feira a sua fundação.

De Klerk dividiu o Prémio Nobel da Paz com Nelson Mandela em 1993 e, como o último Presidente do Apartheid, supervisionou o fim do Governo da minoria branca no País.

Após uma batalha contra o cancro, acabou por morrer em casa, na cidade do Cabo, adiantou o porta-voz da Fundação FW de Klerk.

Foi de Klerk quem anunciou que Mandela iria ser libertado da prisão após 27 anos, num discurso ao parlamento da África do Sul a 2 de fevereiro de 1990.

COP26. Papa diz que tempo de agir pelo clima está a esgotar-se

Na carta que enviou aos bispos Escoceses, o Papa lamenta não ter podido participar como estava previsto

O Papa Francisco pediu à comunidade internacional reunida em Glasgow na cimeira do clima das Nações Unidas, COP26, para não perder esta oportunidade de ação contra as alterações climáticas porque “o tempo esgota-se”.

O Vaticano publicou hoje a carta que o Papa enviou aos bispos Escoceses por ocasião da 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, COP26, na qual lamenta não ter podido participar como estava previsto.

O Papa afirmou que a COP26, que tem encerramento marcado para sexta-feira, mas poderá prolongar-se face a dificuldades em alcançar consenso sobre as medidas a inscrever no documento final, está “destinada a abordar uma das grandes questões morais” da atualidade: “A preservação da criação de Deus”.

“Imploramos os dons da sabedoria e da força de Deus aos encarregados de guiar a comunidade internacional para que enfrentem este grave desafio com decisões concretas inspiradas na responsabilidade para com as gerações presentes e futuras”, escreveu Francisco.

Para o Papa, “o tempo acaba-se” e esta oportunidade não deve desperdiçar-se.

O acordo definitivo deverá firmar-se na sexta-feira, mas o que aconteceu em cimeiras anteriores faz temer que o prazo possa ser amplamente superado e retardar-se inclusive até domingo, como tem sido recorrente em cimeiras anteriores.

Durante os dias da COP26, que começou em 31 de outubro, foram vários os apelos que Francisco fez sobre a crise climática. Num deles, pediu para os jovens serem ouvidos.

MpD defende que é preciso fazer “muito mais” para “salvar” o Planeta

Partido reconhece, no entanto, que não existe um “caminho certo” para a neutralidade carbónica que não envolva a proteção e restauração da natureza em uma escala sem precedentes

Em declaração política, hoje, no Parlamento, com tónica nas mudanças climáticas, o Grupo Parlamentar do MpD defendeu que é preciso fazer “muito mais” para “salvar” o Planeta “nossa casa comum”. O Deputado Luís Carlos Silva observou que as consequências das mudanças climáticas “são já evidentes e bateu à porta de todos” na Aldeia Global “há muito tempo”.

“Não existe um caminho certo para a neutralidade carbónica que não envolva a proteção e restauração da natureza em uma escala sem precedentes”, observou o Deputado, para quem “se levarmos a sério” a necessidade de manter o aquecimento no limite de 1,5 graus, “devemos mudar urgentemente, de atitude e comportamento”, na forma como cuidamos da nossa terra, dos nossos mares e como cultivamos os nossos alimentos. “Isso também é importante se quisermos proteger e restaurar a biodiversidade mundial, da qual depende toda a vida”.

Na sua declaração política em nome do maior Partido Cabo-verdiano, o Deputado deu conta que “nunca, mas nunca, a natureza da natureza (Terra) esteve a precisar da responsabilidade da natureza humana”, mas vincou que Cabo Verde, como pequeno Estado insular, “assumiu, convictamente”, o objetivo da neutralidade carbónica até o final da primeira metade deste Século.

Segundo observou, Cabo Verde é o “primeiro País Africano” a aderir à Aliança para Descarbonização dos Transportes e o Arquipélago tem programado eletrificar, pelo menos, 25% da frota de transportes terrestres até 2030, recorrendo a fontes de energias renováveis e, até 2050, “substituir totalmente” todos os veículos térmicos por veículos elétricos.

“Em 2030 a penetração de energias a partir de fontes renováveis será de 52% em relação à energia convencional”, perspetivou Luís Carlos Silva.

Face ao que considera reflexo das consequências das mudanças climáticas, o Parlamentar considerou que os governos, os privados e os indivíduos “devem se unir para agir de forma enérgica, consistente e articulada” para garantir “um futuro mais limpo e restaurar a saúde” do Planeta. “É tempo de ação, de ação coletiva”, disse, parafraseando o Papa Francisco.

Luís Carlos Silva referiu-se ao COP26 que termina amanhã em Glasgow, evento que segundo constatou, decorre sob o signo da “unidade e da urgência”, uma cimeira que para muitos é a “última oportunidade” para as nações “atualizarem os seus compromissos, fortalecerem as suas ambições e alinharem um robusto plano de ação que efetive o objetivo de manter o aquecimento global no máximo de 1.5 graus”, uma meta que dá “uma certeza: o futuro não será de carbono”.