Governo defende urgência na adoção do índice de vulnerabilidade multidimensional

Executivo defendeu, no Fórum de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, a urgência na adoção do índice de vulnerabilidade para classificar os países no que tange ao acesso a financiamento

As declarações de Cabo Verde foram apresentadas pelo vice Primeiro-Ministro, que através de videoconferência, reclamou um apoio especial da comunidade internacional aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, SIDS, de que Cabo Verde faz parte.

O governante disse também com o surgimento da pandemia da Covid-19, mais do que nunca ficou claro que o modelo seguido até hoje, baseado no rendimento médio per capita, para classificar os países no que tange ao acesso ao financiamento não é modelo mais correto.

“Fica claro assim, porque a adoção de um índice de vulnerabilidade multidimensional se afigura de maior justeza para os pequenos países insulares menos desenvolvidos. Para além de justo é urgente, sobretudo, agora no contexto da pandemia”, acrescentou Olavo Correia.

O também Ministro das Finanças destacou que o País estava num percurso de dinâmica económica exemplar até finais de 2019, crescendo muito acima da média regional Africana e com impactos económicos e sociais visíveis em todo o território nacional.

Olavo Correia afirmou ainda que com o surgimento da pandemia, Cabo Verde passou uma das maiores recessões a nível mundial, justificando que os SIDS foram os países mais impactados pela pandemia da Covid-19.

O governante reiterou todo o engajamento e compromisso das autoridades nacionais no âmbito do secretariado global, para trabalhar juntamente com as Nações Unidas e outros SIDS para que esse índice de vulnerabilidade multidimensional possa ser avaliado e considerado.

De realçar que o Fórum de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável é a plataforma central das Nações Unidas para o acompanhamento e revisão da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Filhos de Fidel Castro poderão deixar Cuba para fugir para Espanha

Com as manifestações em Cuba a subirem de tom, Idalmis Menéndez, que foi casada com um dos filhos de Fidel Castro, acredita que os filhos do ditador poderão fugir para Espanha por terem passaporte Espanhol e por terem negócios no País vizinho

Os protestos em Cuba, que começaram em Santiago e espalharam-se por todo o País, prometem continuar. Em resposta, o regime liderado por Miguel Díaz-Canel tem reprimido as manifestações recorrendo à força.

As forças de segurança têm reprimido brutalmente as manifestações em Santiago, Matanzas ou Cárdenas. O objetivo dos manifestantes agora é a zona de Miramar na capital, onde vivem os altos cargos do Governo Cubano.

Nesta zona também residem os cinco filhos que Fidel Castro teve com a sua segunda esposa, Dalia Soto, cada um a viver na sua mansão, de um total de oito filhos.

Mas os descendentes de Castro já estão a preparar a sua saída da ilha caribenha. Alguns poderão mesmo deslocar-se para Espanha, conforme denuncia Idalmis Menéndez, que foi casada durante seis anos com Álex Castro, filho do ditador. “Acredito que o meu ex-marido já saiu” de Cuba”, diz a nora de Castro ao “Espanol” a partir de Barcelona onde vive desde 2001. “Entre outras coisas, porque há cerca de um mês não publica nada nas redes sociais. Eu sei que ele faz isso quando está em viagem. Sei que o meu ex-marido já esteve muitas vezes em Espanha e algumas dessas foram recentes. Não custa nada para eles. Para algumas viagens, utilizam aviões privados”, contou.

Recorde-se que Fidel Castro tem sangue Galego: o seu pai, Ángel Castro y Argiz, nasceu em Láncara, na província de Lugo na comunidade autónoma da Galiza, tendo mais tarde emigrado para Cuba, onde se tornou um homem de negócios.

Por isso, a ex-nora acredita que os oito filhos de Castro têm todos passaporte Espanhol. “Eles têm passaporte Espanhol, pela origem Galega de Fidel. Têm laços aqui em Espanha, principalmente por questões de negócios. Aqui eles fecham negócios com pessoas com muito dinheiro. Com empresários de Barcelona, ​​Matadepera, Girona. Mas não só da Catalunha, sabemos que eles também têm negócios com pessoas da Galiza”, referiu Idalmis Menéndez.

No domingo, 11 de julho, dia em que a pandemia causou quase 7.000 novos casos, e 47 mortes associadas ao novo coronavírus no país, os cubanos saíram às ruas para protestar contra a ditadura que governa o País, mas também pela forma como tem sido gerida a pandemia.

No mesmo dia, em resposta aos protestos Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pediu aos seus apoiantes para saírem às ruas e estarem prontos para o combate. “A ordem de combate está dada. Revolucionários às ruas”, afirmou o governante, segundo a agência “EFE”.

Os apelos do presidente Cubano tiveram pouco efeito e como tal esta segunda, Miguel Díaz-Canel, mudou de abordagem e culpabilizou os Estados Unidos pelos protestos.

Com Jornal Económico

Vieira tem 30 dias para se retirar da SAD do Benfica

Esta é uma decisão final do Conselho Fiscal da SAD

O Conselho Fiscal da SAD do Benfica deu ao Conselho de Administração da SAD Encarnada um prazo de 30 dias para afastar Luís Filipe Vieira do Conselho de Administração da sociedade.

Recorde-se que Vieira solicitou ao Conselho Fiscal a suspensão de funções como Presidente da SAD, pedido esse que foi aceite.

As medidas de coação decretadas pelo juiz Carlos Alexandre proibiram Luís Filipe Vieira de contatar com a restante administração da SAD do Benfica. Isso, lê-se num comunicado, resulta na “impossibilidade de exercer funções como membro do órgão de administração”.
Por isso, ao abrigo do artigo 401.º do Código das Sociedades Comerciais, será declarado no prazo de 30 dias o “termo das funções de Luís Filipe Vieira” como membro do Conselho de Administração.

Esta situação, explica a Benfica SAD, só poderá alterar-se se Vieira deixar de exercer o cargo até lá ou deixar de existir causa para a impossibilidade do exercício do mesmo, como, por exemplo, ser-lhe levantada a medida de coação.

Novo Campus da Uni-CV será entregue no dia 23 de julho

Garantia foi deixada hoje pelo Ministro da Educação, durante um encontro que teve com a Reitora da Universiade pública

O novo Campus Universitário da Uni-CV será entregue oficialmente ao Governo de Cabo Verde, no próximo dia 23, anunciou hoje, o Ministro da Educação, Amadeu Cruz, durante um encontro que teve com a Reitora daquela Universidade.

A cerimónia da entrega, precisou Amadeu Cruz, será có- presidida pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, e pelo Embaixador da República Popular da China em Cabo Verde, Du Xiaocong.

O encontro entre as duas partes, serviu ainda para falar da necessidade da criação de um plano de transferências das faculdades e serviços da reitoria da Universidade de Cabo Verde para o novo Campus universitário, tendo em consideração o arranque do próximo ano académico 2021/2022.

A construção do novo Campus da Universidade de Cabo Verde foi financiada pela República Popular da China, em cerca de 5,6 milhões de contos, visando dotar a Universidade pública de Cabo Verde de melhores infraestruturas físicas e condições de funcionamento, com capacidade de acolher 4.890 estudantes e 476 docentes em cada período, incluindo salas de aulas, laboratórios informáticos, edifícios de administração, edifícios pedagógicos, laboratórios, biblioteca, dormitórios, salas de reunião/auditório, centro de serviços, sala de equipamentos, guarita, torre do sino e campos desportivos.

Portugal regista mais 9 mortes por Covid-19 em 24 horas

Mais 4.153 casos positivos foram ainda notificados

Portugal contabiliza esta quarta-feira mais 9 mortes e 4.153 novos casos de Covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 17.182 mortes e 916.559 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 47 108 casos, mais 1.909 em relação a ontem.

O boletim da DGS revela que estão internados 734 doentes, menos 8 do que ontem.

Os dados indicam ainda que mais 2.235 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 852.269 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Amadeu Oliveira iliba Primeiro-Ministro do caso de fuga de Arlindo Teixeira

PAICV leva fuga de Teixeira à plenária

É mais um episódio da “novela” que envolve a fuga de Arlindo Teixeira de Cabo Verde para França. O caso chegou esta manhã à plenária da Assembleia Nacional, pela voz do PAICV, em formato declaração política, lida por Démis Lobo

O Partido da Oposição exige que sejam apuradas todas as responsabilidades nesse caso, esperando que algo do tipo não venha a se repetir no País.

O Deputado Demis Lobo, sem citar nomes, adiantou que o caso em si põe em causa a credibilidade da segunrança nacional, pelo que por si só trata-se de algo grave, sublinhando que a culpa é do Governo.

Tomando a palavra, o Deputado Amadeu Oliveira, principal foco desta “novela”, avançou que foi ele, na qualidade de advogado, que planeou e executou a fuga do seu constituinte, Arlindo Teixeira, que estava em prisão domiciliária, em São Vicente.

Segundo o Deputado da UCID, o PAICV está a desviar as atenções, para poder sair ileso disso tudo, colocando a culpa no Governo, no Primeiro-Ministro, no MpD e na Polícia Nacional, reiterando que a culpa de tudo isso é do sistema judicial, porque “estudei por 6 anos as suas falhas (…) e executei um plano”.

Amadeu Oliveira garante que o Primeiro-Ministro “não tem culpa”, tal como a Polícia Nacional e o MpD também não têm “culpa”. Disse, claro, que “quem tem culpa é o sistema judicial”.

Na opinião de Oliveira, o PAICV está “por antecipação” a crucificar “quem não merece”.

“Não tentem por amor a Cabo Verde. Se ainda vos restam algum amor à pátria vamos tentar fazer uma inspeção séria, profunda sem bode espiatório, sem sacrificar o PM que não tem nada a ver, sem guerilha entre PAICV/MpD, e vamos discutir as razões, as falhas subjacentes no sistema judicial”, precisou Amadeu Oliveira, que diz-se estupefato de ainda não ser preso, mesmo depois da autorização da Assembleia Nacional.

Por seu turno, o líder Parlamentar do MpD, João Gomes, garantiu que a bancada, e o próprio Partido confiam nas instituições da República, e por estar em curso um inquérito, vão tecer os comentários sobre isso só depois dos resultados.

O Deputado Emanuel Barbosa, por sua vez sustentou que face a declaração política do PAICV e dos esclarecimentos do Deputado Amadeu Oliveira, dá a perceber que o PAICV teve participação no caso de fuga de Arlindo Teixeira. “Afinal não foi só o Deputado Amadeu Oliveira que planeou, executou, porque os detalhes aqui apresentados faz-nos acreditar sim que o PAICV esteve muito por dentro deste processo”, precisou, indicando que a declaração feita pelo PAICV foi um ataque à Polícia Nacional.

Governo deve anunciar até amanhã prorrogação ou não do Estado de Calamidade

Situação de Calamidade foi decretada em finais de junho, por mais 15 dias

O Governo deve anunciar entre hoje e amanhã, quinta-feira, se vai prorrogar ou não a situação de Calamidade, a nível nacional, que tinha sido prolongado por mais 15 dias, em finais de junho.

Cabo Verde vive um momento em que a desaceleração da Covid-19 é bastante positiva, consequentemente com a diminuição da taxa de positividade e de incidência. Atualmente, o País está na lista verde do critério de risco, ou seja onde o risco de transmissão da doença é mínimo, e segundo o Diretor Nacional de Saúde, assim devemos continuar.

Para o Presidente Interino do Serviço Nacional da Proteção Civil e Bombeiros, Hélio Semedo, as pessoas estão mais conscientes sobre a pandemia e as medidas de segurança sanitária estão a ser cumpridas. Segundo notou Semedo, a diminuição dos casos da Covid-19 no País é um pouco o reflexo das atividades de fiscalização no terreno, que têm tido impacto direto e positivo na evolução da situação epidemiológica do País.

Neste momento, Cabo Verde tem ativo 485 casos, a grande maioria, 229, na Ilha de Santiago, seguido da Ilha do Fogo com 73 casos ativos; Santo Antão 71; Brava 40; São Vicente 37; Maio 20; Boa Vista 6; São Nicolau 6 e Sal 4.

Ensino Superior vai ser uma realidade na região Fogo e Brava

Um protocolo para a instalação do mesmo foi assinado pelo Governo, que está assim a concretizar um dos compromisso feitos para o setor do Ensino

A instalação do Ensino Superior na região Fogo e Brava vai ser uma reralidade. É que o Governo, assinou o protocolo para a instalação do mesmo, num ato testemunhado pelo Primeiro-Ministro.

Trata-se do concretizar de um compromisso do Governo, que visa a oferta de Ensino Superior de proximidade e a sua integração na estratégia de desenvolvimento regional das Ilhas, permitindo iniciar cursos nas áreas de geociências e vulcanologia, ministrados pela Universidade de Cabo Verde.

De acordo com o Governo, a especialização do Fogo para a domiciliação de cursos de geociências e vulcanologia enquadra-se na iniciativa de criação da Zona Económica Especial de Vulcanismo no Fogo.

De recordar que no passado mês de dezembro, o Ministro da Educação esteve na região Fogo/Brava, onde garantiu que o Governo, vai trabalhar, em estreita articulação com a Universidade de Cabo Verde, na expansão do Ensino Superior para a região de acordo com a vocação da região, designadamente nas áreas de geociências e vulcanologia, o que agora vai-se concretizar.

Os primeiros cursos na região devem iniciar no ano letivo 2022/2023.

Presidência Cabo-verdiana na CPLP “cumpriu a sua missão” e marcou os 25 anos da comunidade

Garantia é do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, ao fazer balanço da presidência de Cabo Verde, por três anos à frente da CPLP

O chefe da diplomacia Cabo-verdiana disse ontem que Cabo Verde “cumpriu a sua missão” à frente da CPLP e que os três anos em que esteve na presidência da comunidade marcou os 25 anos da comunidade.

Rui Figueiredo Soares, que fazia o balanço da presidência de Cabo Verde, que passará agora para Angola, na Cimeira de Luanda, entre 16 e 17 próximos, sublinhou que apesar da pandemia, que também estendeu o seu mandado por mais um ano, o País conseguiu cumprir o seu programa.

“Graças à tecnologia e ao profissionalismo dos técnicos da CPLP e dos Estados-membros, através de plataformas virtuais, foi possível assegurar as reuniões estatutárias da organização e as concertações a todos os níveis, político-diplomático, cooperação, incluindo a promoção e a difusão da língua Portuguesa”, reiterou.

Não obstante a pandemia, a presidência de Cabo Verde, acrescentou o governante, marcou em grande parte os 25 anos da CPLP. “Fizemos muito e da parte de todos os países, de todos os Estados-membros da CPLP, há um reconhecimento inequívoco de que esta presidência marcou estes 25 anos da nossa comunidade”, precisou.

A presidência de Cabo Verde, ficou marcado com o projeto de Acordo de Mobilidade na CPLP, um “instrumento que, tendo presente a diversidade do espaço e a particularidades internas de cada Estado-membro, institui uma base para a criação progressiva de condições que visem a facilitação da mobilidade entre os países que compõem a CPLP”.

RFS admite que o nosso País apresentou um projeto “ousado e, obviamente, necessário” para uma organização que se quer integrada num ambiente global marcado pela competitividade e aspiração cada vez maior a livre circulação de pessoas e bens, imperativos da economia global.

Cabo Verde tem um “excelente” sistema de segurança da aviação civil

Posição é de uma equipa de auditores Norte-americanos que estiveram a fazer auditoria ao sistema nacional de aviação civil na semana passada

Uma equipa de auditores Norte-americados, Transportation Security Admnistration, TSA, considerou que Cabo Verde tem um “excelente” sistema de segurança da aviação civil, depois de uma auditoria ao sistema nacional.

O objetivo da referida auditoria foi medir o nível de cumprimento das normas e práticas recomendadas sobre “Segurança de Aviação Civil e contra atos de interferência ilícita” para efeito de manutenção do estatuto de “Last Point of departure para os EUA.

Organização de segurança, formação e treino, controlo de qualidade, operações aeroportuárias, segurança e proteção de aeronave, passageiros e bagagem, carga aérea e correios e catering, segurança do “lado terra”, cibersegurança e resposta a atos de interferência ilícita foram as áreas auditadas, tendo Cabo Verde recebido a nota “excelente”.

De referir que a TSA deve regressar ao País para uma nova auditoria, na operadora aérea, quando da CVA reiniciar os voos para Boston.