Covid-19. PR defende mais fiscalização e sanções no caso de imcumprimento das normas

Para Jorge Carlos Fonseca, “nós podemos decretar medidas duras, fortes, mas se não fiscalizadas o cumprimento, são palavras, são decretos e resoluções, são apenas discursos”

O Presidente da República defendeu hoje que, com a declaração do Estado de Calamidade no País, com exceção da Ilha Brava, por um período de 30 dias, e com as respepetivas medidas para reforçar o combate à Covid-19, ideal a ser feito é a fiscalização dessas medidas e se for o caso sancionar os incumpridores. “Portanto, eu continuo a dizer que a prioridade, neste momento, que o Governo decretou situação de calamidade, isto é, aumentou o nível de prevenção e combate, é fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar e se necessário sancionar, sancionar, sancionar os incumpridores”, referiu.

Para Jorge Carlos Fonseca é preciso que haja uma “coordenação e articulação” de todas as entidades que participam no combate à pandemia, nomeadamente, a Proteção Civil, a saúde e polícias. “Para mim o fundamental é que as medidas que forem decretadas, sejam de fato, cumpridas e, portanto, tem que haver efetiva fiscalização das medidas. Porque nós podemos decretar medidas duras, fortes, mas se não fiscalizadas o cumprimento, são palavras, são decretos e resoluções, são apenas discursos”, precisou, realçando a necessidade de haver mais comunicação, por forma de incutir nas pessoas a necessidade de prevenir o vírus, usar máscaras e evitar ajuntamento de pessoas.

“Se a comunicação não for permanente e for prática, a tendência é normalmente relaxarmos e esquecermos de dar importância à situação”, sentenciou.

PR deve visitar Guiné-Equatorial no mês de junho

Informação foi avançada pelo Chefe de Estado, sublinhando que na ocasião “provavelmente” será assinado um acordo de vistos entre os dois países

O Presidente da República vai fazer uma visita de Estado à Guiné Equatorial, entre os dias 21 e 23 de junho. Para Jorge Carlos Fonseca, “provavelmente na ocasião” será assinado um acordo de vistos bilaterais, entre os dois países.

“Provavelmente, quando fizer uma visita de Estado a Guiné-Equatorial, poderá haver assinatura de um acordo de vistos bilateral, entre Cabo Verde e Guiné-Equatorial”, disse o mais alto Magistrado da Nação, que confirmou que a visita é a convite do seu homólogo, Teodoro Obiang. A mesma deveria acontecer por estes dias, por ocasião da primeira Cimeira Económica dos Estados da CPLP, mas foi adiado para junho, devido a problemas de viagens nesse contexto da pandemia.

PM diz ter constatado evolução “muito positiva” na região sanitária de Santiago Norte

Ulisses Correia e Silva justificou a sua posição com os investimentos feitos pelo Govenro, nos últimos anos

O Primeiro-Ministro disse hoje ter constatado uma evolução “muito positiva” na região sanitária de Santiago Norte, onde fez uma visita para se inteirar da sua capacidade de resposta.

Para Ulisses Correia e Silva, essa evolução deve-se aos investimentos feitos nos últimos anos pelo Governo, que possibilitou a região ter melhores equipamentos, mais médicos, mais enfermeiros, melhores condições “em todas as áreas” e de materiais que dão um apoio aos profissionais de saúde no exercício da sua atividade e traduzem “na melhoria” da prestação de serviços aos utentes.

A região, com cerca de 120 mil habitantes, tem estado a dar respostas às demandas, reduzindo o número de evacuados para o Hospital Central, na Cidade da Praia. “Com os investimentos feitos nos últimos anos, verificamos a redução de evacuações ou de pressão sobre o Hospital da Praia, prestação de serviços de maior proximidade e outros resultados visíveis para as pessoas”, precisou o Chefe do Executivo, acrescentando que o investimento de um milhão de contos em equipamentos hospitalares em todos centros de saúde e hospitais regionais e nacionais tem tido um impacto “muito grande”.

O PM reconheceu também o “trabalho e esforço” dos profissionais de saúde, a quem endereçou mensagem de “força” e de compromisso de que o Governo está com eles na continuidade de “boas apostas, particularmente neste período difícil da gestão da pandemia”.

“Eu sei que há muita pressão sobre os profissionais de saúde, muita carga de trabalho e muita tensão, porque são profissionais, mas também são homens e mulheres. É aguentar muito bem esta fase porque nos vamos vencer esta pandemia”, enfatizou, apelando ao cumprimento das medidas sanitárias para conter a pandemia, sublinhando que os números de casos é “relativamente alto” mas a tendência é para “uma baixa e estabilização”.

Polícia culpado da morte de George Floyd pede novo julgamento

O ex-polícia Norte-americano Derek Chauvin, considerado culpado pelo assassínio do Afro-americano George Floyd, pediu hoje a anulação do veredicto acusando o júri de se ter envolvido em “comportamentos inapropriados” e solicitou novo julgamento

A moção, apresentada pelo advogado de defesa Eric Nelson num tribunal de Minneapolis, no Estado de Minnesota, argumenta que durante o julgamento contra Chauvin houve um “abuso de discrição que privou o acusado de um julgamento justo, má conduta do procurador e do júri, erros de direito no julgamento e um veredito contrário à lei”.

O advogado disse que a publicidade em torno do julgamento incluía “intimidação” da testemunha especialista em defesa, o que, segundo ele, poderia ter um “longo efeito inibidor” na capacidade dos arguidos terem testemunhas especializadas em casos de alta complexidade.

“A publicidade aqui foi tão difundida e tão prejudicial antes e durante este julgamento que representou um defeito estrutural no processo”, argumentou Nelson, que fundamentou o novo pedido acusando o juiz Peter Cahill de abuso da discrição do tribunal e violando o direito de Chauvin a um julgamento justo.

O requerimento foi apresentado depois de terem aparecido fotografias de um dos 12 jurados num protesto antirracista, o que levantou interrogações acerca da sua imparcialidade, mas o documento não as menciona.

Esse jurado, Brandon Michell, defendeu as suas ações, dizendo que o evento era para comemorar a marcha sobre Washington 1963, liderada por Martin Luther King, e não um protesto pela morte de Floyd. No questionário enviado a potenciais jurados antes do julgamento de Chauvin, Mitchell disse não ter participado nos protestos contra a violência policial que se seguiram à morte de George Floyd.

Francisco Carvalho acusado de plágio

Em causa supostas medidas para erradicar a Covid-19 da Capital Cabo-verdiana

O Presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, que esta semana anunciou com pompas e circunstâncias, como se de algo novo se tratasse, o “Stop Covid”, está a ser acusado de plagiar ideias de Óscar Santos e do anterior Executivo. É que o mesmo programa havia sido lançado em agosto, pelo Executivo municipal do MpD. A única “mexida” é no que se refere às máscaras. A anterior equipa as distribuía gratuitamente e o PAICV não.

Outras alterações apenas na forma de escrita, mas as ideias de Francisco Carvalho nada têm de novo, a não ser o populismo.

O programa do Autarca do PAICV tem 12 pontos, o de Óscar Santos continha apenas 5, mas nada de substancial apesar de ser maior em termos de números.

Só para se ter uma ideia, Óscar Santos propunha, em agosto de 2020, “Reduzir o risco de contaminação no nosso município através de uma ampla campanha de sensibilização, sobretudo nos bairros de maior risco de transmissão do vírus”, mas 9 meses depois, vem Francisco Carvalho propor “Reduzir o risco de contaminação no nosso Município, através de uma ampla campanha de sensibilização, em todos os bairros da capital”. Nada de novo. Apenas o plágio.

Outra ideia copiada: “Sensibilizar as pessoas para a utilização massiva de máscaras no momento em que saiam das suas residências”. A esta proposta do anterior Executivo, a equipa do PAICV propõe “Sensibilizar as pessoas para utilização massiva de máscaras no momento quando saem das suas residências”. Também nada de novo.

À proposta de “reforçar a campanha de sensibilização junto dos munícipes, sobre a gravidade da Covid-19 e as suas consequências na vida das pessoas através de cartazes informativos, porta a porta e de carros de som”, do anterior Executivo, o de Francisco Carvalho sugere “reforçar a campanha de sensibilização junto dos munícipes, sobre a gravidade da Covid-19 e as suas consequências na vida das pessoas através de publicações nas redes sociais, spot televisivo e radiofónico, entrevistas a jornais, folhetos informativos e divulgação de mensagens, via carros de som”. Alguns acréscimos mas nada que não constasse na proposta original.

O anterior Executivo propunha, em agosto, “promover, juntamente com o Governo e potenciais parceiros, uma megacampanha de limpeza da cidade, a começar pelos mercados municipais”. O PAICV cortou o Governo e manteve a proposta com a seguinte redação: “Promover, juntamente com potenciais parceiros, uma megacampanha de limpeza de pontos críticos da cidade”.

Ao contrário da anterior equipa que propunha distribuir, gratuitamente, 200 mil máscaras faciais, para se proteger da Covid-19, o PAICV nada oferece, tendo Francisco Carvalho cortado este ponto na sua cópia feita.

Basta uma visita à página da Câmara Municipal da Praia no Facebook para se confirmar que a proposta ontem avançada pelo Edil da Capital, nada tem de novo, em comparação à apresentada em agosto do ano passado.

Confira as duas publicações, da anterior e atual equipas camarárias

Peixeiras de Santa Cruz com melhores condições de conserva do pescado

Financiamento do Fundo de Descentralização e em parceria com o Governo, Luxembourg AID & Development, PNUD e OMCrédito permitiu que a Edilidade apoiasse essa classe na aquisição de malas térmicas

As peixeiras de Santa Cruz, na Ilha de Santiago, receberam ontem, 4, um apoio na aquisição de malas térmicas para conservação do pescado.

Trata-se de um financiamento do Fundo de Descentralização, em parceria com o Governo de Cabo Verde, Luxembourg AID & Development, PNUD e OMCrédito.

Graças a esse financiamento, a Câmara Municipal de Santa Cruz pôde apoiar essa classe, no âmbito do programa de subvenção de 50% para Aquisição de Malas Térmicas.

O objetivo desta ação, que contou com a presença do Conselheiro Residente do PNUD, Saandi Assoumani, e do Presidente Carlos Silva, visa a criação de condições para o desenvolvimento e melhoria da competitividade neste setor de atividades.

De sublinhar que as peixeiras estiveram também 5 dias numa formação sobre “Educação Financeira”, cujo objetivo é criar metas financeiras e plano de poupança, conhecendo também quais são os princípios das micro finanças e das linhas de microcrédito.

Cerca de 155 milhões de pessoas precisaram e ajuda em 2020

Números evidenciam um claro crescimento de pedidos de ajuda. Comparado que 2019, mais cerca de 20 milhões de seres humanos precisaram de ajuda humanitária

Os dados são da Rede Global Contra as Crises Alimentares, em colaboração com várias agências da ONU que apontam que cerca de 155 milhões de pessoas no mundo precisaram de ajuda humanitária devido às crises alimentares que afetaram 55 países no ano passado.

Episódios de escassez de alimentos “agravaram-se em magnitude e gravidade” e “exacerbaram as fragilidades pré-existentes” ao longo do ano passado, devido a “conflitos prolongados, consequências económicas da Covid-19 e eventos climáticos extremos”, explica o documento, que analisa a situação mundial da segurança alimentar e nutricional.

“O conflito e a fome alimentam-se mutuamente. Não podem ser resolvidos separadamente”, defendeu o Secretário-geral da ONU, António Guterres, no relatório, apelando ainda para que sejam enfrentados os dois problemas ao mesmo tempo, numa altura em que existem mais de 30 milhões de pessoas à beira da fome no mundo.

A região do mundo mais afetada pela escassez de alimentos é a África, onde vivem 97,9 milhões de pessoas nesta situação, ficando à frente do Médio Oriente (29,4), Sul da Ásia (15,6), a América Central e Caribe (11,8) e o Leste Europeu (600.000).

“As previsões apontam para um cenário desolador para 2021, com a ameaça da fome persistindo em algumas das piores crises alimentares do mundo”, alertou a Rede Global Contra as Crises Alimentares, que é apoiado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com sede em Roma, na preparação do relatório.

Em relação às causas da insegurança alimentar global, o relatório revelou que os conflitos afetaram 99,1 milhões de pessoas, os efeitos económicos – incluindo os da pandemia de Covid-19 – 40,5 milhões e os fenómenos climáticos, para 15,7 milhões.

Um total de 55 países sofriam de insegurança alimentar grave em 2020, 34 deles particularmente graves, e os dez com mais pessoas em crise alimentar foram: República Democrática do Congo (21,8 milhões), Iémen (13,5), Afeganistão (13,2), Síria (12,4), Sudão (9,6), Nigéria (9,2), Etiópia (8,6), Sudão do Sul (6,5), Zimbábue (4, 3) e Haiti (4,1).

Entre todos os afetados pela crise, 133.000 pessoas no mundo podem ser consideradas em situação de catástrofe alimentar ou fome, principalmente no Sudão do Sul (105.000), Iémen (16.500) e Burkina Faso (11.400).

Ribeira das Patas. Aulas retomadas hoje no liceu António Silva Pinto

Informação é veiculada pela Delegação da Educação no Município do Porto Novo, em comunicado

As aulas que estavam suspensas na Escola Secundária de Ribeira das Patas e que serve alunos desta zona, bem como de Alto Mira, Ribeira da Cruz e Martiene são retomadas hoje, quinta-feira, 5, informou a Delegação da Educação, em comunicado.

“Após a avaliação da situação juntamente com a Delegacia de Saúde, entendeu-se retomar as atividades letivas nesta mesma escola a partir (… do) dia 05 de maio”, lê-se numa nota postada na página da Delegação, na rede social Facebook.

Recorda-se que a medida de suspensão deveu-se à necessidade de se realizar testes de despiste à Covid-19, bem como sensibilização e desinfestação das salas/escola.

A Delegação da Educação e a tutela da Saúde apela a todos, mas sobretudo a comunidade educativa para o “rigoroso cumprimento” das regras decretadas pelas autoridades sanitárias no combate à pandemia da Covid-19.

Segundo nos havia informado a Delegada local, Felizmina Reis, a Escola de Ribeira das Patas diagnosticou 8 casos positivos de Covid-19, na passada sexta-feira, pelo que se adotou a suspensão das aulas.

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Taxa turística paga em fevereiro caiu para 6 milhões de Escudos

Trata-se de uma queda na ordem dos 96,7%, quando comparado com o período homólogo de 2020

A pandemia da Covid-19 continua a infligir um duro golpe na economia nacional, com o valor da taxa turística paga em fevereiro último a registar uma significativa baixa, na ordem dos 96,7%.

No mês anterior à notificação do primeiro caso de Covid-19, ou seja, em fevereiro de 2020, Cabo Verde havia faturado 179 milhões de Escudos com a taxa turística. Um ano depois, o valor arrecadado ficou nos 6 milhões de Escudos. Uma brusca queda.

A Agência Lusa, que cita dados de um relatório do Ministério das Finanças, observa, no entanto, que a receita da taxa turística, praticamente duplica, entre janeiro e fevereiro, mas mantém-se em níveis residuais.

“O Sonho de Amadeu”, de Leonardo Oliveira, vence Prémio Literário da UCCLA

Autor Brasileiro, de 38 anos de idade, é vencedor da 6.ª edição do Prémio

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa, a UCCLA anuncia que o livro “O Sonho de Amadeu”, de Leonardo Oliveira, é o vencedor da 6.ª edição do Prémio Literário UCCLA – Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa.

A obra vencedora, de acordo com o júri, é “prosa trabalhada, frase curta, paisagens urbanas, no prólogo que é já um trabalho de ficção, ou o início do fingimento, o autor fala depois da morte, como se a narrativa viesse dum além-túmulo sobressaltar-nos. Diálogos entre vozes, fantasmagorias, a cadência que os anima faz com que estejamos perante um narrador clássico (“Sou clássico, isto é, um criminoso”) e neste livro as vozes são nome, figuras da escrita: Zeca, Espeto, Dona Vera, num universo convulsivo, inquietante que sempre coloca a questão de saber – de o leitor saber – quem é Amadeo”.

Esta obra vai ser objeto de publicação pela Guerra e Paz editores, anuncia a UCCLA, ao anunciar o vencedor desta edição, que reuniu 699 candidaturas oriundas de vários países espalhados pelo mundo.

Leonardo Costa de Oliveira nasceu em 1983, em Paracambi, no interior do Rio de Janeiro. É geólogo, mestre em análise de bacias sedimentares e doutor em geociências.

Foi professor assistente na Universidade Federal do Espírito Santo, entre 2009 e 2013, e atualmente trabalha como Geofísico na sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro.

Em 2012 foi laureado pela Sociedade Brasileira de Geologia com a Medalha de Ouro Fernando Flávio Marques de Almeida, pelo melhor artigo de geologia publicado entre 2010 e 2012.

Em 2018 participou com um conto na coletânea independente Sós e em 2021 foi finalista do Prêmio Off Flip de Literatura na categoria contos. Durante boa parte de sua vida envolveu-se como guitarrista e vocalista em bandas de rock alternativo e vem colaborando com resenhas para os selos de indie rock Crooked Tree Records e Jambre Records. Elementos, estes, pincelados nas narrativas que desenvolve.

Lançado em 2015, este Prémio tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua Portuguesa, por novos escritores.