PGR indicia dois estrangeiros e um Cabo-verdiano em crime de tráfico de pessoas

Caso deu-se no Sal mas identidade dos envolvidos não foi divulgada

A Procuradoria Geral da República deduziu acusação contra uma pessoa coletiva e três pessoas singulares, incluindo uma de nacionalidade Cabo-verdiana, por estarem “fortemente indiciados” da prática de “ilícitos criminais”.

De acordo com a PGR, depois de se realizar uma série de diligências concluiu-se haver crime de tráfico de pessoas, por isso mandou avançar com o julgamento para efetivação da responsabilidade criminal dos implicados.

A identidade dos suspeitos não foi divulgada, mas fala-se em duas pessoas, de nacionalidade estrangeira, e uma Cabo-verdiana, e também uma empresa que opera na ilha do Sal.

Um dos arguidos tem 37 anos de idade, é único sócio e gerente de uma empresa no Sal, está indiciado de em co-autoria material e na forma consumada, de oito crimes de tráfico de pessoas em concurso real efetivo com nove crimes de emprego de trabalhador estrangeiro em situação irregular. A sua empresa foi imputada a prática, em co-autoria material e na forma consumada, de três crimes de tráfico de pessoas em concurso real efetivo com nove crimes de emprego de trabalhador estrangeiro em situação irregular.

O outro cidadão também estrangeiro de 41 anos de idade, foi imputado a prática, em co-autoria material e na forma consumada, de quatro crimes de tráfico de pessoas, ao passo que a Cidadã Cabo-verdiana, de 30 anos de idade, é imputada a prática, em co-autoria material e na forma consumada, de quatro crimes de tráfico de pessoas.

A PGR requereu, ainda, a aplicação de uma pena acessória de expulsão do território nacional do empresário, por um período de 10 anos, e deduziu o pedido de indemnização civil, a favor e em representação dos ofendidos, por danos patrimoniais e não patrimoniais, no montante de 8.850.000$00.

Notas finais do primeiro dia do festival que termina com distribuição de $

Elji Beatzkilla voltou a surpreender os seus fãs, ao atirar várias notas de 200$00 para o público

Está concluído o primeiro de três dias do festival de música na Gamboa. Pelo que se viu e se assistiu desde as 20 horas de ontem, sexta-feira, até perto das 7 horas deste sábado, nota é positiva.

O público que aderiu à primeira noite-madrugada, brilhou no comportamento e esta civilidade acaba por refletir no trabalho das próprias autoridades de segurança, nomeadamente, a Polícia Nacional.

Um pequeno percalço por volta das 5 horas, atrasou, ainda mais, o fim do primeiro dia, adiando, por largos minutos, o início do show esperado de Elji Beatzkilla, que só iniciava a atuação minutos antes das 6 horas.

Segundo se apurou, uma avaria numa mesa de iluminação, esteve na origem deste atraso. O festival que esteve marcado para iniciar às 21 horas, apenas começou pelas 22h17.

Quanto aos artistas, nota 10. Desde Gaby Baessa, que inaugurou o palco, passando por Nu Ka Nada de Lisboa, com seus ritmos de cotxi pó, a Leo Pereira, Lejemea, Rabelados, Tanbanka Djaz e Elji, registou-se brilhantes atuações. O público a todos aplaudiu.

A PN esteve com forte presença no terreno e contou com apoio de seguranças privados sobretudo no controlo dos acessos. Não se registou qualquer incidente até ao fecho desta edição.

Elji, igual a si próprio, cumpriu a promessa de um “koza dod” no fim do seu show, e ‘disparou’ várias notas de 200$00 para o público. Muitas pessoas conseguiram “faturar” com este gesto do artista.

OPAÍS.cv ousou e voltou a estar no festival, com uma ampla cobertura, introduzindo em tempo real, textos, vídeos e fotos, fazendo, assim, a diferença no acompanhamento deste grande festival Cabo-verdiano.

Depois das 20 horas, contamos voltar ao seu convívio, para levar todos os pormenores do segundo dia deste festival que já vai na sua 27.ª edição e que este ano despede deste local, que vai ceder espaço a novos e estruturantes investimentos para a Cidade.

Novo álbum de Tabanka Djaz a caminho

Garantia foi dada por Mikas Cabral, após atuação no festival da Gamboa. CD deve chegar até dezembro

O grupo Tabanka Djaz está a preparar um novo álbum, o que pode acontecer ainda este ano, indicou o guitarrista e intérprete do grupo, Mikas Cabral, em conversa com OPAÍS.cv, após brilhante atuação do grupo, no festival.

“Cada filho é um filho”, notou o cantor bissau-guineense, referindo-se ao próximo trabalho discográfico que deverá coroar os 30 anos de carreira do grupo.

O canto que se mostrou “maravilhado” com a reação do público, sublinhou, entretanto, que não se surpreendeu com esta receção e vibração até porque, notou, este é um público que sempre acarinhou os Tabanka Djaz.

“Foi maravilhoso, foi fantástico. O público Cabo-verdiano reage, normalmente, como nós esperávamos que reagissem”, congratulou-se.

“O balanço é muito positivo”, acrescentou.

Rabelados faz regressar Suzana Lubrano à Cidade da Praia

Para além de Suzana, Beto Dias e Meno Pecha também cantaram e recordaram os muitos sucessos da banda

Um regresso em grande. A mítica banda Rabelados, fundada em 1988, na Holanda, voltou a reunir-se para vir atuar no festival da Gamboa e teve uma brilhante participação, durante cerca de hora e dez minutos de palco.

Suzana Lubrano regressou à Cidade da Praia onde há muito não atuava, e recebeu o carinho do público.

Ao OPAÍS.cv, a cantora revelou que este regresso é uma “experiência, como se fosse a primeira vez” neste grande festival.

“Foi muito bom”, notou, explicando que apesar de os integrantes do grupo estarem em carreiras a solo, pontualmente Rabelados reencontra-se para grandes momentos.

A intérprete fala numa “amizade” que liga os elementos do grupo.

Para além de Suzana, Beto Dias e Meno Pecha também cantaram e recordaram os muitos sucessos da banda.

Outros “fundadores” dos Rabelados, como Danilo Tavares, Carlos Matos, Osvaldo e Silva também regressaram ao festival da Cidade da Praia.

O festival já está na reta final, faltando apenas os Tabanka Djaz e Elji Beatzkilla.

Lejemea diz ser “gratificante” atuar no Gamboa

Durante cerca de 40 minutos, artista vibrou com o público, cada vez em maior número no festival

Lejemea fez uma viagem longa, desde a sua última atuação, que aconteceu na noite-madrugada de quarta para quinta-feira, na República Checa, para vir ao Gamboa e diz-se confortado com o calor e vibração que recebeu do público que cantou com ele.

“É bastante gratificante” reconheceu, observando que está na música por gosto.

“Público aderiu em massa e cantou”, congratulou-se.

É a quarta vez que Lejemea atua no Gamboa.

Segue, agora, os Rabelados, com Beto Dias e Suzana Lubrano, a cantar juntos num regresso muito aguardado à Cidade da Praia.

“N’dal bazofo”, Leo Pereira

Artista fazia referência a um dos seus sucessos, “txeca mo kel ta dal”, e admitiu ter feito “bazofo” no palco do festival

Leo Pereira garante ter dado o seu máximo para agradar o seu público e não só. “Dei o meu máximo”, confirmou, assegurando que vai continuar a trabalhar para fazer o seu melhor na música.

O foco, indicou, é continuar a promoção do seu álbum, lançado há cerca de 8 meses.

Quanto a projetos, para já apenas parcerias, e neste sábado será lançado um dueto com o seu amigo BigZ.

Público vibra no Gamboa

Há cada vez mais público no festival e o civismo é a nota dominante

Decorre de forma tranquila o festival de música da Gamboa, e há mais público que continua a vibrar com os artistas.

Há instantes, terminou a atuação de Lejemea. Antes, passaram pelo palco, Leo Pereira, e as bandas de cotxi pó, Nu Ka Nada de Lisboa e Gaby Baessa.

Seguem-se Rabelados, depois Tabanka Djaz e para encerrar Elji Beatzkilla que promete surpresa no fecho da primeira noite de Gamboa.

As barracas de comes e bebes registam boa movimentação, o que evidencia que está a haver negócio neste festival.

O festival está também em direto na MúsikaTV, da Greenstudio, uma empresa com cerca de 12 anos de estrada.

Gamboa homenagea Morna

Autarca da Capital subiu ao palco para sublinhar a homenagem. Jovem artista Arlindo interpretou “Doce Guerra”

Presidente da Câmara Municipal, Óscar Santos, subiu ao palco para sublinhar a homenagem que a sua Autarquia rende a este género musical, na edição número 27 do festival da Gamboa.

Óscar Santos expressou seu desejo de ainda este ano ver a Morna reconhecida, a nível da UNESCO, como Património da Humanidade.

Seguiu-se a atuação do jovem artista Arlindo de Brava, que interpretou “Doce Guerra”, de Antero Simas, e de seguida Vânia Martins interpretou “Sodad”, de Armando Soares.

Ao OPAÍS.cv, Arlindo expressou satisfação pela forma “morabi” como foi acolhido pelo público e sublinhou que os jovens “também gostam da Morna”.

“Devemos abraçar o que é nosso”, sugeriu, num claro apelo à preservação e valorização deste género musical.

Natural da Brava, Arlindo integra agora Os Tubarões.

Gaby Baessa feliz com sua atuação

Artista natural de São Tomé e Príncipe inaugurou a 27.ª edição do festival de música da Gamboa e confessou estar “feliz” com a sua atuação

Gaby Baessa abriu por volta das 22h17, o palco do festival. Seguiram-se ritmos do cotxi pó durante cerca de 30 minutos. Após o show confirmou ser uma pessoa “sempre sabi” e “sempre feliz”.

Hoje, este homem do cotxi pó diz-se feliz com o seu regresso ao festival e classificou a sua atuação como “top”.

“Estou contente”, reforçou, fazendo saber que em breve vai presentear o seu público com um álbum.

Arrancou o festival

Relógio marca sensivelmente 22h17, o primeiro grupo inicia a sua atuação no festival de música de Gamboa

São os primeiros acordes e são da banda Gaby Baessa. É o cotxi pó que dá as boas vindas do certame que pode ser acompanhado em direto no canal MusikaTV.

Logo a seguir vem a banda Nu ka Nada de Lisboa, também ao estilo cotxi pó, para de seguida atuar Leo Pereira, Lejemea, Rabelados, Tabanka Djaz e Elji Beatzkilla. Pelo meio atuam vários DJ’s.