Primeiro-Ministro de Portugal felicita Francisco Carvalho pela vitória nas legislativas

Luís Montenegro reiterou a disponibilidade de Portugal para continuar a cooperar com Cabo Verde

O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, felicitou hoje o presidente do PAICV, Francisco Carvalho, pela vitória nas eleições legislativas em Cabo Verde, destacando o “apego democrático” dos Cabo-verdianos.

Numa mensagem publicada na rede social X, o Governante Português reiterou ainda a disponibilidade de Portugal para continuar a cooperar com Cabo Verde, sublinhando prioridades comuns como o desenvolvimento, a prosperidade e o crescimento.

Apesar de os resultados finais ainda não terem sido oficialmente publicados, o PAICV já reivindicou a vitória com maioria absoluta, apontando para 37 dos 72 deputados, tendo o resultado sido também reconhecido pelo Líder do MpD, Ulisses Correia e Silva.

EDEC implementa plano para reduzir perdas e regularizar consumo de energia

Com um horizonte de execução entre 18 e 24 meses, o plano prevê reduzir as perdas não técnicas na Ilha de Santiago de 31% para 16% e, a nível nacional, de 22% para 14%

A EDEC está a implementar o Plano Integrado de Cidadania Energética (PICE), um programa que visa reforçar o acesso seguro e sustentável à eletricidade, promovendo a regularização do consumo e a ligação formal dos utilizadores à rede.

Segundo a empresa, o objetivo do PICE não se limita à instalação de contadores, mas passa também por garantir que os beneficiários permaneçam ligados ao sistema, consumindo energia de forma segura e assegurando o pagamento regular das faturas.

Com um horizonte de execução entre 18 e 24 meses, o plano prevê reduzir as perdas não técnicas na Ilha de Santiago de 31% para 16% e, a nível nacional, de 22% para 14%. A iniciativa deverá ainda permitir a regularização de cerca de 14 mil consumidores ilegais, sobretudo na Cidade da Praia.

A EDEC destaca que o programa contribuirá para a sustentabilidade financeira da empresa e do sector energético nacional, ao mesmo tempo que reforça a segurança no consumo de energia, reduzindo riscos de eletrocussão e incêndios.

O plano pretende também promover o acesso universal à eletricidade, garantindo que mais famílias possam beneficiar deste serviço essencial para a qualidade de vida e dignidade.

Imprensa internacional destaca alternância política e maturidade democrática em Cabo Verde

Nas eleições de ontem, estavam em disputada 72 deputados. A CNE já distribuiu 65 lugares, faltando 7

A imprensa internacional reagiu aos resultados das eleições legislativas de domingo em Cabo Verde destacando a vitória do PAICV, o cenário de equilíbrio parlamentar e a consolidação da democracia Cabo-verdiana, considerada uma das mais estáveis do continente africano

Vários meios de comunicação Social internacionais classificaram o escrutínio de ontem como uma das eleições mais disputadas da história recente do país, sublinhando a vantagem alcançada pelo PAICV após uma década de governação do MpD liderado por Ulisses Correia e Silva.

A cobertura externa tem dado especial atenção à possibilidade de um parlamento sem maioria absoluta, cenário visto como um desafio político que poderá obrigar a negociações e entendimentos entre as forças partidárias representadas na Assembleia Nacional.

Os órgãos de comunicação internacionais destacam também a forma pacífica como decorreu o processo eleitoral e a rápida aceitação dos resultados pelos partidos concorrentes, apontando Cabo Verde como exemplo de estabilidade institucional e alternância democrática na África Ocidental.

Outro dos aspetos referidos na análise internacional é o peso da diáspora cabo-verdiana no desfecho eleitoral, sobretudo nos círculos externos, considerados decisivos na distribuição de mandatos.

Algumas publicações internacionais fizeram ainda referência às denúncias de alegadas irregularidades e compra de votos levantadas durante a campanha eleitoral por partidos da oposição, embora sem registo de incidentes graves que colocassem em causa o processo eleitoral.

Nas eleições de ontem, estavam em disputada 72 deputados no parlamento. A CNE já distribuiu 65 lugares, faltando 7. Pelas contas no site da CNE, o PAICV tem 33 assentos, o MpD 30 e a UCID 2.

Presidente da República destaca maturidade democrática após legislativas

José Maria Neves atribui 37 Deputados aos PAICV

O Presidente da República afirmou esta segunda-feira, 18 de março, que “o povo, soberanamente, falou” nas eleições legislativas de domingo, considerando que a democracia Cabo-verdiana saiu “robustecida” do processo eleitoral.

Numa publicação reagindo aos resultados das legislativas, o Chefe de Estado felicitou os Partidos políticos pela participação na jornada eleitoral, destacando a vitória do PAICV, atribuindo Partido 37 Deputados, o MpD como principal Partido da Oposição, com 33 assentos parlamentares, e a UCID, que elegeu dois Deputados. O Presidente referiu ainda o PTS e o PP, que não conseguiram representação parlamentar.

O Chefe de Estado salientou a aceitação tranquila dos resultados por parte dos atores políticos, defendendo que o País deve agora concentrar-se nos desafios nacionais e internacionais.

Segundo afirmou, o momento exige diálogo, entendimento e capacidade de construção de consensos para enfrentar as reformas necessárias ao desenvolvimento do País.

“Passado o embate eleitoral, é tempo agora de arregaçar as mangas para enfrentar os grandes desafios por que passa o País e o mundo, nesta era de roturas”, escreveu.

Observa-se, entretanto, que a contagem provisória da CNE mantém o PAICV com 33 mandatos, o MpD com 30 e a UCID com 2.

PAICV lidera legislativas com 46,6% dos votos e vantagem em mandatos provisórios

Dados da CNE ainda não aponta cenário de maioria

O PAICV liderava, à meia-noite e 45 minutos, os resultados provisórios das eleições legislativas em Cabo Verde, com 46,6% dos votos e vantagem em mandatos, segundo dados divulgados no site da CNE

O Partido somava 88.380 votos e 33 Deputados eleitos, contra 43,7% e 30 mandatos atribuídos provisoriamente ao MpD, faltando ainda distribuir sete lugares parlamentares.

De acordo com os dados oficiais disponíveis naquele momento, o MpD contabilizava 82.946 votos. A UCID surgia como terceira força política nacional, com 9.791 votos, correspondentes a 5,2% e dois mandatos provisórios.

O PTS registava 3.246 votos, equivalentes a 1,7%, enquanto o PP reunia 605 votos, representando 0,3% da votação nacional.

PAICV vence na maioria dos círculos

Os resultados provisórios indicavam vitória do PAICV em São Vicente, São Nicolau, Boa Vista, Santiago Sul, Brava, Fogo e nos três círculos da Diáspora.

Já o MpD assegurava vantagem em Santo Antão, Sal, Maio e Santiago Norte.

O cenário eleitoral continuava, no entanto, em atualização, com os dados finais ainda dependentes do fecho completo do apuramento e da distribuição dos mandatos restantes.

Legislativas/reação. Francisco Carvalho celebra vitória do PAICV e promete “um novo Cabo Verde”

O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, considerou esta madrugada, que os Cabo-verdianos deram uma “mensagem clara” nas eleições legislativas, ao confirmarem a vitória do Partido num dos escrutínios mais disputados da história democrática do País

O líder do Partido vencedor das eleições agradeceu aos eleitores no Arquipélago e na Diáspora e afirmou que “a partir de hoje há um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira reação após a divulgação dos resultados provisórios, Francisco Carvalho classificou o dia como “extraordinário”, defendendo que a democracia Cabo-verdiana voltou a demonstrar a importância da vontade popular.

O Presidente do PAICV reconheceu que a disputa eleitoral foi renhida e admitiu que, em determinados momentos, se perspetivava um cenário de maioria relativa.

Apelos à transparência eleitoral

Durante a intervenção, Francisco Carvalho levantou preocupações sobre alegadas irregularidades durante o processo eleitoral, apelando a um debate público mais aprofundado sobre práticas que, segundo afirmou, marcaram a campanha. Referiu alegações de compra de votos, distribuição de cestas básicas, movimentações financeiras e assinatura de contratos em período eleitoral, defendendo que esses temas não devem ser ignorados pelas instituições, analistas e órgãos de Comunicação Social.

Francisco Carvalho considerou ainda que Cabo Verde deve promover uma reflexão sobre o funcionamento da sua democracia e sobre a transparência dos processos eleitorais.

Mensagem dirigida à Diáspora e ao País

Na declaração feita perante militantes e apoiantes, o Presidente do PAICV dirigiu agradecimentos aos Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, sublinhando o contributo de todos os que participaram na campanha e no processo eleitoral.

Os resultados provisórios das eleições legislativas continuam a ser atualizados pela CNE, num contexto em que o PAICV surge na dianteira da votação nacional. Francisco Carvalho garante ser maioria absoluta.

Legislativas/reação. Ulisses Correia e Silva reconhece derrota do MpD e anuncia saída da liderança do Partido

O Presidente do MpD e Primeiro-Ministro cessante já reconheceu a derrota do seu Partido nas eleições legislativas deste domingo, e felicitou o líder do PAICV

Ulisses Correia e Silva acaba de admitir o que o MpD falhou os objetivos de vencer o escrutínio e continuar à frente da governação do País. O Presidente do MpD anunciou ainda que irá pedir a demissão da liderança partidária, defendendo a renovação interna do MpD após o ciclo político iniciado em 2016.

Reconhecimento da derrota eleitoral

Na sua declaração ao País, a partir da sede nacional do MpD, Ulisses Correia e Silva confirmou ter felicitado o Presidente do PAICV pela vitória eleitoral, desejando sucessos para a futura governação.

“O MpD não conseguiu atingir nem o objetivo de vencer as eleições, nem o objetivo de continuar a governar Cabo Verde”, afirmou.

Apesar de reconhecer a derrota, o líder do MpD salientou que os dados divulgados pela CNE ainda não permitiam confirmar se o PAICV alcançou maioria absoluta ou relativa, uma vez que faltavam apurar votos do círculo das Américas.

MpD promete Oposição “responsável”

Ulisses Correia e Silva garantiu que o MpD irá assumir o papel de Oposição no Parlamento, assegurando uma transição governativa “tranquila, pacífica e normal”, em respeito pelas regras democráticas.

Segundo afirmou, Cabo Verde volta a demonstrar maturidade institucional ao garantir uma alternância política sem sobressaltos.

“O MpD vai assumir o seu papel no Parlamento como Oposição responsável e continuar a servir Cabo Verde”, declarou.

Demissão da liderança do Partido

Um dos momentos mais marcantes da declaração foi o anúncio de que irá pedir a demissão da presidência do MpD, abrindo caminho para uma nova liderança partidária. Ulisses Correia e Silva considerou que chegou o momento de “passar o testemunho” e permitir que o Partido entre numa nova fase política.

“As pessoas passam, as instituições continuam”, afirmou, acrescentando que o MpD deverá continuar a ser “um Partido forte”, mesmo fora do poder.

O ainda Presidente do Partido recordou o percurso político de várias décadas, incluindo funções como Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças, Deputado e Presidente da Câmara Municipal da Praia, dizendo ser “tempo de ir para outra vida”.

Elevada abstenção

O Primeiro-Ministro destacou também a elevada taxa de abstenção registada nestas legislativas, estimando que tenha ultrapassado os 50%.

Segundo disse, o Partido fará uma análise interna às razões do afastamento dos eleitores das urnas, num processo que também deverá envolver analistas políticos.
Ulisses Correia e Silva admitiu ainda surpresa com alguns resultados eleitorais em Ilhas como São Vicente e Sal, que terão contribuído para o desfecho da eleição.

Apelo à tranquilidade e normalidade democrática

No final da intervenção, o líder do MpD apelou à serenidade e à redução da crispação política após as eleições, defendendo que o País deve regressar à normalidade.

“As eleições não são para durar sempre”, afirmou, insistindo na necessidade de preservar a estabilidade democrática e institucional de Cabo Verde.

Numa nota pessoal, Ulisses Correia e Silva disse que pretende continuar a vida fora da política ativa e garantiu que retomará já esta segunda-feira a sua rotina habitual.

Legislativas/reação. PTS considera resultados “satisfatórios” e destaca crescimento nestas eleições

A Presidente do PTS, Jónica Brito, considerou satisfatórios os resultados alcançados pela formação política nas eleições legislativas deste domingo, destacando o aumento expressivo do número de votos em comparação com o escrutínio de 2021

Em reação aos resultados provisórios, Jónica Brito afirmou que o PTS praticamente duplicou a votação obtida nas últimas legislativas, sublinhando o crescimento do Partido nos círculos de Santiago Sul e Santiago Norte, onde disse que a força política se afirmou como terceira força política.

A líder partidária agradeceu aos militantes, simpatizantes e eleitores que confiaram no projeto do PTS, defendendo que os resultados demonstram que parte do eleitorado Cabo-verdiano procura “uma nova forma de fazer política”, mais próxima dos cidadãos.

Jónica Brito mostrou-se igualmente satisfeita com o cenário político que começa a desenhar-se no País, apontando para a possibilidade de ausência de maioria absoluta no Parlamento. Segundo afirmou, o PTS sempre defendeu uma governação baseada na negociação e no diálogo político.

A Presidente do PTS garantiu ainda que o Partido pretende continuar a consolidar a sua presença política em Cabo Verde, assumindo metas de médio e longo prazo.

Legislativas/reação. UCID critica irregularidades e considera abstenção a “grande vencedora” das eleições

O Presidente da UCID, João Santos Luís, afirmou por volta das 22h50, desta noite, que os resultados das eleições legislativas ficaram aquém das expectativas do Partido, ao mesmo tempo que denunciou alegadas práticas antidemocráticas durante o processo eleitoral

Em declaração a partir da sede do Partido na Cidade do Mindelo, o líder da UCID reconheceu que “as eleições não correram bem” para o seu Partido, sublinhando, contudo, que “o povo é quem mais ordena em democracia”.

João Santos Luís acusou o MpD e o PAICV de utilizarem recursos públicos e estruturas municipais em benefício das respetivas campanhas eleitorais. Segundo afirmou, houve “utilização massiva e expressiva dos recursos públicos” e distribuição de brindes em várias Ilhas e na Diáspora, situações que, no entendimento da UCID, influenciaram os resultados eleitorais deste domingo.

O dirigente criticou ainda o que classificou como fragilidades da democracia Cabo-verdiana, considerando que os dois principais Partidos têm dominado e condicionado o ambiente político ao longo dos últimos 50 anos.

Apesar dos resultados, João Santos Luís defendeu que a UCID apresentou propostas e projetos para o desenvolvimento económico, político e social do País, com enfoque em áreas como emprego, justiça, segurança e política fiscal.

O Presidente da UCID destacou também a elevada taxa de abstenção, estimada em cerca de 50%, considerando que “a abstenção volta a ser a grande vencedora” destas eleições legislativas.

As eleições legislativas deste domingo continuam com resultados em atualização pela CNE, num cenário em que os dados provisórios apontam para um parlamento sem maioria absoluta.