Presidente do PAICV falta entrevista na TCV

Entrevista com Francisco Carvalho seria difundida ontem, segunda-feira

A Televisão de Cabo Verde (TCV) confirmou que a entrevista com o Presidente do PAICV, candidato a Primeiro-Ministro, nas eleições de 17 de maio, prevista para emissão na noite de ontem, não foi transmitida por não ter sido gravada, devido à ausência do líder partidário na data agendada.

Em comunicado, a direção da TCV esclarece que a iniciativa previa a realização de entrevistas com todos os líderes dos Partidos concorrentes às eleições, cuja ordem de emissão foi definida por sorteio, em reunião com representantes das diferentes candidaturas. O ciclo de entrevistas teve início no passado dia 23 de abril e devia culminar ontem, com a difusão da entrevista com Francisco Carvalho.

Segundo a estação pública, foram criadas todas as condições necessárias para garantir a concretização desta ação de serviço público. No entanto, “não foi possível assegurar a presença do líder do PAICV nos estúdios, na data agendada para a gravação”, por razões alheias à TCV.

Deste modo, a Direção da televisão pública confirmou que a entrevista com o Presidente do Partido não podia ser transmitida, uma vez que não chegou a ser gravada.

Entretanto, os presidentes do MpD, da UCID, do PTS, e do PP, compareceram às respetivas entrevistas, que foram gravadas e difundidas nas datas programadas. O OPAÍS.cv, considerando tratar-se de matéria de relevante interesse informativo, produziu conteúdos jornalísticos com base nas referidas entrevistas.

Ver aqui o comunicado da Direção da TCV.

Projeto sobre migração segura encerra com workshop na Cidade da Praia

Ministra da Justiça preside sessão de encerramento

O projeto SIM-CV, financiado pela União Europeia para promover uma migração segura e informada em Cabo Verde, chega ao fim esta terça-feira, 28 de abril, com um workshop na Cidade da Praia.

A iniciativa, denominada “Promoção de uma Migração Segura, Regular e Integrada em Cabo Verde” (SIM-CV), é financiada pela União Europeia, no âmbito do Migration Partnership Facility, e implementada pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas Migratórias, em parceria com a Alta Autoridade para a Imigração e o Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas.

Lançado em outubro de 2025, o projeto decorreu ao longo de sete meses, período durante o qual foram desenvolvidas ações destinadas a reforçar a coordenação institucional, capacitar atores-chave e melhorar o acesso da população a informações claras sobre migração, tráfico de pessoas e vias legais de mobilidade.

A sessão de encerramento conta com a presença da Ministra da Justiça, Joana Rosa.

Governo formaliza privatização da CV Handling com entrada da Swissport

Primeiro-Ministro preside o ato a ser realizado no Palácio do Governo

O Governo formaliza, na manhã desta terça-feira, a privatização da CV Handling, num ato presidido pelo Primeiro-Ministro, no Palácio do Governo, marcando uma nova etapa no setor da aviação civil no País.

Cabo Verde avança com a privatização do serviço de handling nos aeroportos e aeródromos nacionais, tendo como parceiro estratégico a empresa Swissport, selecionada através de concurso público internacional.

A cerimónia de formalização decorre esta manhã, no Palácio do Governo, sob presidência do Chefe do Executivo. No âmbito do processo, será assinado o Contrato de Compra e Venda de Ações da CV Handling, S.A., através do qual a ASA – Aeroportos e Segurança Aérea, na qualidade de vendedora, transfere a participação para a Swissport Holding Spain S.L., enquanto compradora.

De acordo com o Governo, a operação “reveste-se de elevada importância estratégica para o setor da aviação civil nacional”, representando um avanço no processo de modernização, aumento da eficiência e reforço da competitividade dos serviços de handling em Cabo Verde.

A entrada da Swissport, empresa com experiência internacional no setor, é apontada como um passo relevante para a melhoria da qualidade dos serviços prestados nos aeroportos do País.

Presidente do PAICV viu a sua memória traída ao contar a história do MpD e do PAIGC/CV

O presidente do PAICV viu a sua memória traída ao contar a história do MpD e do PAIGC/CV.

A verdadeira história é esta:

O primeiro partido político que saiu do “ventre” de um outro partido é o PAICV resultado de um “parto” violento!

PAICV é o resultado de uma violência politica interna, corolário do assassinato politico de Amílcar Cabral em 1973!

Até 1980 não existia nenhum partido político nacional em Cabo Verde, mas sim um partido binacional com sede na Guiné-Bissau. PAICV foi criado em 1981, desta data até 1990 não existia uma lei sobre os partidos políticos e a oposição democrática!

Isto é para os mais novos!

Mas vamos ao fosso que distingue o MpD do PAICV:

1. Em partidos de matriz ideológica como o PAICV sair do partido e integrar ou criar um outro é considerado TRAIÇÃO! Por isso os dirigentes que decidiram demitir-se do PAIGC em 1979 foram perseguidos, violentados e privados das suas liberdades e dos seus direitos políticos fundamentais. Alguns seguiram o exílio forçado e só regressaram em 1990/91.

2. Em partidos democráticos funciona o princípio da livre adesão: ninguém é obrigado a entrar assim como não é obrigado a permanecer. Se não está de acordo por mais diversas razões cada membro está no DIREITO de bater com a porta e isto é genuinamente democrático!

Quem sair tem direito a reentrar porque a adesão a um partido político é livre, pelo desde que preencha os requisitos estatutários, legais e constitucionais nenhum órgão partidário pode recusar o pedido de refiliação.

3. Nos partidos democráticos coabitam os princípios de cisão e de fusão, coisa inimaginável em partidos monista e de rigidez ideológica!

Eu fui fundador do MpD e demiti-me em 1999, mas se hoje, aos 70 anos, decidir pela refiliação nenhum órgão do MpD poderá recusar-me este direito com o fundamento de ter saído e criado um outro partido.

Conclusão: dos que saíram em 1993 e em 1999 uma grande maioria regressam ao MpD, outros ingressaram em outros partidos ou deixaram a militância ativa.
Isto é democracia simples! Quem deixa um partido voluntariamente não comete delito de opinião!

Por isso digo que o MpD é o partido mais forte de Cabo Verde porque depois de duas cisões foi o partido maioritário no Poder Local, 15 anos depois regressou ao poder e vai continuar a governar Cabo Verde por mais 5 anos!

Simplesmente porque que a força das suas ideias e do seu projeto político democrático e reformista ainda une uma grande maioria que esteve na sua fundação em 1990!

E estou convencido que a grande maioria que esteve na fundação da democracia levantar-se-á de novo para defender a democracia liberal, o Estado de direito e a economia de base privada no dia 17 de maio!

Viva o MpD!

Viva a Democracia!

Viva o desenvolvimento de Cabo Verde!

Cabo Verde pa frente!

UCID quer “equilibrar o poder” e promete governação mais transparente

Presidente da UCID, João Santos Luís, afirmou que o Partido entra nas legislativas com “grande expetativa” de reforçar a representação parlamentar e promover um maior equilíbrio político no País

Em entrevista à TCV, no âmbito de um ciclo de conversas com líderes partidários, o líder democrata-cristão defendeu a necessidade de um Parlamento mais equilibrado, capaz de garantir uma governação baseada no diálogo, transparência e definição de prioridades alinhadas com as necessidades dos Cabo-verdianos.

João Santos Luís sustentou que a UCID tem registado um crescimento sólido e mostrou-se confiante de que a mensagem do Partido está a chegar ao eleitorado. Criticou, no entanto, o que considera ser um histórico de “poder absoluto” no País, marcado por maiorias que, segundo disse, têm favorecido governações “de luxo e vaidade”, afastadas das reais preocupações da população.

No plano económico, defendeu uma reorientação da economia para a produção, com maior aposta nos setores da pesca e agricultura, bem como no reforço do turismo, comércio e serviços. Apontou ainda preocupações com a emigração jovem, defendendo novos modelos de desenvolvimento e formas de fazer política.

Sob o lema “Mais equilíbrio, melhor governação”, a UCID apela a uma campanha centrada em ideias e projetos, esperando contribuir para um Parlamento mais representativo e focado nas pessoas.

Veja a entrevista à TCV na íntegra.

Campanha eleitoral arranca a 30 de abril na Praia com comícios do MpD e do PAICV

MpD realiza comício em Achada Santo António, em frente à Escola Técnica, PAICV promove comício na Várzea, junto ao memorial Amílcar Cabral

A Cidade da Praia acolhe, no próximo dia 30 de abril, a abertura oficial da campanha eleitoral para as legislativas de 17 de maio, com ações políticas promovidas pelo MpD e pelo PAICV, que incluem comícios e intervenções dos respetivos líderes.

De acordo com as informações disponíveis, os dois principais Partidos políticos Cabo-verdianos dão início à campanha na Capital do País com eventos marcados para o final da tarde. O MpD realiza um comício na zona de Achada Santo António, em frente à Escola Técnica, com início previsto para as 18 horas.

Por sua vez, o PAICV promove um comício na Várzea, junto ao memorial Amílcar Cabral, agendado para as 17h30.

Durante os referidos comícios, os líderes das duas formações políticas deverão apresentar e passar em revista as suas plataformas eleitorais, destacando as principais propostas para o País. Ambos deverão também dirigir apelos ao eleitorado no sentido de mobilizar o voto a favor dos seus Partidos nas eleições legislativas marcadas para 17 de maio.

Sobre os restantes partidos concorrentes, ainda não dispomos de informação quanto a atividades de início da campanha.

Presidente do PP denuncia falta de equidade e apela ao “voto na diferença”

Amândio Barbosa Vicente acusou o Governo de práticas como distribuição de cestas básicas, dinheiro e cartas de condução em período pré-eleitoral

O líder do Partido Popular, PP, Amândio Barbosa Vicente, criticou duramente o ambiente pré-eleitoral no País, apontando alegadas irregularidades e defendendo que o seu Partido representa uma alternativa baseada na justiça social.

Em entrevista à TCV, no âmbito de um ciclo de conversas com líderes partidários, o dirigente afirmou que o PP entra na corrida movido pelo “direito de cidadania” e pela vontade de contribuir para o desenvolvimento do País, embora admita incerteza quanto à eleição de Deputados nas legislativas de 17 de maio.

Amândio Barbosa Vicente acusou o Governo de práticas como distribuição de cestas básicas, dinheiro e cartas de condução em período pré-eleitoral, além de questionar a atuação da justiça, defendendo que uma Procuradoria-Geral mais independente evitaria tais situações. Criticou também a Comunicação Social, alegando falta de independência e pressão governamental sobre o jornalismo.

O Presidente do PP denunciou ainda uma alegada instrumentalização da administração pública e das delegações do Governo nas Ilhas, que, segundo disse, estariam envolvidas no processo eleitoral, criando desvantagens para a sua força política.

Apesar das críticas, Amândio Barbosa Vicente garantiu coerência no percurso do Partido, centrado na luta contra as desigualdades, e apelou ao eleitorado para votar “na diferença” nas próximas eleições.

Veja a entrevista à TCV na íntegra.

Cabo Verde reafirma compromisso com CEDEAO e estratégia regional Visão 2050

Cabo Verde reiterou hoje, segunda-feira, o seu compromisso com a integração regional e os objetivos estratégicos da CEDEAO

Tal posição foi reiterado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, José Luís Livramento, ao receber a Vice-Presidente da CEDEAO, na Cidade da Praia.

A reunião, realizada no âmbito da promoção da Visão 2050, serviu para reforçar as relações de cooperação e alinhar prioridades entre o nosso País e a organização regional, num momento em que se pretende impulsionar uma África Ocidental mais integrada, próspera e centrada nos cidadãos.

O Chefe da diplomacia Cabo-verdiana destacou a importância da estratégia como guia para o futuro da região, sublinhando a convergência com as prioridades nacionais e manifestando disponibilidade para colaborar na implementação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

José Luís Livramento expressou ainda a expectativa de que a Visão 2050 traga resultados concretos para as populações, contribuindo para o reforço da resiliência e do bem-estar na sub-região.

Governo promete mais apoios à Imprensa privada e exige maior qualidade do setor

Secretário de Estado com responsabilidades no setor da Comunicação Social destacou o pactue de medias para o setor privado

Às vésperas do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado a 3 de maio, e na antecipação das próximas eleições legislativas de 17 de maio, o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Lourenço Lopes, anunciou novas medidas para reforçar a Imprensa privada, reconhecendo a necessidade de mais incentivos e melhor qualidade no serviço prestado.

Em conferencia na manhã de hoje, na Cidade da Praia, o governante destacou a dinâmica crescente dos média privados em Cabo Verde, mas admitiu que o setor precisa de maior apoio estruturado. Entre as medidas previstas estão a atribuição do estatuto de utilidade pública aos órgãos privados, um novo regime de publicidade institucional para ampliar o acesso à publicidade do Estado, a redistribuição da taxa audiovisual e a criação de um mecanismo unificado de financiamento.

Apesar do reforço anunciado, Lourenço Lopes sublinhou que o aumento do apoio deve ser acompanhado por maior produtividade e qualidade na informação, defendendo um serviço cada vez mais rigoroso e relevante para os cidadãos.

O governante fez ainda um balanço positivo do setor da comunicação social em Cabo Verde, apontando a atuação independente da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social e o cumprimento dos compromissos com os órgãos públicos, garantindo condições para uma cobertura “isenta e alargada” das eleições legislativas de 17 de maio.

5G chega ao Parque Tecnológico e vai beneficiar mais de 20 empresas em fase piloto de um ano

Mais de 20 empresas instaladas no Parque Tecnológico vão beneficiar de uma experiência piloto de 5G, com duração de um ano, numa iniciativa que promete impulsionar inovação e novas soluções digitais no País

A tecnologia, considerada disruptiva, permitirá velocidades até dez vezes superiores ao 4G, além de latência muito baixa e capacidade para suportar um uso massivo de dispositivos ligados à chamada Internet. Segundo Valdemar Monteiro, da CVTelecom, estas características abrem portas a aplicações avançadas, desde jogos em tempo real a soluções baseadas em movimento e automação.

A fase experimental será exclusiva para as empresas residentes no Parque Tecnológico, maioritariamente de base tecnológica, e não terá custos durante o período de testes. O objetivo é desenvolver e testar soluções inovadoras com potencial de aplicação local e exportação internacional.

De acordo com os promotores, a introdução do 5G representa um passo estratégico para posicionar Cabo Verde como um polo de inovação tecnológica, criando condições para o surgimento de produtos e serviços com impacto global.