Homem detido com droga em Assomada fica em prisão preventiva

O suspeito foi encontrado na posse de 102 gramas de cannabis

O Tribunal da Comarca de Santa Catarina decretou prisão preventiva para um indivíduo de nacionalidade Cabo-verdiana suspeito de tráfico de droga na Cidade de Assomada.

Segundo a Polícia Judiciária, a detenção ocorreu em flagrante delito durante uma operação de busca domiciliária realizada na localidade de Chão de Santos, no âmbito do combate ao tráfico interno de droga em Santiago Norte.

A ação resultou na apreensão de 102 gramas de cannabis na posse do suspeito, natural do concelho de Santa Catarina.

Após o primeiro interrogatório judicial, o tribunal aplicou a medida de coação mais gravosa, devendo o arguido aguardar os próximos trâmites do processo em prisão preventiva.

A Polícia Judiciária assegura que continuará a realizar operações para combater o tráfico de droga na região.

Anomalias na divulgação dos resultados podem ter origem em sabotagem, diz NOSI

Foram adotadas várias medidas para garantir a fiabilidade dos dados, incluindo a separação dos sistemas da TCV e do portal de resultados, permitindo à estação continuar a transmissão em direto

O Presidente do Conselho de Administração do NOSI, Carlos Tavares Pina, admitiu a possibilidade de uma “tentativa de sabotagem” nas primeiras horas da divulgação dos resultados provisórios das eleições legislativas de 2026.

Em conferência de imprensa, o responsável explicou que o processo teve início às 19:00 com todas as condições técnicas asseguradas, mas que foram rapidamente detetadas anomalias nas infraestruturas.

Segundo Carlos Tavares Pina, foram adotadas várias medidas para garantir a fiabilidade dos dados, incluindo a separação dos sistemas da Televisão de Cabo Verde e do portal de resultados, permitindo à estação continuar a transmissão em direto.

O portal voltou a funcionar por volta das 21:00, estando a situação controlada cerca de meia hora depois, sem impacto nos resultados eleitorais.

O responsável indicou ainda que não está confirmada a hipótese de ciberataque, mas também não é descartada, tendo sido criada uma equipa multinacional para investigar o caso, com conclusões preliminares previstas até 22 de maio.

Francisco Carvalho promete “governar de imediato” e aponta cortes nas “gorduras do Estado” como prioridade

Na primeira entrevista concedida à TCV após a vitória do PAICV nas eleições legislativas de 17 de maio, Francisco Carvalho traçou as linhas gerais da futura governação, defendendo reformas económicas, aposta no setor primário, melhoria dos transportes interilhas e maior diálogo institucional

O líder do PAICV afirmou que já tem o governo preparado e garantiu que os primeiros resultados poderão ser visíveis nos primeiros cem dias de mandato.

“Maioria absoluta”

Francisco Carvalho abriu a entrevista afirmando que a vitória do PAICV representa uma “maioria absoluta de cabo-verdianos”, incluindo residentes no país e na diáspora. O presidente do partido sublinhou que a campanha terminou e que chegou o momento de cumprir os compromissos assumidos junto dos eleitores.

Segundo disse, as promessas eleitorais foram sustentadas por contas já feitas pela equipa do partido, insistindo que haverá margem orçamental para implementar as medidas anunciadas.

Cortes na despesa do Estado para financiar medidas sociais

Entre os principais pontos abordados esteve a questão do financiamento das políticas anunciadas durante a campanha, especialmente na área da saúde.

Francisco Carvalho defendeu que o futuro governo pretende reduzir aquilo que chamou de “gorduras do Estado”, através de cortes em viagens, estudos e consultorias, honorários, número de membros do governo e outras despesas públicas, e argumentou que essas reduções permitirão financiar medidas sociais consideradas prioritárias, acrescentando que o partido pretende “ir muito mais longe” do que aquilo que foi apresentado durante a campanha.

Governo já está preparado

Questionado sobre a composição do futuro executivo, Francisco Carvalho afirmou que o governo “já está todo feito”, embora tenha recusado avançar nomes.

Segundo explicou, o executivo será composto por uma combinação de experiência, competência e renovação geracional. O presidente do PAICV defendeu um modelo de governação inclusivo, alinhado com o lema “Cabo Verde para todos”.

Aposta no setor primário

Ao abordar os desafios económicos, Francisco Carvalho considerou que Cabo Verde sempre viveu em contextos difíceis e criticou o discurso centrado na crise permanente.

O presidente do PAICV afirmou que uma das prioridades será reduzir a dependência das importações e reforçar a produção nacional, sobretudo através da agricultura, pescas e pecuária. Nesse sentido, anunciou a criação do “Banco Agro Azul”, destinado ao financiamento do setor primário, defendendo que essa aposta poderá gerar emprego de forma imediata, sobretudo no mundo rural.

Segundo precisou, o abandono do interior e das zonas rurais terá provocado a perda de milhares de postos de trabalho nos últimos anos, contribuindo para a emigração dos jovens.

Emprego jovem e incentivo ao empreendedorismo

O líder do PAICV destacou ainda a intenção de expandir para todo o país o modelo “Praia Empreende”, implementado durante a sua gestão na Câmara Municipal da Praia.

A iniciativa prevê financiamento e acompanhamento técnico para projetos de jovens empreendedores. Francisco Carvalho defendeu também a instalação de fábricas em Cabo Verde, incluindo unidades de mobiliário, argumentando que o país precisa de diversificar a economia e criar empregos.

Transportes interilhas como prioridade estratégica

Outro dos temas centrais da entrevista foi o problema dos transportes interilhas, com Francisco Carvalho a considerar que os transportes são “centrais” para o desenvolvimento do país, incluindo para o crescimento do turismo e para a fixação das populações nas ilhas.

O presidente do PAICV revelou que existem propostas de operadores privados para assegurar ligações marítimas a 500 escudos e ligações aéreas a cinco mil escudos em determinados percursos interilhas.

Segundo afirmou, o futuro governo pretende também investir na aquisição de mais embarcações e melhorar a acessibilidade entre as ilhas.

Relação com o MpD e diálogo institucional

Sobre o relacionamento político com o MpD, Francisco Carvalho afirmou que o PAICV tem “obrigação de dialogar”, sobretudo em matérias que exigem consensos parlamentares. No entanto, acusou o MpD de criar obstáculos durante a sua experiência enquanto presidente da Câmara Municipal da Praia, defendendo existir uma diferença entre o “teatro do diálogo” e a prática efetiva de diálogo político. Apesar disso, garantiu abertura para manter medidas consideradas positivas da governação cessante.

Primeiros resultados “nos cem dias”

Francisco Carvalho garantiu que os primeiros resultados da sua governação deverão começar a ser sentidos nos primeiros cem dias após a tomada de posse.

O líder do PAICV afirmou que pretende iniciar imediatamente a implementação das medidas anunciadas durante a campanha.

Verdade, proximidade e continuidade no bairro

Ao refletir sobre o seu percurso político, Francisco Carvalho atribuiu o seu sucesso eleitoral à “verdade” e à proximidade com as pessoas.

O futuro primeiro-ministro indicou que pretende continuar a viver no bairro de Vila Nova, na Praia, onde reside atualmente, afirmando que os cargos políticos não devem afastar os dirigentes da realidade social da população.

Diáspora terá “papel central”

Na parte final da entrevista, Francisco Carvalho destacou o papel da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde. Ele afirmou que pretende retomar políticas voltadas para as comunidades emigradas, incluindo a Estratégia Nacional de Migração e Desenvolvimento, criada anteriormente pelo PAICV.

Entre as medidas anunciadas está a criação de uma Agência de Mobilidade, destinada a reforçar o acompanhamento das comunidades cabo-verdianas no exterior e estreitar as relações entre a diáspora e o país.

Reveja aqui a entrevista à TCV.

O PAICV tem a maioria política, mas não tem a maioria sociológica!

Quando a poeira baixar, e a medida em que nos aproximamos da formação do Governo da IX Legislatura (2026-2031), os superlativos dos dias da euforia e da exaltação da vitória do PAICV nas legislativas de ontem, depois de ter estado dez anos da oposição e, nesta condição politica, ter sido em democracia o partido maioritário nas autarquias em 2024, darão lugar a uma leitura, quiçá mais realista do que aconteceu no dia 17 de maio de 2026.

Na falta de estudos sobre os resultados, 5 realidades emergiram dessas legislativas:

Primeira: mais de metade dos cabo-verdianos com a idade e direito de votar preferiram fazer outra coisa no dia da votação. Isto, é da maior relevância que seja estudado;

Segunda: no país, aqui na Tapadinha, PAICV teve 78.904 votos e o MpD 76.993 votos, portanto uma diferença de 1.912 votos;

Terceira: como observou Jose Antônio dos Reis, a diáspora decidiu as eleições;

Quarta: o país é cada vez mais polarizado e o bipartidarismo se sedimentou;

Quinta: o MpD tornou-se o Porto Seguro do regime, isto é, tornou-se uma minoria qualificada porque sem o MpD nenhuma matéria que exige 2/3 dos deputados presentes será aprovada, mormente a revisão constitucional.

Então, como falar de uma vitória estrondosa ou de uma derrota esmagadora? Só no imaginário daqueles que tanto esperaram pelo regresso do PAICV ao poder! Até se falou de uma vitória histórica num país com 8 eleições legislativas nas costas!

Combatendo um partido com 10 anos de desgaste e também com erros cometidos assente numa propaganda de que não fez nada, de que houve o desgoverno, mas praticamente metade dos eleitores que foram as urnas aprovaram a Plataforma Eleitoral- Cabo Verde pa Frente e outra metade para a Plataforma Eleitoral- Cabo Verde para todos.

Somos um sistema proporcional, por 1 se ganha e por 1 se perde sem por em causa a legitimidade do partido vencedor, como aconteceu em São Lourenço dos Órgãos nas autárquicas de 2024!

A realidade é esta: o PAICV tem a maioria política, mas não tem a maioria sociológica!

O que Ulisses e o MpD fizeram é obra, demonstrativo de consistência e de robustez política e institucional do MpD!

A ideia de que os cabo-verdianos tinham um desejo profundo de mudança de governo até do regime não passou de uma miragem. Vaga de fundo que queriam imprimir com a vitória nas autárquicas de 2024 esfumou-se!

O MpD se agigantou e demonstrou que está implantado na cabeça e nos corações de milhares de cabo-verdianos.

A nova liderança que sairá da próxima Convenção extraordinária eletiva, bem como a nova liderança do Grupo Parlamentar terão as condições de partida para exercer uma oposição responsável e muito competente!

De imediato, importa manter todo o corpo do MpD mobilizado para apoiar um candidato da sua área política para as eleições presidenciais de novembro deste ano. O argumento será o mesmo que o então candidato presidencial Zé Maria Neves defendeu em campanha eleitoral: “não colocar todos os ovos no mesmo cesto”. Precisamos de um PR que não seja da área politica do PAICV!

Cabo Verde precisa, neste novo quadro politico, de um PR que terá na sua agenda a defesa intransigente da Constituição, ou seja, do sistema político tal como está consagrado na Constituição!

É mister que a Convenção extraordinária tivesse lugar em janeiro de 2027.

Cabo Verde sempre pa Frente!

ROJAE-CPLP destaca clima pacífico nas eleições em Cabo Verde

O balanço foi apresentado pelo porta-voz Fernando Anastácio, que liderou uma missão composta por 11 observadores de Angola, São Tomé e Príncipe e Portugal

A Rede dos Órgãos de Administração Eleitoral da CPLP (ROJAE-CPLP) destacou que o processo eleitoral em Cabo Verde decorreu num ambiente “pacífico, ordeiro e cívico”.

O balanço foi apresentado pelo porta-voz Fernando Anastácio, que liderou uma missão composta por 11 observadores de Angola, São Tomé e Príncipe e Portugal.

Segundo a missão, o processo foi conduzido em conformidade com o quadro legal Cabo-verdiano e os padrões internacionais, tendo sido, de forma geral, cumpridos os procedimentos nas mesas de voto.

Apesar de alguns atrasos pontuais na abertura de assembleias, relacionados com a verificação do material eleitoral, a organização considerou que estes não comprometeram a transparência e a regularidade do processo.

A ROJAE-CPLP apontou ainda recomendações, como a simplificação dos procedimentos preparatórios e melhorias na logística de recolha do material eleitoral, para aumentar a eficiência do processo.

Homem de 39 anos em prisão preventiva por maus-tratos à mãe

O arguido, natural do Município de Santa Catarina de Santiago, é suspeito de dois crimes de maus-tratos a ascendente

O Tribunal da Comarca de Santa Catarina decretou prisão preventiva para um homem de 39 anos, indiciado da prática de dois crimes de maus-tratos contra a sua mãe biológica, informou o Ministério Público.

De acordo com a Procuradoria da República da Comarca de Santa Catarina, a detenção ocorreu no dia 15 de maio, fora de flagrante delito, no âmbito de um processo de instrução conduzido pelo Ministério Público.

O arguido, natural do Município de Santa Catarina de Santiago, é suspeito de dois crimes de maus-tratos a ascendente, previstos e punidos pela legislação penal Cabo-verdiana.

Após o primeiro interrogatório judicial, o tribunal validou a acusação e aplicou a medida de coação mais grave, conforme solicitado pelo Ministério Público.

A Procuradoria-Geral da República indicou ainda que o processo continua em investigação e permanece em segredo de justiça, sendo as informações divulgadas no quadro do dever de transparência e informação ao público.

ONU felicita Cabo Verde por eleições “pacíficas, transparentes e inclusivas”

A organização destacou a participação dos cidadãos nas ilhas e na Diáspora, bem como a maturidade dos atores políticos e o respeito pelo resultado das urnas, considerando que estes fatores reforçam a confiança nas instituições e na democracia Cabo-verdiana

As Nações Unidas felicitaram Cabo Verde pela realização de mais um processo eleitoral considerado “pacífico, transparente e inclusivo”, sublinhando o civismo e o respeito pela democracia demonstrados durante as legislativas de 2026.

A organização destacou a participação dos cidadãos nas ilhas e na Diáspora, bem como a maturidade dos atores políticos e o respeito pelo resultado das urnas, considerando que estes fatores reforçam a confiança nas instituições e na democracia Cabo-verdiana.

As Nações Unidas saudaram ainda a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Polícia Nacional, os partidos políticos, a sociedade civil, os órgãos de comunicação social e todos os intervenientes que contribuíram para o sucesso do processo eleitoral.

Na mesma mensagem, a organização parabenizou o partido vencedor e os eleitos, desejando sucesso no exercício das novas funções.

As Nações Unidas reafirmaram ainda o compromisso de continuar a trabalhar com Cabo Verde e com o novo Governo, em articulação com todos os setores da sociedade, para a promoção do desenvolvimento sustentável, da paz e dos direitos humanos.

Manifesto de apoio ao Mar Liso

Há barcos que se medem pelo tamanho. Outros, pela história, pela utilidade e pela ligação humana que criam com um povo. O Mar Liso pertence claramente à segunda categoria. Apesar da sua pequenez no tamanho ele é gigante na importância para a nossa ilha de São Nicolau. Sem grandes luxos ou comodidades modernas, ele é absolutamente indispensável para a vida de muitos sanicolauenses.

Na semana passada, por causa da campanha eleitoral e da utilização do navio pelo presidente do MpD para sair de São Nicolau, surgiram comentários sobre o nosso Mar Liso, como se estivéssemos a falar de uma embarcação sem valor ou importância. E isso é profundamente injusto para um barco que, durante anos, tem servido São Nicolau com uma dedicação que muitos dos grandes navios jamais conseguiram igualar.

O Mar Liso é, sim, um barco de carga. Mas é muito mais do que isso. É um verdadeiro elo entre São Vicente e São Nicolau. É um parceiro silencioso dos comerciantes, dos pequenos empresários, das famílias que dependem regularmente do transporte de mercadorias para manter os seus negócios e sustentar as suas casas.

Quantas cargas urgentes já não passaram pelo Mar Liso? Quantas encomendas, produtos alimentares, materiais e mercadorias chegaram ao destino graças a este nosso pequeno cargueiro?

E mais do que isso: o Mar Liso já foi inúmeras vezes um verdadeiro “pronto-socorro” humano e social. Quantos doentes não seguiram para São Vicente a bordo deste navio, muitas vezes em situações delicadas, quando outras alternativas simplesmente não existiam? Quantas famílias encontraram no Mar Liso a única esperança de deslocação rápida entre as duas ilhas?

É precisamente por isso que o Mar Liso conquistou algo que nenhum outro barco conseguiu conquistar totalmente: uma relação de proximidade e familiaridade com São Nicolau. O povo reconhece nele uma embarcação amiga, presente, disponível e resiliente.

Mesmo com a presença de navios maiores, mais modernos e confortáveis, como o Dona Tututa, o Praia d’Aguada ou o Inter-ilhas, a verdade é simples e clara: nenhum destes “grandões” conseguiu substituir o papel singular do pequeno Mar Liso. Porque há serviços que não se medem apenas por capacidade, velocidade ou aparência. Medem-se, exatamente, pela confiança e pela presença constante junto das populações.

As pessoas que operam o Mar Liso – desde marinheiros ao pessoal da agência – merecem respeito. Merecem reconhecimento pelo trabalho duro que realizam diariamente, muitas vezes em condições difíceis, para garantir a ligação marítima entre São Vicente e São Nicolau e vice-versa. Destratar o nosso barco é também desvalorizar homens e mulheres que têm servido estas ilhas com esforço e dedicação.

O Mar Liso pode não impressionar à primeira vista. Mas impressiona naquilo que realmente importa: utilidade, compromisso e serviço às populações. E enquanto continuar a cumprir essa missão, continuará a ser, para muitos sanicolauenses, muito mais do que um simples barco. Será sempre “o nosso Mar Liso”.

Presidente do PAICV critica alegadas práticas do MpD após vitória eleitoral

Francisco Carvalho diz que novo ciclo político será marcado pelo combate à compra de votos, reforço institucional, governação em diálogo

Nas suas primeiras declarações após a vitória eleitoral, o presidente do PAICV direcionou críticas a alegadas práticas do MpD e não poupou instituições do Estado, como a PGR e a CNE, acusadas de alegada inação perante denúncias públicas.

Alegada compra de votos e uso de recursos públicos

O presidente do PAICV, Francisco Carvalho, afirmou que o Cabo Verde não pode continuar a “enganar o mundo com uma democracia de fachada”, denunciando alegadas práticas de compra de consciência durante o processo eleitoral.

Nas declarações à imprensa, após declarar a vitória do seu partido, Francisco Carvalho apontou situações relacionadas com distribuição de cestas básicas, abertura de contas bancárias e assinatura de contratos públicos em período eleitoral, defendendo que os casos devem ser analisados pelas instituições competentes.

O líder do PAICV afirmou ainda que pretende colocar na agenda política o que classificou como “Cabo Verde real”, criticando o que considera discrepância entre os indicadores oficiais e a realidade social do país.

Questiona instituições e estatísticas oficiais

Francisco Carvalho criticou também instituições do Estado, referindo alegada inação da Procuradoria-Geral da República e da Comissão Nacional de Eleições perante denúncias divulgadas durante a campanha.

O presidente do PAICV mencionou ainda suspeitas ligadas ao caderno eleitoral, à publicação de relatórios na área da saúde e à gestão de equipamentos hospitalares, defendendo maior transparência e fiscalização pública.

Segundo disse, o país deve debater “questões reais” e evitar que episódios denunciados durante a campanha “passem em branco”.

Maioria absoluta “fica clara”

Sobre os resultados eleitorais, Francisco Carvalho afirmou que a maioria do PAICV “vai ficar clara”, rejeitando interpretações sobre maioria relativa e considerando encerrada a discussão sobre a correlação de forças no parlamento.

O dirigente reconheceu, no entanto, que algumas propostas defendidas pelo seu partido dependem de revisão constitucional e de uma maioria qualificada que o PAICV não possui.

Entre as medidas apontadas estão concursos públicos para cargos como procurador-geral da República e presidente do Tribunal de Contas, além da criação de uma Inspeção-Geral do Estado.

Acusa “conluio” contra a Câmara da Praia

Durante a intervenção, Francisco Carvalho voltou a referir alegadas perseguições políticas à Câmara Municipal da Praia, acusando setores ligados ao MpD de tentarem “manchar” a sua imagem política.

O líder do PAICV disse que campanhas e acusações feitas contra a autarquia tinham como objetivo impedir a chegada do partido ao poder.

Governação “em diálogo” e abertura aos partidos

Francisco Carvalho garantiu que um eventual governo liderado pelo PAICV manterá diálogo com todos os partidos políticos, organizações da sociedade civil, associações e cidadãos.

O presidente do partido afirmou que o PAICV não utilizará o poder governativo para criar entraves à oposição e prometeu respeito pelas regras democráticas e pelo pluralismo político.

Segundo ele, cada partido deverá conquistar o seu espaço “através do trabalho e dos votos”.

Relações com Portugal serão mantidas

Questionado sobre a política externa, Francisco Carvalho assegurou continuidade nas relações diplomáticas entre Cabo Verde e Portugal.

O líder do PAICV classificou a relação entre os dois países como “extraordinária” e disse que Portugal continuará a ser um parceiro estratégico de Cabo Verde, admitindo até um reforço da cooperação bilateral num futuro governo liderado pelo partido.

 

Última hora. Bubista divulga convocados de Cabo Verde para o Mundial 2026

Cabo Verde divulgou a sua primeira convocatória de sempre para uma fase final de uma Copa do Mundo

O Selecionador nacional de Cabo Verde anunciou esta segunda-feira a lista de 26 jogadores convocados para o Mundial 2026, marcada por uma combinação de experiência e juventude.

Na baliza, foram chamados Josimar Dias “Vozinha”, Márcio da Rosa e Carlos Santos.

No setor defensivo, Bubista convocou Steven Moreira, Wagner Pina, João Paulo Fernandes, Sidny Lopes Cabral, Logan Costa, Roberto Lopes “Pico”, Kelvin Pires, Ianique Tavares “Stopira” e Edilson Borges “Diney”.

Para o meio-campo, integram a lista Jamiro Monteiro, Telmo Arcanjo, Yannick Semedo, Laros Duarte, Deroy Duarte e Kevin Pina.

No ataque, os eleitos são Ryan Mendes, Willy Semedo, Garry Rodrigues, Jovane Cabral, Nuno da Costa, Dailon Livramento, Gilson Benchimol e Hélio Varela.

Após a divulgação da lista, os Tubarões Azuis já têm definida a rota de preparação para a competição. A equipa inicia um estágio em território nacional, entre os dias 20 e 24 de maio, seguindo depois para Portugal, onde defronta a Sérvia, a 31 de maio, no Estádio do Restelo.

A preparação prossegue nos Estados Unidos, palco do Mundial 2026, onde Cabo Verde realizará um segundo jogo amigável frente às Bermudas, em Connecticut, antes do arranque da competição.