O ex-Deputado e advogado Amadeu Oliveira, atualmente detido na Cadeia da Ribeirinha, em São Vicente, considera “injusta e ignóbil” a demissão do ex- Ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, por um alegado crime de lavagem de capitais, que, segundo ele, é “falso e inexistente”
A informação foi divulgada pela Agência Inforpress.
Segundo aquela fonte, Oliveira divulgou uma petição, através da sua advogada Yesminn Pires, em que critica a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso.
O documento foi enviado ao Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, com cópia ao Presidente da República, José Maria Neves, ao Presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, e à Ministra da Justiça, Joana Rosa.
Amadeu Oliveira sustenta que “é manifestamente falso que exista qualquer indício ou prova” contra Carlos Santos e defende que a PGR poderia tê-lo ouvido como testemunha, mas nunca constituí-lo arguido “de forma tão leviana”.
O ex- Deputado alega ainda que os 2.800 contos transferidos para a conta de Carlos Santos, em 2014, são fruto de serviços jurídicos realizados com o advogado Português, Luís Emílio Borges Rodrigues, cuja existência é contestada pelo Ministério Público. Oliveira rebate essa alegação, afirmando que Borges Rodrigues está regularmente inscrito na Ordem dos Advogados de Portugal.
A exoneração de Carlos Santos e as investigações do Ministério Público continuam a gerar polêmica e questionamentos sobre a atuação da justiça neste caso.

