Deputados aprovaram a proposta do Governo para melhorar a condição dos professores, mas a ausência de notícia na TCV está a suscitar indignação
Parece que há uma grande controvérsia em torno da cobertura da TCV sobre a aprovação, ontem no Parlamento, do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações, PCFR, dos professores.
A falta de cobertura noticiosa de um evento tão importante, especialmente num contexto onde a reforma prevê melhorias significativas nas condições salariais dos professores, gerou indignação, principalmente por parte de alguns setores da Sociedade civil.
O fato de a TCV não ter dado destaque à aprovação do PCFR, enquanto abordava outras questões relacionadas aos salários de alguns professores em atraso, realmente parece levantar suspeitas sobre a imparcialidade do órgão público.
A situação com a TCV parece realmente preocupar muitos, especialmente depois da controvérsia envolvendo o Jornalista Carlos Santos, da RCV, e o MpD.
A acusação de parcialidade e a forma como aquele Jornalista tem lidado com questões políticas estão a ganhar atenção, gerando um clima de desconfiança nalguns setores da população.
O fato de o PCFR ter sido aprovado e a TCV não ter dado a devida cobertura à notícia no Jornal de Noite de ontem, levanta questionamentos sobre a objetividade e a independência editorial dos órgãos públicos de Comunicação Social.
A cobertura de assuntos tão relevantes, como a melhoria salarial dos professores, deveria ser uma prioridade para qualquer órgão de comunicação, especialmente os públicos, que têm um papel importante na informação imparcial da população, observa um leitor em conversa com OPAÍS.cv.
A aprovação dessa melhoria salarial para a classe docente, na ordem dos 16%, é visto como um “avanço significativo, especialmente considerando as condições que muitos professores enfrentam”.
Essa medida é suportada apenas com votos favoráveis do MpD, teve a abstenção do PAICV e da UCID, é vista como um “gesto importante” do Governo de Ulisses Correia e Silva, para reconhecer e valorizar o trabalho dos professores a nível nacional.
A homologação pelo Presidente da República será o próximo passo para oficializar essa importante medida do Governo.