UE ativa sistema de satélites para apoiar Espanha após tempestade Dana

Região mais afetada é a Comunidade Valenciana, com o Governo regional a confirmar pelo menos 62 mortos

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a ativação do sistema de satélites Copernicus para coordenar as equipas de resgate em resposta aos devastadores efeitos da tempestade Dana em Espanha, que já causou 62 mortos.

“A Europa está pronta para ajudar”, afirmou von der Leyen, em Bruxelas, acrescentando que o mecanismo de proteção civil da UE foi proposto para reforçar a cooperação entre os Estados-membros na resposta às catástrofes.

A situação em Valência e outras regiões afetadas foi descrita pela presidente como “dramática”, com cidades inteiras inundadas e milhares de pessoas deslocadas.

O Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também garantiu o apoio da UE, expressando condolências e gratidão às equipas de emergência Espanholas pelo “compromisso inabalável” em salvar vidas.

A tempestade Dana, uma “depressão isolada em níveis altos” que atingiu com mais intensidade a Comunidade Valenciana, gerou chuvas torrenciais e elevou ao máximo os alertas de proteção civil na região.

Homem suspeito de incendiar carros em Lisboa fica em prisão preventiva

Indivíduo foi detido na madrugada na zona de Benfica

O homem suspeito de incendiar vários carros na última noite-madrugada em Lisboa vai ficar em prisão preventiva. A notícia é avançada pela SIC Notícias.

O homem foi detido na madrugada por Agentes da PSP.

Há cerca de uma semana que vários bairros da área metropolitana de Lisboa têm sido alvo de desacatos na sequência da morte do Cabo-verdiano Odair Moniz, alvejado pela polícia na noite de domingo para segunda-feira.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apelou na manhã de hoje à serenidade, considerando que deve haver tolerância zero para com estes crimes. Carlos Moedas defendeu também o reforço policial em toda a Cidade.

Como e de que maneira um Governo pode “bloquear” um Município?

Tenho estado a refletir como que num sistema político como o nosso, os Governos conseguem “bloquear” o desenvolvimento ou o funcionamento dos Municípios?

Ora bem, o sistema está definido de tal forma que existe, de facto e de júri, dois níveis de governação pública democrática em Cabo Verde:um de âmbito nacional, exercido pelos governos como órgão de soberania e entidade máxima da Administração Pública e outro de âmbito territorial, cuja ação pública se limita a uma população e a um território específicos – os Municípios.

Entre esses dois níveis de governação pública democrática entre a Administração Central e Administração Local não existe relação de hierarquia porque os titulares dos órgãos municipais são eleitos pelo povo e os Municípios gozam de autonomia prevista na Constituição.

Os Municípios são Poder Político Democrático! Nenhum Governo pode demitir os titulares dos órgãos municipais, nenhum Governo emite ordens ou determina as prioridades da ação pública municipal. Mas não foi sempre assim! Isto é outra história!

Mas, efetivamente, como e de que maneira um Governo pode “bloquear” um Município, se nenhum governo, em democracia, aprova ou ratifica os orçamentos e os programas de atividades dos Municípios; se nenhum Governo determina as áreas, as prioridades e a maneira como os Municípios devem gerir os seus recursos- receitas próprias?

Para responder a estas questões, que só existem por e pelo jogo político, temos de estar de acordo com dois pressupostos básicos:

  1. Os Municípios são autônomos, mas não são poderes soberanos nos Concelhos donde emanam. Portanto não detém o monopólio de ação pública no território, que é, em simultâneo, uma parcela do território nacional.
  2. O Governo é também autônomo, mas é um órgão de soberania, e é órgão superior da Administração Pública (define, dirige e executa a política geral interna e externa do país). Portanto, tem a obrigação de desenvolver a sua atividade governativa em todo o território nacional.

Portanto, o Governo é livre e nenhum Municipio ou outro poder pode condicionar ou limitar a ação do Governo desde que respeite a Constituição e as leis da República.

No entanto, com altos e baixos, nesses 34 anos do Poder Local Democrático, os Governos, uns mais outros menos, tem associado os Municípios na implementação das políticas setoriais, adentro do princípio da execução partilhada e descentralizada dos investimentos públicos de incidência territorial!

E chegamos ao ponto: quais são os recursos que os Governos são OBRIGADOS a transferir para os Municípios? Só, apenas só, os provenientes do Fundo Financeiro Municipal (FFM) e porquê? Porque, por força da Constituição, o FFM são RECEITAS Municipais!

As outras transferências que os Governos fazem para os Municípios não são RECEITAS Municipais- não são dinheiro dos Municípios- por isso só podem ser transferidos mediante acordo reduzido a escrito, sob a forma de Contrato-Programas em que as partes aceitam livremente as regras de acesso, execução, gestão e de prestação de contas.

Os Contratos-Programa são o instrumento de relacionamento financeiro entre os Governos e os Municípios! Não há outro!

Por isso, esses recursos são receitas CONSIGNADAS, portanto os Municípios não tem a liberdade de dispor desses recursos fora das regras aceites!

Sendo um contrato, os Governos não podem obrigar os Municípios a assinar os mesmos, assim como os Municípios não podem exigir que os Governos lhes dem dinheiro fora do âmbito dos Contratos-Programa!

E se os Municípios considerarem que podem dispensar recursos do Estado porque com receitas próprias podem resolver o problema de financiamento do desenvolvimento local (impossível), os Governos, com as suas prerrogativas constitucionais e legais deixarão de investir em benefício das populações e do desenvolvimento do País? Nunca!

Portanto, podem assim como fazem para execução de programas e projetos financiados pelos parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde, lançar concursos públicos de âmbito nacional e internacional para a execução dessas obras!

Mas o desejável e necessário, dando corpo ao princípio da descentralização, é que os Governos e os Municípios trabalhem juntos para fazerem render mais os recursos (eficiência), fazendo complementaridade na prossecução do fim público, que é o objetivo principal da Administração Pública.

As divergências de opinião, o desacordo sobre as prioridades, a ideologia ou visão de cada um não DEVEM prejudicar aqueles que são a razão de ser dos Municípios e dos Governos: as populações, os cidadãos e as empresas!

Digo isto por experiência própria: quantas “brigas” tive enfrentar com os Governos suportados pelo Partido que ajudei a fundar? Quantos recuos tive de fazer, mesmo estando certo, em benefício do País e dos munícipes da Praia? E quantos ganhos tiveram as populações quando convidamos e disponibilizamos terrenos para o Governo intervir em cooperação com o Município da Praia? Quantos ganhos teve a Praia e o país quando facilitamos a instalação do Museu Etnográfico gerido diretamente pelo Ministério da Cultura?

O resultado mais emblemático, que ainda perdura na memória de muita gente é a construção do Bairro Solidariedade de Achada Grande Trás, concebido para realojar as famílias que viviam em barracas em Tati!

Concluindo: não há como os Governos bloquearem ou impedirem que os Municípios façam o seu trabalho na normalidade, no quadro das suas atribuições e competências.

Conhecendo as debilidades financeiras da grande maioria dos Municípios e a insuficiência de recursos dos quatro municípios mais “abastados”, nenhum deles está em condições para resolver a questão de financiamento do desenvolvimento sem a cooperação técnica e financeira com os Governos!

Outra conclusão: os Municípios não tem a mesma capacidade técnica de concepção, gestão, execução e avaliação de projetos territoriais, o que tem revelado assimetrias na capacidade de mobilização de recursos extra orçamentos municipais, por consequência assimetrias na execução dos projetos.

Os Municípios com menos capacidade de recrutamento de técnicos qualificados tem de avançar para a intermunicipalidade, por exemplo, criando uma Unidade Técnica comum para o desenvolvimento de projetos territoriais o que permitir contratar Técnicos qualificados.

A formação e capacitação de técnicos especialistas em desenvolvimento local e comunitário e em “management” de projetos territoriais é um eixo de reforço técnico e institucional dos Municípios que o Governo tem de priorizar para os próximos anos!

Não há desenvolvimento local sustentado sem a parceria institucional entre o Governo e os Municípios!

Todo o resto não passa do jogo político, em alguns casos aceitáveis noutros são manifestamente contraproducente porque prejudica os cidadãos e o desenvolvimento!

Cabo Verde vai ganhar primeira piscina olímpica

Revelação é do Primeiro-Ministro, para quem a infraestrutura vai ser construída no Complexo Desportivo do Estádio

O Governo anunciou hoje estar na posse de um terreno no Complexo Desportivo do Estádio Nacional, na Achada São Filipe, para a construção de um pavilhão multiuso com várias funcionalidades, entre as quais uma piscina olímpica.

Ulisses Correia e Silva, disse que vai ser uma piscina olímpica coberta e dotada de condições para que os atletas possam competir em Cabo Verde ao mesmo nível de “qualquer outro tipo de infraestruturas no mundo”.

“Terreno existe, há projetos para serem desenvolvidos. Depois iremos mobilizar, seguramente, os investimentos para que isto aconteça”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva enalteceu a Escola Básica de Achada Grande Frente, na Cidade da Praia, pela construção de uma piscina, já em funcionamento, e que pode ser utilizada, enquanto um instrumento para poder incentivar este tipo de desporto, sobretudo junto dos estudantes.

Governo homenageia atletas que participaram no Campeonato Africano de Natação

No total Cabo Verde venceu 19 medalhas, sendo nove de ouro, seis de prata e quatro de bronze nessa competição

O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva homenageou hoje os atletas Cabo-verdianos que participaram no Campeonato Africano de Natação – Zona II, realizado este mês em Accra, Gana.

A seleção conquistou 19 medalhas, incluindo nove de ouro, seis de prata e quatro de bronze, um feito que o chefe do Governo descreveu como “notável” e motivo de “grande orgulho” para o País.

“Conquistar 19 medalhas entre ouro, prata e bronze, nas condições que temos, é um feito notável que reforça o nome de Cabo Verde nas competições internacionais e eleva a nossa autoestima como Nação”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva destacou a importância de investir no desporto para garantir que mais campeões possam emergir, comprometendo-se com o apoio do Governo e dos patrocinadores.

O Chefe do Governo sublinhou também o valor de participação em competições como o Campeonato Africano e os Jogos Olímpicos, onde Cabo Verde é representado por atletas tanto locais quanto da diáspora.

Segundo o Primeiro-Ministro, o objetivo é continuar a incentivar a prática desportiva nas escolas e promovendo modalidades como a natação para que o talento nacional brilhe ainda mais alto.

 

RCV programa debates autárquicos entre candidatos a Presidentes de Câmaras Municipais

Entre 1 e 13 de novembro, rádio pública chama todos os candidatos, nos 22 Municípios, para debaterem os respetivos programas eleitorais

Com as eleições Autárquicas marcadas para 1 de dezembro, a Rádio de Cabo Verde, RCV, vai fazer uma série de debates com todos os cabeças-de-lista àquelas eleições, pondo frente a frente os adversários políticos para falarem dos seus programas eleitorais.

Segundo apurou OPAÍS.cv, junto de uma fonte da rádio pública, os debates iniciam no próximo 1 de novembro, sexta-feira, sendo diretos e bidiários, com difusão pelas 10h15 e 16 horas.

Praia e São Vicente, onde pontuam 5 candidaturas, são os Municípios que encerram esta série de debates, no dia 13. Só não há debates aos domingos.

Inauguram os debates, os candidatos na Ribeira Grande de Santiago, pelas 10h15, sendo que também nesse primeiro dia, pelas 16h00, os candidatos no Maio completam o programa.

Seguem, no dia 2, Boa Vista e São Salvador do Mundo; no dia 4, São Domingos e Paúl; no dia 5, Porto Novo e Santa Cruz; no dia 6, Ribeira Grande de Santiago e São Lourenço dos Órgãos; no dia 7, Sal e Brava; no dia 8, São Miguel e Tarrafal de Santiago; no dia 9, Santa Catarina do Fogo e Ribeira Brava; no dia 11, Tarrafal de São Nicolau e Mosteiros; no dia 12, São Filipe e Santa Catarina de Santiago e dia 13, São Vicente e Praia.

De notar que para as eleições Autárquicas estão inscritos 352.507 eleitores, sendo 349.128 cidadãos Cabo-verdianos, e restantes 3.378 estrangeiros, residentes nos diversos Municípios.

Faleceu único sobrevivente da piroga que deu à costa em São Nicolau

Foi ainda encontrado mais um corpo em avançado estado de decomposição, elevando para cinco o número de mortos

Faleceu ontem à noite o único sobrevivente da piroga que deu à costa na Ilha de São Nicolau, na passada segunda-feira, 28.

Em declarações à RCV, o Delegado da Saúde de Ribeira Brava informou que a morte foi causada por desidratação e insuficiência renal aguda.

As autoridades encontraram hoje, mais um corpo em avançado estado de decomposição na zona de Ribeira Alta, elevando para cinco o número de mortos.

As investigações estão em curso para apurar a origem da embarcação.

MpD louva crescimento e compromisso do Governo com Saúde Pública

Partido enalteceu o papel e o esforço contínuo dos profissionais de saúde no País 

Durante o debate parlamentar sobre a saúde, o Deputado do MpD eleito pelo círculo eleitoral do Sal, destacou o compromisso do Governo e a resiliência do Sistema Nacional de Saúde em Cabo Verde.

Em seu discurso, esta quarta-feira, 30, na Assembleia Nacional, Aniceto Barbosa enfatizou o papel “essencial” dos profissionais de saúde e elogiou o esforço contínuo para oferecer serviços de qualidade, especialmente diante de crises globais.

O Parlamentar enalteceu os recentes progressos, incluindo o reconhecimento internacional de Cabo Verde como País livre de paludismo e o aumento de 25% nos recursos para o setor da saúde no Orçamento de Estado deste ano.

O Deputado também frisou as medidas governamentais para combater o recente surto de dengue, ressaltando a criação de uma Força-Tarefa multissetorial para resposta rápida e conscientização da população.

Segundo destacou, o Governo investiu na contratação de mais de mil profissionais de saúde desde 2019, aumentando a média de médicos e enfermeiros no País.

“O setor de saúde é transversal pelo que o Governo vem fazendo uma forte aposta nos recursos humanos, na construção e melhoria de estruturas de saúde e seu apetrechamento, na implementação de políticas sociais, para a melhoria no acesso à saúde de todos os Cabo-verdianos”, disse.

Barbosa mencionou também a atualização das carreiras na área de saúde e o alargamento dos horários de funcionamento dos centros de saúde de Tira Chapéu e Ponta d’Água, na Praia, visando ampliar o acesso.

Aniceto Barbosa pediu engajamento de todos os setores sociais e reafirmou a necessidade de continuar os investimentos no SNS para garantir um sistema de saúde inclusivo e eficaz para todos os Cabo-verdianos.

PJ apreende drogas de “alto risco” em Tira Chapéu

Operação resultou na detenção de um homem de 35 anos

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária, na passada sexta-feira, 25, realizou-se uma operação em Tira Chapéu, na Cidade da Praia, resultando na detenção de um homem de 35 anos, suspeito de tráfico continuado de drogas de “alto risco”.

A mesma fonte adianta que a ação incluiu o cumprimento de um mandado de busca domiciliária, emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca da Praia, que culminou na apreensão de 72,33 gramas de MDMA, balança de precisão com resíduos de cocaína, e uma quantia em dinheiro Cabo-verdiano e estrangeiro.

Após o primeiro interrogatório judicial, o Tribunal impôs medidas de coação ao detido, incluindo apresentação semanal às autoridades e proibição de saída do País.

Embaixada de Espanha recusa visto a 4 tenistas da Ilha de Santo Antão

Atletas iam participar num torneio internacional na Espanha. Cabo Verde seria o único País Africano presente na prova

O presidente da Associação de Ténis da Ribeira Grande de Santo Antão manifestou revolta após a embaixada de Espanha ter recusado o visto a quatro jovens atletas e ao treinador, impedindo a participação no torneio internacional onde Cabo Verde seria o único País africano representado.

Segundo António Miranda, em declarações à Televisão de Cabo Verde, a associação entregou toda a documentação necessária no prazo, mas a resposta foi negativa, com a Embaixada a justificar que o pedido visava turismo e negócios.

conforme disse, a tentativa de resolver o caso com o Centro Comum de Visto também falhou, deixando os atletas, de 10 a 12 anos, “desiludidos e sem outra oportunidade de competir nesta faixa etária”.