Acusação é de uma missão internacional da ONU, que acusa também os seus Ministros do Interior e da Defesa pelos “graves crimes” cometidos pelas forças de segurança do país. Investigadores afirmam ter provas dos crimes cometidos desde 2014 até ao presente
Investigadores de uma missão internacional da ONU acusaram hoje o Presidente Venezuelano e seus Ministros do Interior e da Defesa de envolvimento em “graves crimes” cometidos pelas forças de segurança do País. A equipa de investigadores afirma ter detetado provas de crimes contra a humanidade, e indicou possuir “bons motivos para pensar que o Presidente” e os Ministros do Interior e da Defesa “ordenaram ou contribuíram para ordenar crimes concretizados”, indicou em comunicado a jurista Portuguesa Marta Valiñas, que dirige a equipa de investigadores.
Alguns destes crimes, “incluindo mortes arbitrárias e o uso sistemático da tortura, inserem-se no âmbito de crimes contra a humanidade”, afirmou, adiantando que estes atos estão “longe de ser isolados”, porque como disse, “estes crimes foram coordenados e cometidos em nome de ordens do Estado em conhecimento de causa e com o apoio direto de oficiais superiores e altos responsáveis do Governo”.
As graves violações de direitos humanos denunciadas pela equipa de investigadores foram perpetradas em operações realizadas por todos os organismos de segurança estatal na Venezuela, como, a Força Armada Nacional Bolivariana, incluindo a Guarda Nacional Bolivariana, a Polícia Nacional Bolivariana, e as Forças de Ação Especial. No relatório também estão assinalados o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Forenses, a Direção geral de contra informação militar e as forças policiais estatais e municipais.
Os investigadores referem ter recolhido provas de que as autoridades tinham conhecimento dos crimes cometidos desde 2014 até ao presente, e que contribuíram para a execução das políticas e planos que adotaram. “As autoridades forneceram uma ajuda essencial, incluindo material, logística e em recursos humanos, que era necessária para as operações de segurança e informação que resultaram na concretização dos crimes”, denuncia o relatório, que será apresentado na próxima semana no Conselho de direitos humanos da ONU.
Os investigadores pediram às autoridades Venezuelanas para procederem no imediato a “inquéritos independentes, imparciais e transparentes”.
O relatório considera que outras instâncias, incluindo o Tribunal penal internacional “deverão também considerar ações judiciais contra os indivíduos responsáveis destas violações e crimes identificados por esta missão”, sublinha Marta Valiñas.



Aí está mais uma chatice para a papagaida tambarina. É tudo culpa do Ulisses e do povo que não votou paicv. Quero ver o que nos diz desta vez o ex-juiz espanhol e a toda a milícia digital tambarina (Semana, Nação e Santiago Magazine). Maduro tem de ser julgado pelo TPI, onde também alguns dirigentes do paicv deveriam também ser julgados.
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