NO DIA DA FAMÍLIA: PR reconhece “inestimável” papel da mulher

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Para JCF é importante priorizar a proteção das crianças e pessoas com necessidades especiais e reconheceu o “inestimável” papel da mulher e a “necessidade imperiosa” de uma efetiva assunção de responsabilidades pelos homens no meio familiar/doméstico

O Presidente da República admitiu esta terça-feira, 15, que a pobreza, as desigualdades, a exclusão social , os conflitos armados, a violência, as dificuldades de conciliação entre o trabalho e a família “constituem fatores que condicionam de forma poderosa a estabilidade familiar”.

Na sua mensagem por ocasião do Dia Internacional da Família que hoje se assinala, Jorge Carlos Fonseca observou que esta realidade “é agravada” em muitos contextos pela “falta de redes de apoio” e pela “forte influência, muitas vezes perniciosa”, das telecomunicações sobre as crianças e os adolescentes, o que no seu entender “fragiliza, sobremaneira” as famílias e o seu papel essencial no equilíbrio psicossocial das pessoas.

O PR que reconhece “avanços e esforços” das entidades em favor da família observa, no entanto, ser necessário “maior atenção” à família que ele próprio classifica como “grande instituição”.

Ainda na sua mensagem, o estadista considera ser importante priorizar a proteção das crianças e pessoas com necessidades especiais e reconheceu o “inestimável” papel da mulher e a “necessidade imperiosa” de uma efetiva assunção de responsabilidades pelos homens no meio familiar /doméstico.

JCF realçou, por outro lado, os programas governamentais, nomeadamente, a Escola da Família e Famílias de Acolhimento, promovidas pelo ICCA, o Plano Nacional de Cuidados 2017-2019 e o Projeto de Cadastro Único, programas que no seu entender “se centram na potenciação e proteção da família, particularmente as famílias de baixo rendimento e com maiores vulnerabilidades”.

JCF realçou também a lei recentemente promulgada de apoio social e escolar aos pais estudantes para o acesso e a permanência, com qualidade, no sistema de ensino, que favorece principalmente as jovens mães, e o trabalho meritório que o ICIEG e diversas entidades que intervêm nessa área têm vindo a realizar no âmbito da aplicação da Lei de VBG.

“Tendo em conta as grandes dificuldades a que as famílias têm de fazer face, é preciso incrementar medidas que promovam a sua inclusão socioeconómica como a efetivação do subsídio de desemprego, o alargamento da pensão social não contributiva, a diminuição dos impostos sobre os rendimentos, particularmente das famílias de baixo rendimento e monoparentais, maioritariamente chefiadas por mulheres”, desejou.

JCF termina a sua mensagem considerando que promover a família é promover as pessoas em situação de vulnerabilidade e ao mesmo tempo “promover as crianças, os jovens, as mulheres, os homens, os idosos, é promover o país, é realizar a Constituição”.