Nomeações expõem tensões no Governo entre Francisco Carvalho e ministro da Educação

0

Alegadas divergências entre o primeiro-ministro e alguns membros do Governo estão a marcar o processo de nomeações para cargos de chefia. No ministério da Educação, a escolha do novo Inspetor-geral terá sido travada pelo chefe do Governo, enquanto, nas Finanças, surgem rumores sobre uma possível remodelação da equipa ministerial

O processo de nomeação do novo Inspetor-geral da Educação continua por concluir e, ao que tudo indica, o atraso resulta de divergências ao mais alto nível do executivo.

Segundo informações recolhidas junto de diversas fontes que conhecem as lides no Palácio da Várzea, o nome inicialmente proposto pelo ministro da Educação, Arnaldo Brito, para liderar a Inspeção-Geral da Educação não terá merecido a validação do primeiro-ministro, Francisco Carvalho, que terá optado por indicar outro perfil para o cargo. A nova escolha deverá ser oficializada nos próximos dias.

Fontes conhecedoras do processo sustentam que este episódio reflete um clima de crescente tensão entre o titular da pasta da Educação e o chefe do Governo, sobretudo em torno das nomeações para vários cargos de direção no ministério. De acordo com essas informações, diversos nomes apresentados por Arnaldo Brito não terão obtido a confiança do primeiro-ministro, que estará a acompanhar diretamente o processo e a indicar alternativas para funções de chefia.

A situação estará a provocar desconforto no seio do ministério da Educação, havendo quem admita que as divergências entre Arnaldo Brito, antigo crítico da governação do MpD na área da Educação, e Francisco Carvalho se tenham intensificado nos últimos dias. Nos bastidores, começam mesmo a surgir especulações sobre a continuidade do ministro no cargo, embora não exista qualquer confirmação oficial nesse sentido.

Entretanto, também no ministério das Finanças circulam informações sobre um alegado descontentamento relativamente ao funcionamento da tutela, em particular no domínio da comunicação institucional, apontando-se críticas à atuação da secretária de Estado das Finanças, Maria José Pereira Lopes.

Paralelamente, multiplicam-se os rumores de que o primeiro-ministro poderá estar a equacionar a integração de Cristina Duarte no executivo para reforçar a liderança da área das Finanças. Caso esse cenário se confirme, poderá estar iminente a primeira remodelação governamental desde a tomada de posse do Governo, a 18 de junho.

COMENTE ESTA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui