Nova Matriz Curricular permite modificações até 2023

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Foto ilustrativa, antes da pandemia

São alterações em diferentes níveis de ensino, do Básico ao Secundário, que no início provocaram alguns constrangimentos, mas que parece estabilizar-se aos poucos

Essas alterações são desconhecidas pela maioria dos pais e encarregados de educação, mas vêm sendo introduzidas desde o ano letivo 2017.

Trata-se, na verdade, da progressão para a implementação da nova matriz curricular em que são inseridas novas disciplinas ou alterações em algumas e objetivos por cada ano de escolaridade.

Em 2017/2018, fez-se a primeira alteração nos dois primeiros anos do ciclo do ensino básico, ou seja, no 1.º e no 5.º ano de escolaridade.

“Logicamente se produziram alterações a nível das disciplinas de base como Matemática, Língua Portuguesa e Ciências Integradas e se introduziu Atividades Científicas e um Guia para a Educação Artística que agora se dá muita importância”, começa por explicar a Ministra da Educação, lembrando que antigamente havia um professor para todas as disciplinas, mas neste momento há um professor para Educação Artística e um outro para a Educação Física.

No 5.º ano, continua, “fez-se a introdução do Francês, Inglês, Ciências da Terra e da Vida, História e Geografia de Cabo Verde, o que significa que houve um desenvolvimento curricular enorme”.

Em 2018/2019 continua a progressão no 2.º e no 6.º ano e em 2019/20, no 3.º e 7. º ano de escolaridade. Já em 2020/2021, adianta a Ministra, serão feitas alterações no 8. º oitavo ano.

“Como é acumulativo, no próximo ano (2020) teremos perto de 10 títulos novos. São títulos do 4.º ano de escolaridade que é a Língua Portuguesa e Ciências Integradas e do 8.º ano que dão continuidade àquilo que se fez no 7.º, o que quer dizer que vamos diminuindo essas modificações que aos poucos vai-se estabilizando”, avança a Ministra.

Em 2021/2022 vai-se mexer no 9.º e no 11.º ano de escolaridade. “Logicamente. No 9.º ano haverá modificações porque entram alunos com novo perfil do 8.º ano”, observa, assegurando, por outro lado, que em 2023 estará completo todo o processo de modificação curricular.

“Em 6 anos teremos feito a revisão de toda a matriz curricular”, conclui.

De ressaltar que entre 9.º ao 12.º ano de escolaridade prossegue-se com o objetivo estratégico de melhorar o acesso equitativo à educação, mediante o reforço da gestão e da ação social educativa, para que o funcionamento das escolas se adeque cada vez mais às necessidades dos alunos. “Os serviços centrais iniciam o processo de desenvolvimento curricular para garantir que no ano letivo 2021/2022 seja introduzido a nova matriz, adequada ao perfil dos alunos, que no letivo 2020/2021 concluem o ensino básico reformado”, indica.

Segundo a Ministra da Educação é importante o conhecimento e o acompanhamento dessas modificações por parte dos pais e encarregados de educação, para que não haja ruídos e possam auxiliar melhor os seus educandos.