Luís Montenegro assumiu, este domingo, oficialmente, a liderança do Partido da Oposição, com olhos postos nas Legislativas de 2026
Durante o 40.º Congresso nacional do Partido, Luís Montenegro assumiu, este domingo, a presidência do PSD, não escondendo a vontade de reconduzir o Partido ao Governo do País, em 2026.
Durante a sua intervenção, o novo líder Social-democrata, acenou com propostas. Partilhou 7 ideias para o mandato sob o lema “Acreditar”.
Uma das ideias visa os imigrantes. Montenegro quer mesmo atrair os imigrantes para Portugal. “Idealizar a forma como podemos chamar cidadãos de outras nacionalidades a virem viver para cá e a ajudarem o nosso País a ser mais competitivo e mais produtivo. Só atrairemos os melhores se impulsionarmos a nossa economia, os nossos salários e tivermos políticas de integração atrativas”, sugeriu.
As 7 ideias
1. Contrariar a subida do custo de vida
Aumentos na eletricidade, gás, combustíveis, rendas ou comida. À boleia da guerra, a subida da inflação tem deixado o orçamento das famílias ainda mais apertado. Por isso, Montenegro defende a criação de um Programa de Emergência Social, que inclui medidas como um vale alimentar mensal para as famílias carenciadas ou apoios para os setores da agricultura, pecuária e pescas.
2. Melhorar o acesso à saúde
Para o novo Presidente do PSD não há dúvidas: o Serviço Nacional de Saúde está como está devido ao “complexo ideológico” dos Socialistas. O caminho para contrariar o “caos”, insiste, está em “reformar, reestruturar e reorganizar o SNS” com o envolvimento dos privados e do setor social. “Mudar de vida”, resume.
3. Baixar a carga fiscal
O novo PSD não quer ser como o Governo de Costa, “o campeão da carga fiscal e do sufoco da Sociedade”. Montenegro recupera uma bandeira antiga, acenando às famílias e às empresas com a promessa de medidas para reduzir os impostos, facilitando o acesso a bens essenciais e o investimento. Para o Presidente Social-democrata, este será um “combate de legislatura”.
4. Reter jovens e aumentar a natalidade
O PSD quer contrariar a imagem dos tempos da troika, quando o Governo sugeriu aos jovens que emigrassem para encontrar as oportunidades que o País natal não lhes podia oferecer. Montenegro argumenta agora que é preciso “reter os jovens e o talento em Portugal” e avança com uma ideia concreta: discriminação positiva no IRS, para um máximo de 15%, para quem tenha até 35 anos. Com uma exceção: quem se encontre no último escalão de rendimentos. Outras das medidas passaria pelo acesso universo ao ensino pré-escolar para crianças dos zero aos seis anos.
5. Atrair imigrantes
Para Montenegro, o problema da falta de mão-de-obra em diversos setores “não é conjuntural, é estrutural”. E, como as perspetivas não são de melhoria, segue uma sugestão: um programa que permita a captação e a integração de imigrantes, tal como já acontece na Alemanha ou no Canadá, que permita suplantar essas falhas.
6. Criar alianças para um País mais digital e verde
Para que esta meta seja possível, para “desafiar o País”, Montenegro sabe que os poderes públicos e as universidades têm de trabalhar lado a lado. Embora sem avançar grandes pormenores, o líder Social-democrata defendeu um pacto sobre a transição digital, energética e ambiental.
7. Rejeitar a descentralização
“É um logro”. É assim que Montenegro descreve o processo de descentralização, acusando o Governo de ter transformado os Municípios em “tarefeiras da incompetência e incapacidade da administração central”. E assume uma posição: o Governo até pode avançar com o referendo em 2024 mas não vai contar com o apoio do PSD. “Uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro”, classifica, perante um contexto de fortes mudanças a nível internacional.
Com CNN Portugal


