O navio patrulha da Marinha Portuguesa NRP “Setúbal” está a realizar treinos e formações em São Vicente com elementos da Guarda Costeira de Cabo Verde, antes de iniciar o regresso a Portugal, após uma missão de três meses
“É um treino conjunto, para ambos evoluirmos e aprendermos com as formas de trabalhar das duas Forças Armadas. E isso é sempre uma mais-valia para todos”, explicou o comandante do Navio da República Portuguesa, NPR, “Setúbal”, o capitão-de-fragata Artur Jorge Martins Dias Marques, atracado desde quinta-feira no Porto Grande, Ilha de São Vicente, onde permanecerá até amanhã, domingo, 23, antes de iniciar a viagem de regresso a Portugal.
Trata-se da segunda passagem do navio patrulha por Cabo Verde, na mesma missão, prevendo agora atividades de mergulho em conjunto com a Guarda Costeira Cabo-verdiana, bem como visitas a algumas embarcações desta força naval para apoiar no diagnóstico de avarias, e ao Centro Conjunto de Coordenação de Salvamento, no âmbito da manutenção de equipamentos de rádios.
“Hoje (sexta-feira) estivemos a desenvolver atividades em relação ao socorrismo em combate, com a equipa de abordagem das Forças Armadas de Cabo Verde e também na parte da tarde assalto a navio com equipa de abordagem de Cabo Verde”, contou o comandante do NRP “Setúbal”, em declarações aos Jornalistas.
A cooperação envolveu duas equipas de seis militares da Guarda Costeira de Cabo Verde e do pelotão de abordagem, que trabalharam com militares para formação de socorrismo, dois no mergulho e oito militares de pelotão de abordagem, sempre tendo como base o navio Português.
O comandante Artur Dias Marques explicou que o navio já efetuou uma rota que passou por diferentes países Africanos, sendo a segunda vez em Cabo Verde nesta mesma missão. “O navio saiu de Portugal, enquadrado na iniciativa ‘Mar Aberto’, a 1 de março. Passamos já pela Guiné-Bissau, estivemos em Cabo Verde, na cidade da Praia, a operar com a Guarda Costeira e a Polícia Nacional, participámos no exercício ‘Omega Express’, formação e treino das Forças Armadas”, explicou.
Nesta missão que leva quase três meses, o NRP “Setúbal” já passou por países da África Central e do Golfo da Guiné, como Costa do Marfim, São Tomé e Príncipe, Angola, Nigéria e Gana. “E por fim Cabo Verde novamente, desta vez Mindelo, que é um ponto que não poderíamos deixar de praticar antes de voltar a Lisboa, onde esperamos regressar a 30 de maio”, adiantou o comandante.
Nesta missão, transporta ainda equipas de abordagem e de mergulhadores, um oficial médico naval e um aspirante a oficial da Escola Naval em estágio, contando com a presença a bordo de um oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América e outro da Marinha do Brasil.


