Nuias Silva fez festa de Nhô São Filipe para elites

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Acusação é da Oposição local, para quem o Edil Sãofilpense revelou ser um “grande capitalista” e que fez o Município “retroceder” desde que chegou ao poder, em 2020

Nuias Silva é um Presidente “publicista”, constata o líder da Oposição municipal em São Filipe.

Felipe Santos que é também Deputado da Nação avaliou, para OPAÍS.cv, as recentes festas da Bandeira e do Município, com balanço “negativo”. Uma posição, diz ele, também corroborada pela “maioria” dos que testemunharam estas festas, que segundo diz, o Autarca Nuias Silva “devolveu” às elites do Fogo, deixando a grande massa de fora.

“O Nuias traiu os Foguenses ao vender a festa de Nhô São Filipe e devolveu as festas às elites, retirando o povo o direito de participar nela”, criticou.

Em ano do centenário do Município, adianta Felipe Santos, toda a Ilha do Fogo esperava “mais e melhor” festa por parte da Autarquia, e admite que as expetativas eram altas pois o próprio Presidente da Câmara Municipal que se revelou um “publicista”, com suas sucessivas investidas nos órgãos públicos de Comunicação Social e nas redes sociais criou esta “ilusão”.

“A Edilidade levantou altas expetativas e realização ficou muito aquém daquilo que era esperado”, avaliou.

Para o nosso interlocutor, a Autarquia “falhou gravemente” também no tocante à divulgação, oferta e venda da música made in Fogo aos visitantes, ao deixar de fora dos eventos públicos géneros musicais da Ilha que são “a maior riqueza e reconhecimento” do Fogo.

A Câmara Municipal, critica ainda, “não conseguiu criar sequer um momento para a promoção daquilo que mais nos une, a nossa música tradicional do Fogo. Foi uma festa da Bandeira e do Município meramente comercial onde os artistas, os filhos do Fogo e deste Município foram excluídos da festa. É lamentável”.

“Foi uma festa capitalista sem pensar nos desfavorecidos”, ajuntou.

Avaliação negativa merece igualmente a feira dos produtos made in Fogo, na opinião de Santos “um fracasso”, devido à “má relação e arrogância” do Edil de São Filipe na relação com os produtores e com a indústria local.

Na primeira vez que a atual gestão camarária organiza as festas, interrompidas dois anos, devido à Covid-19, “ouve-se tantas reclamações e descontentamentos”, pontua o nosso interlocutor.

“Foi uma vergonha, para a morabeza dos Foguenses, a Câmara Municipal ter fugido de todas as suas responsabilidades na organização dos eventos”, desde Miss Fogo e Miss Cabo Verde, Baile de Conjunto no Presídio e nos desportos, “sobretudo, as corridas de cavalos, tentando atribuir todas as falhas a terceiros, que consideramos, e que todos acharam, gravíssimos”, ajuntou.

Outra crítica do nosso interlocutor é o custo de acesso aos eventos no Presídio, este ano no valor de 2 mil Escudos, isto num momento de crise onde se regista que a Autarquia “não criou” um único posto de trabalho nas comunidades.