Número de vítimas do sismo no Haiti sobe para 1.419 mortos e 6 mil feridos

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O serviço de proteção civil do Haiti reviu em alta o número de vítimas do sismo de sábado no País, para 1.419 mortos e seis mil feridos, muitos dos quais tiveram de esperar por ajuda sob um sol abrasador

O tremor de terra, com epicentro 125 quilómetros a oeste da capital, Port-au-Prince, destruiu cidades e provocou deslizamentos de terras, que dificultaram a prestação de auxílios no País mais pobre do Hemisfério Ocidental.

O Haiti já se confrontava com a pandemia do novo coronavirus, a violência de gangues, a pobreza crescente e a incerteza política subsequente ao assassínio, em 7 de julho, do presidente Jovenel Moïsem quando o abalo enviou os residentes para as ruas.

E a situação pode agravar-se ainda mais com a aproximação da depressão tropical Grace, que deve chegar ao País na noite de segunda-feira, com fortes ventos, chuvas intensas, deslizamentos de terras e inundações repentinas.

Dirigentes do País adiantaram que o sismo, com a magnitude 7,2, destruiu mais de sete mil casas e provocou estragos em cerca de cinco mil, deixando cerca de 30 mil famílias sem abrigo.

O abalo também destruiu ou causou estragos sérios em hospitais, escolas, instalações de empresas e igrejas.

A realçar as condições más, os dirigentes tiveram de negociar com gangues no distrito de Martissant para deixarem passar duas colunas humanitárias pela área, informou o Serviço da Organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários.