O gozo como política de Estado?

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Por culpa exclusiva de Francisco Carvalho, o Estado local – a Câmara da Praia – vai pagar 480 mil contos (5,1 milhões de dólares). Muito dinheiro!

E qual é a postura do presidente? Vai à televisão, foge às respostas, aparece com ar de chacota, a sorrir sem graça, em tom de troça. Afirma que a CMP não foi notificada, que só soube da sentença pela comunicação social (?), que ainda só leu títulos de jornais… e tudo isto acompanhado de uma linguagem rasteira: “relaxa, relaxa, gelo na cabeça…”.

Um comportamento que demonstra impreparação total para lidar com assuntos sérios do Estado.

Ora, o Estado merece respeito! O Estado não é grupo de carnaval para dançar sambas, nem pode ser tratado como o lixo espalhado pelas ruas da Praia.

Gozar com as instituições públicas, com os praenses, com os cabo-verdianos, com os Tribunais, com o Ministério Público, não deve ser permitido nunca!

Ainda mais grave quando o “comediante” é réu em dezenas de processos judiciais (crimes e civis)! Ele ri porque se sente impune. Mas esse gozo, essa troça, essa linguagem de thug vão acabar mal. O mal não é eterno!

Francisco finge ser valentão, mas tem pés de barro e canelas de caris. Podem anotar: o desfecho não será nada bom. Até se atreve a troçar com Trump, mas mofino como ele não há!