O Método “Fideliano” de cálculo do desemprego jovem

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O PAICV através da sua líder, Janira Hopfer Almada, e do presidente da JPAI, Fidel Cardoso, inauguraram uma nova metodologia para a determinação da taxa de desemprego jovem em Cabo Verde. Sim, a líder do PAICV em pleno Estado da Nação afirmou que a taxa de desemprego jovem situava-se em 42,8%.

Tal afirmação causou estranheza para quem leu e conhece os dados do IMC 2018.

O próprio Primeiro-Ministro, Dr. Ulisses Correia e Silva, ficou estupefacto em pleno debate do Estado da Nação porque em lado algum encontrava-se tal registo, sendo que o INE é o principal provedor das informações estatísticas em Cabo Verde e uma instituição credível com reputação perto dos parceiros internacionais. Porém, ontem durante a minha participação no Jornal de Domingo, das 20 horas com o meu homólogo Fidel Cardoso, presidente da JPAI, ficamos a saber como funciona este novo modelo de mensuração estatística do PAICV para a determinação da taxa de desemprego jovem que foi inaugurado pela líder do PAICV em pleno debate sobre o Estado da Nação já que no debate ela não fez referência como teria chegado aos 42,8%. Para se chegar aos 42,8 % tiveram que somar de forma linear os 27,8% (taxa de desemprego jovem com idade entre os 15 e 24) mais 15% (taxa de desemprego jovem com idade entre os 25 e 34 anos).

Nada mais caricato e simplista este novo modelo, ainda mais, quando vem de uma líder que teve a pasta da juventude e do emprego e com pretensões para o cargo de primeiro-ministro de Cabo Verde em 2021, sendo ela também um dos rostos e uma das principais responsáveis pela acumulação dos 62 mil jovens no país em situação de sem educação, sem formação e sem emprego.

Caso para dizer que, se o INE mensurasse a taxa de desemprego de dez escalão etário jovem e se cada escalão apresentasse uma taxa de 10% a taxa de desemprego jovem seria de 100%, complicado este modelo matemático dos líderes do PAICV e da JPAI, mas compreende-se, nunca tiveram bons economistas no partido tambarina, e o país crescia a 1%, pelo que, representaram retrocesso temporário para o nosso país. Contudo, a líder do PAICV deve sentir uma carência enorme de conselheiros na área económica, pois, são em maioria sociólogos e historiadores, sendo que a base e a matriz ideológica, tem sido a principal responsável pela causa desta escassez e pelo insucesso do PAICV num passado recente na promoção do crescimento económico e geração de empregos.

Este PAICV com sede, sem limite do poder, inventa uma metodologia simplista que inflaciona os dados do emprego simplesmente para tirar dividendos políticos e para confundir de forma deliberada a opinião pública.

Se hoje temos 62 mil jovens no país em situação de sem educação, sem formação e sem emprego, o único culpado para este acumulado foi o próprio PAICV que governou este país de 2001 a 2016. Não foi este governo do MpD que criou e deixou acumular este número. Reconhecemos que a taxa de desemprego jovem ainda situa-se num patamar alto sim, 27,8% (taxa de desemprego jovem com idade entre os 15 e 24) e 15% (taxa de desemprego jovem com idade entre os 25 e 34 anos), mas foi, devido ao desnorte de um governo num passado bem recente, sem visão, e sem medidas concretas e que durante os 15 anos preteriram várias alternativas de maior valor para nossa juventude e para Cabo Verde, não resolvendo os problemas estruturantes, a conetividade eficiente e eficaz entre as ilhas via transportes aéreos e marítimo, financiamento as empresas, criação de um ecossistema empresarial e um governo amigo e parceiro ao setor privado.

A juventude Cabo Verdiana é a nossa prioridade, e como disse e bem o nosso primeiro-ministro ontem na celebração do dia internacional da Juventude, nós estamos focados em dar soluções sustentáveis ao trinómio Educação – Formação – Emprego, estamos a reduzir esse numero porque hoje temos mais facilitação a educação, oferta massificada de formação profissional e de estágios profissionais, crédito e fiscalidade em condições favoráveis para o empreendedorismo, assistência técnica para elaboração de projetos, economia a crescer, com jovens empreendedores e com talentos. Aliás, comparativamente percebe-se que a juventude Cabo- Verdiana esta com Ulisses Correia e Silva, como foi demostrado ontem na celebração do dia internacional da juventude em Assomada, com participação de milhares de jovens de diversas partes da ilha de Santiago, ao contrário do encontro no hangar em que líder do PAICV teve dificuldade em fazer abertura de tal evento devido a fraca participação dos jovens. Nada de estranhar para quem que a única solução para os jovens foi para venderem pasteis e canja.

Reafirmo, eles (o PAICV) tiveram a oportunidade de servir a nossa juventude durante 15 anos, não o fizeram tão bem, deixaram acumular 62 mil jovens no país em situação de sem educação, sem formação e sem emprego e não querem a todo custo que se faça melhor. Nós estamos a reduzir estes números com políticas assertivas, com a massificação das políticas ativas do emprego.

Pretendemos beneficiar 10 mil jovens este ano, sendo 5 mil com acesso ao estágio profissional em empresas organizadas e 5 mil em formação profissional com um orçamento a rondar os 500 mil contos. Ninguém pode ficar de fora!

As três principais instituições que fomentam a formação profissional (IEFP, CERMI e EHTCV) já realizaram de 2016 a 2019, 691 ações de formação, beneficiando 14 mil jovens em formações profissionais.

A taxa de desemprego jovem caiu de 41% de 2016 para 27,8% em 2018 e estamos confiantes que com todas as medidas em andamento, a médio e longo prazo a taxa reduzirá ainda mais. Nós confiamos no nosso país!